Gabriel Rossi e Aldo Fornazieri
As eleições presidenciais deste ano parecem estar sendo marcadas por algumas especificidades, destacando-se: 1) A forte polarização entre candidatos, 2) o presidente Lula como um de seus principais protagonistas e 3) a presença da internet como um dos mais importantes meios de campanha.
Com a ascensão de uma imensa classe média no Brasil, que agora tem acesso ao computador, é inevitável supor que a internet deverá ser um fator diferencial nesta campanha. Ainda mais se tomarmos como horizonte a campanha de Barack Obama para a Casa Branca e a popularização – tipicamente brasileira – das redes sociais, como Twitter, Facebook, Orkut e blogs de todos os gêneros.
Mas a largada desta campanha se demonstra, até aqui, bastante estéril e imatura. Uma análise feita durante um período de dois meses nos possibilitou aferir, por exemplo, a quantidade e a qualidade das citações de determinadas marcas e nomes – no caso, dos candidatos – nas redes sociais. Já foi possível constatar a falta de qualificação do debate e dos conteúdos políticos e os ataques gratuitos que vicejam na web.
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Opinião
eleições, internet, Twitter
Julio César Cardoso*
É evidente que ninguém aceita qualquer castigo físico perpetrado pelos pais contra seus filhos menores: criança ou adolescente. Mas vamos deixar de demagogia, presidente Lula e deputada petista Maria do Rosário, também autora de projeto semelhante. O Estado não tem que impor legislação nenhuma para as famílias educarem os seus filhos.
Para que existem o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente? Já existem normativos suficientes para punir esse tipo de violência. E violência na acepção pura da palavra, e não qualquer palmadinha de advertência pedagógica.
Esses pseudo-humanistas/moralistas estão querendo abrir um precedente perigoso para que um menor venha a fazer, ou um parente ou vizinho mal-intencionado, uma falsa acusação de maus tratos contra pais de família, por pura vingança ou outros problemas particulares.
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Opinião
Código Penal, Lei "antipalmada", punição
Julio César Cardoso*
Senhor Deputado Federal Nelson Trad (PMDB-MS), todos os parlamentares devem ser fiscalizados – em seus atos públicos – por qualquer cidadão ou entidade jornalística. O parlamentar tem o dever de dar satisfação de seus atos públicos à sociedade em geral. Negar ou dificultar essa satisfação é demonstrar incompatibilidade com o exercício parlamentar.
A participação do grupo humorístico CQC, no Congresso, entrevistando parlamentares que assinam PEC ou outros projetos, irresponsavelmente, sem conhecer o seu conteúdo, foi muito objetivo para o eleitor brasileiro conhecer melhor a falta de seriedade que norteia muitos parlamentares, que são pagos pelos contribuintes nacionais.
Causou-me surpresa, perplexidade e decepção o seu gesto de incivilidade para com a “pegadinha” do humorismo do CQC, ao demonstrar má educação e prepotência no emprego de violência e de xingamento chulo, conforme ficou demonstrado na gravação do CQC, que corre pela Internet.
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Congresso Nacional, CQC, Educação
Julio César Cardoso*
As eleições estão próximas. O cabideiro de emprego está aberto, bem como o caminho que leva muitos oportunistas a desfrutar as glórias do poder, prestígios, salários confortáveis e outras mordomias pagas pelos contribuintes nacionais. Os novos e os velhos (reeleição) candidatos se apresentam com acenos educados e prometendo o que geralmente não cumprem.
Como o nosso sistema constitucional político não dá ao cidadão o direito de cassar diretamente os políticos indecorosos ou não cumpridores de suas promessas, podemos afirmar que, enquanto não for realizada uma ampla reforma política de repercussão constitucional, dando ao povo maiores poderes de interferência legislativa, os candidatos continuarão sendo eleitos pelo antidemocrático voto obrigatório e sem grandes compromissos com o eleitor.
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Opinião
Congresso Nacional, eleições 2010, ficha limpa
Alberto Marlon*
Sexta feira, 2 de julho. Seria mais um dia qualquer se não fosse dia de jogo da seleção de futebol brasileira. Em campo, Brasil e Holanda, pelas quartas de final. Contrariando a maioria, eu estava em trânsito, esperando um coletivo pra ir assistir os canarinhos na casa de um colega. Esperava no ponto enquanto se aproximava a hora do jogo.
Uma moça, que passava de bicicleta, chamou-me a atençao: ei, se você está esperando o ônibus pode desistir, eles não estão parando na hora do jogo do Brasil. Com o aviso da moçoila, saí de minha ingenuidade: Por Garrincha! Até o transporte público pára em jogos da seleção pentacampeã. Tudo fechado, apenas os sons das irritantes vuvuzelas aqui e acolá.
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Opinião
eleições 2010, eleitor, time
João Ibaixe Jr
Pronto! Mais um caso solucionado pelo melhor setor de investigação criminal do país: a mídia. Claro, com amplo apoio da Polícia Civil e, no caso, de dois Estados da Federação.
O assassinato da jovem Eliza Samudio, que efetivamente tem características de crueldade, provocou a mídia de todo o mundo, em face de envolver uma personalidade futebolística, um ídolo dos torcedores do supostamente (digo isto em virtude do resultado da copa para nós) maior esporte brasileiro, enfim, uma celebridade.
Uma primeira observação tangencial: quem milita na área penal ou acompanha questões criminais sabe que há casos muito mais graves e muito, mas muito, mais cruéis, que são esquecidos por envolverem desconhecidos e permanecem mofando em prateleiras de departamentos burocráticos jurisdicionais. E pior, casos em que as provas já foram produzidas e analisadas e apontam determinantemente para o criminoso e nada com ele acontece. Deste modo, só resta mostrar eficiência em casos de repercussão.
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assassinato, Bruno, mídia
VASCO VASCONCELOS*
Assim como o projeto Ficha Limpa de iniciativa popular, que contou com o apoio dos internautas, e se transformou na Lei Complementar nº 135 de 4 de junho de 2010, que veta a candidatura de políticos com condenação na Justiça por decisões colegiadas (tomadas por mais de um juiz), o placar em tela, de 94,32 % dos internautas favoráveis ao fim do famigerado Exame da OAB.
Foi mais uma vitória dos internautas de todo o país que deram uma mostra de cidadania e alto Espírito de Brasilidade, ao exigir o fim do famigerado, cruel, abusivo, pecaminoso, restritivo inconstitucional, porém super lucrativo Exame da OAB, com uma esmagadora vitória na enquete promovida pela Agência Senado: http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=102989&codAplicativo=2 Você é a favor ou contra a proposta que acaba com o Exame de Ordem, como requisito para o exercício da advocacia (PLS 186/2006)? a favor – 94,32 % contra 5,68 % (posição do dia 01.07.2010. 12:00 hs).
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Exame de Ordem, OAB, Senado federal
Julio César Cardoso*
A empáfia do governo Lula se mede pelo não reconhecimento da política econômica estável do governo FHC, que foi copiada e aprimorada. Por mais que a candidata Dilma Rousseff tente desqualificar a gestão administrativa anterior, ela deveria reconhecer que o seu partido não tinha um programa econômico de governo pronto para por em ação em substituição ao programa anterior.
E seria um suicídio político a implantação de uma nova estrutura econômica diante de uma economia com moeda estável com inflação controlada. A candidata Dilma Rousseff sabe que o grande mérito do presidente Lula foi não tentar reinventar a roda.
Ele mostrou a sua esperteza política ao dar continuidade ao programa econômico do governo anterior, introduzindo algumas pinceladas de verniz petista como era esperado naturalmente. E se não fosse a robustez da política econômica austera anterior, hoje ela não estaria falando que o Brasil tem estabilidade macroeconômica.
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Dilma Rousseff, FHC, Lula
Alberto Marlon*
No último 23 de maio o primeiro ministro japonês chegou com sua comitiva à reunião. No semblante, a aparência abatida e derrotada transparecia. Reunidos, moradores da ilha de Okinawa, juntamente com o governador da província, aguardavam as primeiras falas do representante da nação japonesa.
Diante da platéia, Yukio Hatoyama curvou-se, em forma de reverência, e começou: “Peço desculpas do fundo do meu coração pela confusão que causei ao povo de Okinawa por não ter conseguido cumprir minha promessa.” Diante do silêncio, orientalmente disciplinado dos ouvintes, Hirokazu Nakaima, governador da ilha, rebateu: “Eu devo dizer que sua decisão é extremamente lamentável e difícil de aceitar”.
O primeiro ministro calou-se, terminou a audiência e, diante dos milhares de manifestantes que gritavam do lado de fora, saiu o mais rápido que pôde. Hatoyama, que chegou ao poder em setembro do ano passado, tinha prometido revisar o acordo, que permite o funcionamento de uma base norte americana na ilha, mas a rejeição dos Estados Unidos em modificá-lo o colocou em uma situação difícil.
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Opinião
Educação, emrpego, Saúde
Julio César Cardoso*
“Os grandes não sabem parar o vazamento. Acho engraçado, se fosse a Petrobras, na Baía de Guanabara, seria um escândalo o que o mundo desenvolvido faria contra nós”, disse o presidente Lula em evento recente no Riocentro. Somente incautos brasileiros podem extasiar-se com as presepadas manifestações do presidente Lula.
Ao ridicularizar as ações americanas de combate ao vazamento de petróleo no Golfo do México, dizendo que os grandes não sabem parar o vazamento, o presidente Lula mostra a sua arrogância e deslumbramento com poder, como se fosse ele o onisciente solucionador dos problemas mundiais. O vento que sopra lá poderá soprar aqui, presidente. Não faça média com a plateia. O senhor é muito esperto. Não se divirta com os acidentes alheios.
Respeito e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Amanhã, poderemos precisar de apoio do governo americano. Subestimar o imponderável é uma grande irresponsabilidade. A verdade é que o presidente não aguenta ficar com a língua coçando, e perde a oportunidade de ficar calado.
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Opinião
Petrobras
Julio César Cardoso*
O deputado Luiz Alberto (PT-BA) é o relator do Projeto de Emenda Constitucional (PEC 555/06) que tem por objetivo acabar com a cobrança de contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados. “É preciso reparar essa injustiça contra os servidores aposentados”, afirmou o relator, com o equilíbrio da razão.
Lamentavelmente, grupos de parlamentares (petistas) não tiveram o mesmo equilíbrio da razão em 2003, ao coagir o presidente Lula a propor a PEC de confisco de parte das aposentadorias e pensões dos servidores federais, sob o falso argumento de que a Previdência Social era deficitária e não poderia suportar o peso pecuniário dessas aposentarias e pensões.
Diante dessa situação que afrontou os direitos adquiridos de servidores, o governo conseguiu subverter a seriedade do STF, através do político de toga e então presidente da suprema corte, ministro Nelson Jobim, que colaborou de forma decisiva para cooptar colegas ministros a votar favoravelmente pela instituição da taxação de 11%. E foi por causa dessa PEC confiscatória que os ex-políticos petistas, que não aceitaram votar a favor do governo, foram defenestrados do PT: Heloisa Helena, Luciana Genro, Babá e outros. Hoje, podemos dizer: nunca na história deste País se cometeu tamanha injustiça (jurídica) respaldada pelo governo federal, por grande parte de parlamentares (petistas) e pelo STF, contra a classe de trabalhadores aposentados, que foram atingidos nos seus direitos sagrados conquistados e alicerçados na Constituição e leis vigentes.
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Opinião
aposentados, contribuição previdenciária, PEC
Prof Rosildo Barcellos*
Um dos vernáculos mais repetidos essa semana além de Copa do Mundo foi “ Crise” – estamos vivendo realmente uma crise em diversos âmbitos e isso tem um reflexo na vida de todos nós.Vivemos a crise da inversão de valores, da falta de humor,da falta de entendimento das pessoas,da falta de uma orientação espiritual constante e ativa e inclusive de não ver na seleção alguns nomes que entendemos que poderiam fazer a diferença em momentos decisivos.
Na verdade a palavra “Crise” vem do grego “krísis”, que significa, segundo o dicionário “Houaiss”, “ação ou faculdade de distinguir”. A crise financeira gerada no núcleo do capitalismo mundial avança para todos os países, com ameaças danosas para todos os setores da economia e nos impõe a todos a necessidade de fazer escolhas.
No Brasil, os efeitos dessa crise foram menores em comparação com outros países em desenvolvimento e países mais desenvolvidos. Isso se deve às boas condições macroeconômicas e às políticas sociais, que, dentre outros fatores, estão dando mais robustez ao nosso mercado interno.
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Opinião
Brasil, crise, FHC
Cleiton Rocha*
“Eu pareço com Bin Laden!” – Era o que dizia um senhor na última poltrona
do ônibus com itinerário UESB.
Bem, diante de uma afirmação tão contundente proferida por aquele velho, ao menos uma alma haveria para afirmar ou dar algum parecer sobre o seu discurso.
“Dá umas aparências.” – Foi o que dissera um rapaz com estereótipo estranho, usando umas roupas maltrapilhas e com alguns apetrechos na orelha, dotado de olhar profundo e desafiador.
Não há como se negar que houve uma sintonia entre o senhor e o rapaz, que, possivelmente, era estudante daquela instituição. Confesso, caríssimo leitor, que, na troca de palavras entre aquelas duas almas e, substancialmente, na trocar de olhares, não pude deixar de dar um sorriso um tanto quanto maroto, vez que, realmente, são os iguais que se atraem.
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Opinião
ônibus, sexta-feira, Uesb
VASCO VASCONCELOS*
Desde quando o Egrégio STF entendeu haver repercussão geral no (RE) 603583, que visa banir do nosso ordenamento jurídico o famigerado, cruel abusivo, restritivo e inconstitucional Exame da OAB, que os dirigentes da OAB estão desesperados em face da iminência de perder esta excelente fonte de recursos para manter suas mordomias, sem prestar contas ao TCU.
Esse segundo bate boca entre o Presidente da OAB e o Presidente do Egrégio STF e do CNJ, deverá continuar principalmente agora quando se aproxima a votação do RE que visa abolir o Exame da OAB.
OAB não é universidade e sim órgão de fiscalização da profissão, a exemplo do CRM, CRA, CREA, CRO, e não têm competência para avaliar ninguém; isso é um abuso; é uma afronta aos art. 5º inciso XIII, art. 205 CF e art. 43. da LDB – (Lei nº 9.394/96), a educação superior tem por finalidade: (…) II – formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para inserção em setores profissionais.
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Opinião
Exame da Ordem, OAB, STF
Ailton Fernandes*
A proximidade de uma Copa mexe com as pessoas em qualquer parte do mundo, imagine no país sede. Mas, para a Copa do Mundo de 2010, a animação do povo africano é única. Apesar de apenas seis seleções entre as 32 que integram o torneio serem africanas, esta é a primeira vez a Copa será realizada no continente. A África do Sul receberá uma média de 500 mil turistas durante os 31 dias do mundial.
A organização do país superou as expectativas, pois conseguiu cumprir a grande maioria das exigências da Fifa antes do término dos prazos. Os dez estádios estão prontos e imponentes à espera do público. Estima-se que o custo total da Copa 2010 ficará em torno dos US$ 6 bilhões.
Muito para um país onde maior parte da sua população ainda vive sob condições desumanas: a expectativa de vida na África do Sul é de 51 anos; é o país com o maior número de casos de AIDS do mundo; pelo menos 40% da população vive abaixo da linha da pobreza, com menos de dois reais por dia, e um milhão dos seus 49 milhões de habitantes ainda mora em barracos sem água nem eletricidade.
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Opinião
Copa do Mundo 2010, Mandela, vuvuzelas
Julio César Cardoso
“Temos obrigação de manter o ciclo do Lula”, dizia o cantor Netinho de Paula (PCdoB) no lançamento de sua candidatura ao Senado Federal por São Paulo. Aliás, o candidato Netinho, que demonstra não ser um pouco modesto ao almejar logo uma vaga no Senado, deveria ter se candidatado pelo PT para ser mais fiel ao Lula.
Alguma coisa está errada. Ou o PT e o PCdoB são apenas siglas petistas com desenhos diferentes? Lamentavelmente, o perfil de nossos políticos é formado por oportunistas em busca das glórias do poder. Gente sem formação cultural, sem ter nem o segundo grau escolar, procura o Parlamento como cabide de emprego ou para defender os seus inconfessáveis interesses.
Jogador de futebol e cantor em decadência geralmente tentam uma boquinha rica na política. É uma vergonha a composição do quadro político nacional. Eleitores, aprendam a votar, já que o voto infelizmente é obrigatório. Cuidado com os fichas sujas. Leve ao Parlamento pessoas com boa formação cultural e honradas, que querem trabalhar em prol da sociedade.
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Lula, Netinho, parlamento
Julio César Cardoso*
Infelizmente, o Congresso Nacional tem atuado muitas vezes como sendo uma Casa de interesses políticos partidários não sociais. Os interesses e as necessidades sociais, por questões menores de picuinhas políticas e de birras entre partidos, são frequentemente escanteados, preteridos, postergados ou são tratados em nível de contexto secundário.
Parece até que o Parlamento nacional não tem compromisso com o eleitor, com a sociedade, com o Brasil. Os reclamos da sociedade não são tomados com a seriedade devida por grande parte de nossos agentes legislativos. E isso se verifica em todas as legislaturas, seja de que partido for o governo federal vigente.
Obstruem-se pautas, votações etc. como se os nossos parlamentares fossem os senhores reis do poder, causando sensíveis prejuízos à Nação. As oposições partidárias e o confronto de ideias fazem parte do jogo democrático. Mas as vinganças internas entre oposição e base partidária do governo e vice-versa não podem de forma alguma prejudicar o andamento e aprovação de propostas que venham atender às necessidades da coletividade social.
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Opinião
banda larga, Congresso Nacional, parlamento
Por Roldão Arruda
Privatizar ou não privatizar? Esse tema ferveu nas eleições de 2006 e deve ganhar espaço no debate deste ano. É provável que o PT (Partido dos Trabalhadores) volte a esgrimir contra a chamada fúria privatista tucana. O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) tende a continuar dizendo que Estado mais leve é mais eficiente. O eleitor pode até imaginar um debate de leões. Curiosamente, porém, se ele comparar as propostas desses dois grandes partidos com as de alguns nanicos, poderá concluir que eles não passam de camundongos – de tão radicais que são os outros.
Pegue-se como exemplo a proposta do candidato Américo de Souza, do PSL (Partido Social Liberal), sobre a questão. Se eleito, uma de suas primeiras iniciativa será criar o Conselho Nacional de Desestatização, com a tarefa de privatizar todas as empresas e serviços controlados pelo Estado. Nada ficaria de fora, passando da poderosa Petrobrás ao posto de saúde da esquina.
Ministro aposentado do Tribunal Superior do Trabalho e empresário do setor de imóveis, Souza pretende ser o liberal entre os liberais desta campanha e diz, sem prurido nenhum, que deseja ver tudo na mão da iniciativa privada.
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Opinião
PCO, PSDB, PSL, PSTU, PT
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