tatuagemA proposta de lei da senadora Lúcia Vânia (PSB-GO), que pretende determinar que apenas profissionais com formação em medicina realizem invasão da epiderme e derme com uso de produtos químicos ou abrasivos, como as tatuagens têm sido alvo de muitas criticas nos últimos dias.

Ao portal Acorda Cidade, Rodrigo Moreira, conhecido como Koala, dono de estúdio de tatuagem em Feira de Santana, considera desnecessária a forma que querem implantar o ato médico, pois deveria ser feita uma fiscalização maior nos estúdios por se tratar de um procedimento invasivo e não determinar que médicos façam um trabalho artístico.

“O tatuador é obrigado a utilizar só materiais certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), porém o grande problema, realmente, é falta de fiscalização”, disse Koala, acrescentando que em 10 anos de atuação em Feira só recebeu visita do órgão fiscalizador apenas uma vez, isso porque solicitou visita.

Se aprovado o projeto, Koala acredita que seria inviável que os tatuares se tornem médicos, pelo menos inicialmente, porém “pelo amor imagino que alguns profissionais iriam cursar medicina”, falou.

O projeto diz que “alguns profissionais passaram a se aventurar em atividades que exigiam formação médica, porém sem a qualificação necessária. Além de colocar em risco a vida e a saúde dos pacientes, a ausência de definição legal sobre as competências privativas do médico possibilitava que esse profissional transferisse a terceiros suas responsabilidade”, diz o texto.

Tribuna da Bahia