festivalTagua Tagua é o projeto solo do compositor e produtor musical Felipe Puperi, também vocalista e guitarrista da banda gaúcha Wannabe Jalva. Seu segundo EP, chamado Pedaço Vivo, será lançado nesta sexta-feira, 19, em todas as plataformas streaming e em shows inéditos pela na Bahia. A estética sonora do recente trabalho, gravado e produzido por ele mesmo, veio à tona com o single “Dádiva”, lançado em 12 de outubro pelo artista.

No domingo, 21, Felipe Puperi estreia no Festival Suíça Bahiana, que acontece no Centro de Cultura Camillo de Jesus, em Vitória da Conquista (BA), a partir das 21h. A programação se inicia na sexta-feira, 19, e segue até domingo, quando Tagua Tagua fará seu show às 17h40, dividindo palco com Rubel e Young Lights. Sua apresentação marca o lançamento do Pedaço Vivo, que estará por completo no repertório preparado para o evento. “O disco é um passeio pelo universo da dor, desde o sentimento de solidão existencial em ‘Dádiva’, passando pela dor da indiferença em ‘Na Banguela’ e finalizando com a dor da perda ou fim de ‘Desatravessa'”, antecipa Felipe.

Tagua Tagua começou em 2017, quando Felipe Puperi lançou seu primeiro EP solo: Tombamento Inevitável. Seguiu se auto-produzindo e gravando na garagem de sua casa, e lançou, ainda no primeiro semestre de 2018, os singles “Te Vi” e “Preso no Amanhã”, sendo que o último foi embalado por um videoclipe, disponibilizado em setembro. Tagua Tagua - EP Pedaço Vivo Capa

Muito embora as três faixas que compõem o EP carreguem uma temática pesada, sobre momentos difíceis que enfrentamos na vida, a intenção das canções é justamente apontar para a fase seguinte, da mudança, sobre o impacto positivo de enfrentar a dor. “O EP propõe que esse sentimento, se aceito e vivido na sua essência, tem o poder de nos transformar e transformar nossa estada neste plano”, complementa. Ainda que a dor esteja presente em muitas canções “dramáticas”, a estética sonora inventiva de Felipe retraduz o sentimento em som de forma autêntica. Ao ouvir, redescobrimos a semântica da dor em uma paisagem sonora sonhadora e até mesmo esperançosa. Essa ideia foi muito norteada pela produção de Felipe Puperi, que escolheu Thiago Abrahão, parceiro do Wannabe Jalva, para realizar a mixagem do EP, e o americano Brian Lucey para fazer a master. Brian já trabalhou com nomes como Arctic Monkeys, Black Keys, Cage The Elephant, Chet Faker e Liam Gallagher.

Faixa a Faixa ‘Pedaço Vivo’

O EP abre com Dádiva, faixa que questiona os anseios e dúvidas que rodeiam o personagem e como ele se deixa impactar. “É sobre como tememos nos encontrar com o mais íntimo do nosso ser. Além de questionar por que damos tanta importância pra tudo que nos cerca e por que queremos fugir de alguns sentimentos”, diz Felipe. Dádiva tem bastante utilização de percussões e também de samples e beats. “Eu já venho há um tempo introduzindo isso nas composições do Tagua e, agora, meio que pesei um pouco mais a mão. Falo muito de temas que são profundos, então, procurei pesar um pouco no arranjo pra não ficar sutil demais. Gosto de brincar com o lance de falar o que sinto e apresentar isso de uma forma frenética, mesmo quando o tema da música parece delicado”, conta. Além disso, a faixa traz instrumentos de sopro, que a aproxima um pouco do afrobeat, que também apareceu no EP anterior, Tombamento Inevitável. “Dessa vez gravamos sax barítono e trombone. Quis algo bem aterrado, grave e com uma sonoridade de chão na primeira parte da música. Já no refrão, a coisa viaja um pouco mais e decola num voo delirante, com sintetizadores e um groove bem marcado do baixo”, conta.

Na Banguela, segunda música do EP, foi escrita logo depois do lançamento de Tombamento Inevitável, “ela se encaixava bem no contexto das outras músicas do EP, tanto pela idéia da letra, quanto pelo estilo do arranjo. É uma música que eu gosto bastante porque é solar e esperançosa, ao mesmo tempo que trata de um assunto, de certa forma, melancólico”, reflete Felipe. O tema central da faixa fala sobre a angústia provocada pelo não reconhecimento, o personagem sofre com a indiferença das pessoas, tanto no trabalho como na vida, mas, “mesmo assim, encontra forças para seguir a vida do jeito mais bonito possível, colocando sua beleza e sua imaginação nas coisas que o cercam”, conta o compositor.

Desatravessa é a mais melancólica das faixas e foi a última música composta para o EP. Ela fala sobre o fim, a perda, a falta de lugar e também reflete acerca do não mais pertencimento. A faixa imprime uma sonoridade com referências do eletrônico / R’n’B com soul rock. Guitarras com fuzz fritadas, sintetizadores e as vozes sintéticas são as marcas do som. “Essa música fiz praticamente sozinho, gravei quase todos os instrumentos e chamei o Leo Mattos para gravar bateria”.

LINK PARA AUDIÇÃO DO EP “PEDAÇO VIVO” AQUI

TRACKLIST
1 – Dádiva (Felipe Puperi)
2 – Na Banguela (Felipe Puperi)
3 – Desatravessa (Felipe Puperi)

FICHA TÉCNICA – PEDAÇO VIVO
Felipe Puperi – Guitarra, Sintetizadores, Vozes, Percussão, Baixo, Programações
Jojo Lone Star – Guitarras, Baixo
Leo Mattos – Bateria
Mauro – Sax Barítono
Diego – Trombone

Gravação e Produção: Felipe Puperi
Mix: Tiago Abrahão
Master: Brian Lucey
Gravado na Casa das Fitas Balançantes, São Paulo – SP

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DISCOGRAFIA:

Tombamento Inevitável (EP – 2017)
Te Vi (single – abril/2018)
Preso no Amanhã (single – junho/2018)

 

LINK PARA CLIPE “PRESO NO AMANHÔ AQUI

(Videoclipe para single lançado em junho de 2018)

SERVIÇO SHOW
Evento: Festival Suíça Bahiana
Data: 21 de outubro
Endereço: Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima (Avenida Rosacruz, 45, Vitória da Conquista – BA)
Horário show Tagua Tagua: 17h40
Evento: goo.gl/37noJZ

SOBRE TAGUA TAGUA

 

Tagua Tagua, projeto assinado pelo compositor e produtor musical gaúcho, Felipe Puperi, nasceu com um EP de três faixas intitulado Tombamento Inevitável, registrado em fevereiro de 2017. Lançado em novembro do mesmo ano, o EP foi produzido por Felipe, mixado por Tiago Abrahão e masterizado pelo norte-americano Brian Lucey, que já trabalhou com nomes como Black Keys e Chet Faker.

Após sete anos dedicados às composições da Wannabe Jalva, banda que tem turnês nacionais e internacionais no currículo, com festivais como Lollapalooza, Bananada, Meca, Planeta Atlântida e dividido palco com artistas como, Jack White, Pearl Jam, entre outros, atualmente, Felipe Puperi segue focado nos próximos passos do Tagua Tagua. Dessa forma, o músico segue um novo caminho, compondo em português e explorando percussões brasileiras, ritmos africanos, além de soul rock, elementos etéreos e eletrônicos.

No início de 2018, a música “Rastro de Pó” – que está na playlist “Música Brasileira pra Gringo Ouvir” no canal do Bananas Music no Spotify –, ganhou clipe filmado no interior da Bahia, que retratou a cultura e tradição da Guerra de Espadas. O filme, dirigido por Douglas Bernardt, foi premiado como melhor Music Video Latino no Ciclope Festival, realizado no México, em junho. Ainda no primeiro semestre de 2018, Tagua Tagua se apresentou no palco do SESC Interlagos, em São Paulo (SP) e no Agulha, em Porto Alegre (RS). Também fez parte do line-up do Festival Path, ao lado de nomes como Rubel, Luiza Lian, Castello Branco, Dona Onete, Tono e Giovani Cidreira. Atualmente, ele prepara o lançamento de Pedaço Vivo, segundo EP do projeto.

Além disso, Felipe também atua como produtor musical, sendo responsável pelo disco CATTO, de Filipe Catto e pela versão de Johnny Hooker, da música “Beija-Flor”, originalmente cantada pelo Timbalada, pra novela das 21h da Globo, “Segundo-Sol”.