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:: 2/dez/2019 . 9:38

Governo e pesquisadores descartam problemas com vacina contra HPV

vacina_febre_amarelaO Ministério da Saúde defendeu o resultado da avaliação de uma equipe de médicos da Universidade de São Paulo (USP) sobre o caso de reações adversas a vacinas contra HPV em jovens no Acre. Segundo os profissionais, os pacientes tiveram uma crise “psicogênica”, e não um problema em decorrência da substância aplicada na imunização.

A apresentação ocorreu nessa semana, em Rio Branco, e contou com a presença de representantes da Secretaria de Saúde, do Ministério Público e da Assembleia Legislativa do estado. Mais de 80 jovens apresentaram diversos sintomas após tomar a vacina, dando origem a suspeitas disseminadas em redes sociais.

A equipe de médicos da USP selecionou 12 jovens e observou-os para avaliar a condição médica. O diagnóstico não indicou qualquer reação à substância, mas o que definiram como “crise não-epilética psicogênica”. Os sintomas teriam emergido em razão de um conjunto de fatores, desde o receio em relação à própria vacina até condições socioeconômicas. A crise se espraiou entre as pessoas da região.

“Esta doença ocorre em razão de um conjunto de problemas psicossociais. O fator estressante emocional é a vacinação. Não apenas o ato da vacinação, mas a crença compartilhada por aquele grupo de que a vacina pode ser perigosa. Essa apreensão provoca nas pessoas que já são vulneráveis o surgimento dos sintomas, que são agravados por estímulos que vão reforçando a ocorrência das crises”, disse o médico da USP Renato Luiz Marchetti.

Segundo ele, essa reação já foi verificado em relação a outros tipos de vacina, como as para o vírus H1N1, malária e tétano. Nesses casos, houve também um espraiamento “a partir da crença compartilhado de que tem algo acontecendo”. :: LEIA MAIS »

Comportamentos que fortalecem a violência contra a mulher precisam ser desconstruídos

Painel 1

Ela gosta de capoeira e de jogar futsal. Estuda na Escola Municipal Mozart Tanajura. Tem 13 anos e participa das atividades do Cras do Vila América. Nesta quinta (28), Ana Clara Rocha passou parte da tarde no shopping. Ao lado de outras colegas, ela foi assistir ao primeiro painel da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, promovida pela Prefeitura de Vitória da Conquista.

“Esse assunto é muito importante porque a nossa sociedade está excluindo demais as mulheres e levando pra cima os homens. A mulher tem que ficar no mesmo nível do homem. Achei muito legal esse momento e que possa vir mais gente pra cá, aprender mais sobre isso”, declarou Ana Clara.

A jovem foi uma das participantes que interagiu com as convidadas para expor sobre o tema “Desconstrua-se: reflexões sobre o comportamento que fortalecem a violência contra a mulher”. O painel contou com a participação das jornalistas Sâmia Louise e Lays Macedo e das psicólogas Silvia Azevedo e Gracianny Bittencourt. :: LEIA MAIS »

Sexta-feira negra : esquizofrenias consumistas

(Prof. Dirlêi A Bonfim)

Tenho argumentado com alguns amigos que de fato estamos vivendo tempos estranhos, fico a me questionar, o que leva centenas de milhares de pessoas, a ficarem ensandecidas, com as tais ditas promoções, desta chamada “black friday”, ou sexta-feira negra como queiram… Onde as pessoas ficam se atropelando nas portas das lojas para comprarem objetos os mais diversos, numa festa ao consumo exacerbado… A promoção das lojas que ficou conhecida como a black friday que conhecemos hoje surgiu nos EUA, também é comum que o Dia de Ação de Graças – e as datas próximas – sejam marcadas por partidas de futebol americano. Nos anos 1960, os policiais da cidade de Filadélfia usavam o termo black briday para se referir à sexta-feira após o Dia de Ação de Graças. A cidade ficava abarrotada ainda na sexta, já que vinha gente de carro do país todo – o trânsito virava um caos e os policiais não tinham descanso na sexta. Black Friday. Quem se aproveitava da confusão eram os comerciantes. Eles usavam o movimento para fazer promoções e atrair os clientes. Começava a tradição. Mas o termo, e as promoções pós-ação de graças, só se popularizaram no resto dos EUA, a partir dos anos 1980. Por aqui, a black friday começou pela internet.

Em 2010, um site chamado busca descontos fez promoções por aqui no dia da sexta-feira negra dos americanos. Sobre o consumo é um dos conceitos usados para caracterizar a época contemporânea, que é a era das massas. Os Estados Unidos da América foram o primeiro país em que se verificou a sociedade de consumo, já após a Primeira Grande Guerra (numa euforia que foi fortemente abalada pela Grande Depressão), mas sobretudo após a Segunda Guerra Mundial. Enquanto durante um século de Revolução Industrial o consumo e o tipo de vida não haviam modificado profundamente as sociedades em vias de industrialização, desde o fim do século XIX ao fim do século XX, e não obstante as crises e as guerras, o consumo sofreu uma grande mudança. A economia de mercado, apoiada pelo marketing, é definida pela produção e pelo consumo de massas. O consumo pessoal desempenha um papel central. Uma parte do orçamento doméstico é consagrado a compras de bens e serviços, por vezes, menos utilitários do que simbólicos ou carregados de significação cultural: lazer, informação, educação, saúde, moda, etc. A publicidade é um dos pilares da sociedade de consumo. As suas imagens representam a época em que vivemos.

A realidade mostrada é um reflexo dos desejos dos indivíduos. A publicidade cria-lhes novas necessidades, de consumo e mais consumo e consumo de forma irracional, apresenta-lhes paraísos inacessíveis, contribuindo, por outro lado, para manter uma sociedade estereotipada. O apelo da publicidade leva principalmente os mais jovens a adquirirem produtos que não vão ser utilizados. A cultura do consumo recusa a profundidade, vivendo pelas aparências. A velha dicotomia entre o SER x TER, como se fóssemos uma sociedade de Teres Humanos e não de Seres Humanos. Ao mesmo tempo, mitifica o efémero e uniformiza valores. Segundo Bauman(2012), “Algum tipo de sofrimento é um efeito colateral da vida numa sociedade de consumo. Numa sociedade assim, os caminhos são muitos e dispersos, mas todos eles levam às lojas. Qualquer busca existencial, e principalmente a busca da dignidade, da autoestima e da felicidade, exige a mediação do mercado.” A sociedade industrial, que criou o mundo do consumo, é também responsável pela desorganização dos laços coletivos que deixa os membros da sociedade separados uns dos outros. A fragilidade das sociedades industrializadas modernas conduziu a uma espécie de sociedade de massas atomizada. A família perdeu uma parte das suas funções de socialização e foi ameaçada pela dispersão. Sofrendo um processo idêntico, as relações de vizinhança das comunidades rurais têm sido substituídas pelas relações muitas vezes impessoais das grandes multidões. Segundo Galeano (1971), “A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo”.

Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar. O império do consumo: esta ditadura da uniformização obrigatória impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar. O sistema fala em nome de todos, dirige a todos as suas ordens imperiosas de consumo, difunde entre todos a febre compradora; mas sem remédio: para quase todos esta aventura começa e termina no écran do televisor. A maioria, que se endivida para ter coisas, termina por ter nada mais que dívidas para pagar dívidas as quais geram novas dívidas, e acaba a consumir fantasias que por vezes materializa em coisas fúteis e supérfluas. Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efêmera, que se esgota como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e todas as formas midiáticas e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. :: LEIA MAIS »



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