Arquivo

Arquivo da Categoria ‘Opinião’
Páginas: Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 ...14 15 16 Próximo

Em defesa do quase-silêncio

26, janeiro, 2010

Por Sara Reis*

ciclovia-1Sempre gostei de observar os pequenos detalhes, principalmente na natureza. E após quatro anos, passando pela estrada da Universidade de ônibus, logo que terminei o curso escrevi a seguinte mensagem: ‘Do caminho ficam as lembranças…Das árvores floridas, do pôr-do-sol, das conversas.

Depois que a gente chega ao destino final…restam apenas as recordações do que vimos e as amizades que construímos. Muitas vezes fugimos das distrações e de tudo o que não diz respeito ao alvo que queremos atingir, mas é importante lembrar…O que guardamos do caminho é justamente aquilo que nos parecia menos útil’.

No entanto, apesar de guardar boas lembranças da caminho, existia algo que eu não poderia perceber, pois o barulho do ônibus me impedia. Só consegui notar num passeio de bicicleta numa manhã de domingo, já neste ano.

Leia mais…

Opinião

Opinião: O filho é maior que o pai?

25, janeiro, 2010

Clóvis Rossi

Se Luiz Inácio Lula da Silva é, de fato, o “filho do Brasil”, fica a sensação de que, pelo menos aos olhos do mundo, o filho é de alguma maneira maior que o pai.

Sublinhe por favor, no parágrafo acima, a palavra sensação porque é apenas disso que se trata: de uma impressão calcada nos 34 anos de cobertura de viagens presidenciais. Sensações e impressões não têm, como é óbvio, validade científica. Mas me atrevo a compartilhá-las com o leitor, no pressuposto de que a grande maioria não teve a mesma oportunidade de ser por tanto tempo e por tantos presidentes testemunha ocular de tais eventos.

A impressão de que Lula é maior que o Brasil ficou mais forte a partir do momento em que o Fórum Econômico Mundial decidiu outorgar ao presidente o título de “Estadista Global”. Título, a meu ver, justo.

Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: “O exaurir da cortesia no trânsito”

22, janeiro, 2010

Prof. Rosildo Barcellos

O trânsito seguro, ou seja, em viáveis condições de uso, é um DIREITO de todos. O que seria, pois, um processo natural de se entender de repente passa por condições ininteligíveis e inobserváveis.

Chegamos a um momento em que é extremamente necessário aprender a conduzir os veículos no trânsito com a mesma educação com que tratamos as pessoas as quais gostamos e buscar a todo custo proporcionar meios para a sociedade apresentar iniciativas direcionadas em valores como respeito, gentileza, cooperação, colaboração, tolerância, solidariedade, amizade, entre outros tão importantes como pilares de uma convivência harmônica.

O trânsito é o ambiente mais democrático que existe e é onde cada um deve mostrar respeito aos outros, sejam eles pedestres, ciclistas ou motoristas. Destarte quando tomamos conhecimento das estatísticas de acidentes de trânsito e do quanto os governos gastam com as vítimas nos conscientizamos de que é preciso fazer algo.

Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: Casos de Polícia

21, janeiro, 2010

Caíque Santos

28 de maio de 2009. O professor e advogado, Eduardo Viana Portela Neves, também representante da Comissão de Direitos Humanos em Conquista, foi vítima de agressão física, e abuso de autoridade por parte de policiais militares durante uma festa realizada no Sítio Viver.

O caso repercutiu em toda a imprensa local e até nacional, quando um grupo de advogados e estudantes fizeram manifestações em frente ao 9º Batalhão. A população ficou indignada, OAB entrou no meio, mas no final tudo se resumiu ao discurso básico: “Vamos instaurar uma sindicância e apurar os fatos”.

Festival de Inverno Bahia, agosto de 2005. Um casal de namorados, estudantes de Direito, foram humilhados e espancados pela polícia por terem entrado sem autorização no backstage onde ficavam os camarins dos artistas. Provavelmente alguma sindicância foi instaurada e os fatos apurados.

Leia mais…

Opinião , ,

O fantasma da vingança espreita a eleição

20, janeiro, 2010

A polêmica provocada pelo decreto criador do 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH) mostra que ainda não acabou a cesura que remonta às origens do Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a natureza da democracia pretendida por seus militantes.

Será a clássica democracia burguesa de controles e contrapesos exigidos pelos Pais Fundadores da Revolução Americana de 1783, com a adoção de três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) autônomos e soberanos, fórmula do francês Montesquieu? Ou a direta, a ser exercida por consultas permanentes à cidadania por plebiscitos e referendos e por conselhos compostos por delegados (neste debate se tem lembrado que soviet significa conselho em russo)?

A diferença entre as duas é que a primeira é obviamente imperfeita e a segunda, impossível de ser praticada, tal como define seu significado semântico, conforme disse o cientista político Leôncio Martins Rodrigues em entrevista a este jornal, domingo.

Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: Lições chilenas para o Brasil-2010

19, janeiro, 2010

Clóvis Rossi

Eduardo Frei, o candidato da coalizão ora no governo (a “Concertación”), demorou apenas 30 segundos em seu discurso para felicitar o ganhador das eleições de domingo, o direitista e opositor Sebastián Piñera.

Já avançada a noite eleitoral, entrada a segunda-feira, o derrotado pegou a família, foi até o hotel em que o adversário festejava a vitória para cumprimentá-lo ao vivo e em cores –e diante das câmeras de TV que transmitiam os eventos da eleição de domingo.

Também ao vivo e em cores, a presidente Michelle Bachelet, derrotada embora extremamente popular, pegou o telefone, ligou para Piñera para cumprimentá-lo e dizer: “Espero que o Chile possa seguir pela trilha do progresso”.

Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: HAITI, a esperança que não quer morrer…

18, janeiro, 2010

Wal Cordeiro

“Olho para a terra e vejo grande multidão, homens andando e chorando, sem a direção”. Esse é um refrão de uma música, cristã antiga, que eu sempre ouvia na década de oitenta, mas não conseguia vislumbrar e compreender o verdadeiro sentido da mensagem.

Só agora após 20 anos, depois do dia 12 de janeiro de 2010, entendo claramente o que o autor, inconscientemente, queria dizer. Ele estava profetizando sobre uma tragédia que viria muitos anos depois.

O terremoto que assolou o Haiti, pequeno e pobre país das Américas vai ficar gravado e cravado, por muito tempo, na memória de milhões. A ONU já declarou que essa foi a maior de todas as tragédias da história, do ponto de vista de impacto social negativo. Dizem que no terremoto morreram em torno de 50 a 100 mil pessoas e milhões ficaram órfãos, sem lugar para morar, sem água potável e sem alimento. Já pensou se você e eu fizéssemos parte dessa estatística?

Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: O lulismo vai ao cinema

14, janeiro, 2010

Eugênio Bucci

Começo por uma ressalva: o filme Lula, o Filho do Brasil, não é exatamente ruim. A cinebiografia do presidente da República, anunciada como a mais cara produção da história do cinema nacional, conta de modo envolvente a história que se propõe a contar. Emociona qualquer um que deixe uma abertura mínima para ser emocionado. É o que se pode chamar de um filme brasileiro tecnicamente bem feito.

Mas com que caráter? A resposta, por ser óbvia demais, não tem sido levada suficientemente a sério. Lula, o Filho do Brasil existe para promover a idolatria de um mito político – e ergue esse mito ao custo da destruição simbólica da política.

É claro que uma obra de entretenimento, mesmo quando diretamente baseada em fatos reais, como é o caso, pode muito bem virar as costas para a política. Pode optar por uma narrativa romanceada, mais açucarada, não importa. Há obras-primas melosas, inteiramente apolíticas, assim como há mediocridades acachapantes que se perderam na tentativa de retratar com fidelidade as tensões próprias do universo político.

Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: A verdade da comissão

13, janeiro, 2010

Hélio Schwartsman

Criar uma comissão do governo (de qualquer governo) para apurar a verdade é meio caminho para o engodo. Ainda assim, considero oportuna e necessária a Comissão da Verdade proposta pela atual administração com o objetivo de passar a limpo os crimes cometidos por representantes do Estado durante a ditadura militar.

Existem famílias que ainda não sabem o que ocorreu com seus parentes desaparecidos. De resto, a população como um todo não pode ser privada do que podemos chamar de direito à verdade histórica.

Se o ministro da Defesa e os comandantes das Forças Armadas não gostam, é um direito deles. Numa democracia, ninguém é obrigado a concordar com o chefe ou exercer cargo que não queira. Eles podem perfeitamente deixar seus postos e passar para a reserva. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não terá dificuldades para achar substitutos. É até risível imaginar que exista hoje o perigo de quartelada ou golpe. Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: O Decreto 7037 e o Lula da Esquerda

12, janeiro, 2010

Ricardo Giuliani Neto

O Lula é um homem de esquerda; claro, também detém um rigoroso senso prático para a condução dos negócios de Estado.

A prova da segunda afirmação, a de homem pragmático, encontramos nos corredores dos ministérios onde o Presidente junta borboletas, cobras, lagartos, gazelas e mariposas; e, o importante, os mantém [a todos] em rigorosa harmonia e com borbulhantes sorrisos nos rostos. São rasgos de orelha a orelha na colheita da popularidade presidencial.

No Governo Federal todos transitam, todos sobrevivem; à exceção do PFL – ops! – do DEM e dos tucanos, uma sopa de letrinhas, capitaneadas pelo PT/PMDB, de algum jeito que só o Lula sabe, entendem-se e dão-se as mãos. Moral da história: serão felizes para sempre… até que as eleições os separe! [nunca definitivamente, é claro!]

Leia mais…

Opinião ,

Opinião: Jobim, o grosso

11, janeiro, 2010

Eliane Cantanhêde

Certa tarde, há alguns anos, dois carros andavam em sentido contrário numa estrada poeirenta, derraparam numa curva ao mesmo tempo e bateram de frente no meio da pista. Os dois motoristas, que quase não se machucaram, gritavam um com o outro, ameaçando trocar socos e sabe-se lá mais o quê. Uma amiga minha, dessas duronas, saiu enfezada de um terceiro carro, deu uma bronca num motorista, deu uma bronca no outro e mandou todo mundo pra casa. Cada um que arcasse com o seu prejuízo. Resolvida a questão, ela entrou no seu carro e foi-se embora.

Toda vez que vejo o ministro Nelson Jobim (Defesa) metido numa confusão no governo, me lembro dessa história. Jobim é como aquela minha amiga durona: não quer saber de lero-lero, quer saber de solução.

Tem caos aéreo e ninguém se entende? Ele vai lá, troca todo mundo e a coisa anda. Tarso Genro dá uma das suas e os milicos ficam em pé de guerra? Jobim vai lá, dá um tranco e todo mundo se aquieta. A área econômica ameaça cortar o aumento dos soldos, e oficiais de todas as Forças se arrepiam? Jobim acerta tudo com Lula e pacifica a turma.

Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: O presidente cederá ao revanchismo?

8, janeiro, 2010

Luiz Eduardo Rocha Paiva*

A esquerda radical do governo tem como estratégia desgastar as Forças Armadas perante a Nação, não só por revanche pela derrota que lhe impuseram nos anos 70, mas também como uma forma de neutralizar instituições que resistirão ao seu propósito de tomada do poder. É apoiada por organismos e ONGs alienígenas cujas teses internacionalistas, se de cunho esquerdista, recebem a simpatia e submissão ideológica do governo. A imprensa é outro grande óbice, daí a estratégia esboçada nas propostas da 1ª Conferência Nacional de Comunicações para controlá-la e limitar-lhe a liberdade.

O presidente da República há algum tempo declarou esgotado o debate sobre a Lei da Anistia no Executivo e recentemente manifestou-se de forma veemente a favor da liberdade de imprensa. A esquerda radical governista, no entanto, implementa as duas estratégias mencionadas. Será que o presidente não sabe?

A revisão da Lei da Anistia, orquestrada no Ministério da Justiça e em sua Secretaria Especial de Direitos Humanos, é facciosa ao propor o julgamento apenas dos que lutaram em defesa do Estado, da lei e da ordem. A busca aos corpos de mortos na guerrilha do Araguaia não teve um nobre propósito humanitário, mas sim o objetivo velado de obter o apoio da sociedade para a revisão da lei.

Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: O ingresso da Venezuela no Mercosul

7, janeiro, 2010

Cristiane Helena de Paula Lima

No dia 15 de Dezembro de 2009, o Senado Federal brasileiro aprovou, após votação apertada, por trinta e cinco a vinte e sete votos, o ingresso da Venezuela no Mercosul. A adesão final ainda está sujeita à aprovação pelo Congresso do Paraguai, já que Argentina e Uruguai já manifestaram voto favorável.

O Protocolo de adesão da Venezuela ao bloco foi assinado em Caracas, em 04 de Julho de 2006. O projeto de Decreto Legislativo foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados em 17 de Dezembro de 2008 e seguiu para votação no Senado Federal Brasileiro.

Cercada de inúmeras polêmicas, o processo de votação foi suspenso por diversas vezes, e, apenas em 29 de outubro de 2009, a Comissão de Relações Exteriores do Senado votou a favor da adesão, mesmo após parecer desfavorável do Senador Tasso Jereissasti, que pontuava principalmente o descumprimento da cláusula democrática do Protocolo de Ushuaia pelo referido país, no que tange ao direito de liberdade de imprensa não só dos meios de comunicação, mas também dos seus cidadãos.

Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: Caçadores de fantasmas em 2010

5, janeiro, 2010

Ilan Goldfajn

Bons administradores de risco são como caçadores de fantasmas. Receiam pelo que ninguém acredita, atuam para evitar o que ninguém vê (ou quer ver). Se não conseguem evitar o que temiam, são cobrados pela falta de precaução. Se bem-sucedidos, evitam o pior. Mas como o pior não acontece, poucos acreditam que houvesse risco de verdade.

Era tudo excesso de zelo, estavam vendo fantasmas, era pura paranoia. Em 2010 o Banco Central do Brasil provavelmente sofrerá desse mal: terá de subir os juros ainda neste ano. Será acusado de excesso de zelo ou, pior, caso não atue, deixará um problema inflacionário para o ano seguinte.

O Banco Central é caçador de fantasmas por natureza. Administra o risco da volta da inflação para preservar, em última instância, a estabilidade macroeconômica, o que beneficia a todos. Mas para isso tem a obrigação de se antecipar aos eventos, subir os juros para evitar o retorno da inflação. Se for bem-sucedido, a ameaça inflacionária é debelada e a inflação permanece em torno da meta.

Leia mais…

Opinião , ,

‘FT’: mérito de Lula é continuar FHC

4, janeiro, 2010

Suely Caldas

A cotação do presidente Lula está em alta na Europa. Escolhido o “Homem do Ano” pelos jornais Le Monde (francês) e El País (espanhol), o inglês Financial Times (FT) listou-o entre as 50 personalidades que moldaram a primeira década do século 21. Ao justificar a sua escolha, o jornal britânico tratou de dividir o sucesso de Lula com seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

Sobre sua popularidade, destaca: “O que faz os brasileiros amarem Lula é a baixa inflação” – herança do Plano Real da era FHC. E lembra que, quando oposição, Lula criticou duramente as ações da política econômica do antecessor, “mas foi esperto o suficiente para mantê-las”.

Faltou ao FT dizer que no Congresso, nos comícios, nas campanhas eleitorais, nos sindicatos e nas ruas Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) trabalhavam para derrubar, uma a uma, as ações de política econômica que eles trataram de preservar quando chegaram ao governo.

Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: Feliz ano-novo, segundo a novela

31, dezembro, 2009

Eugênio Bucci

De todas as mensagens de feliz ano-novo que inundam a televisão nestes dias de festas, a mais persistente é a que nos chega todas as noites ao fim dos capítulos da novela Viver a Vida (Rede Globo, 21 horas). Terminado o episódio, entra em cena o depoimento de alguém da vida real, com a sua própria história de vida. São pequenas histórias de superação, como ficou na moda dizer, que servem para corroborar o tema central da ficção.

Viver a Vida, escrita por Manoel Carlos, gira em torno do drama de Luciana (interpretada por Aline Moraes), cuja carreira de modelo profissional é interrompida por um acidente que a deixa tetraplégica. De um dia para o outro, ela passa a conviver com limitações físicas severas e precisa se reprogramar, ou, em outras palavras, precisa superar sua tragédia se quiser reencontrar o caminho da felicidade.

A superação é o mote central da novela: é a ideia de superação que orienta o percurso de todos os personagens. Cada um a seu modo, eles tentam vencer seus limites. Para a namorada do médico o desafio é se curar do alcoolismo.

Leia mais…

Opinião , ,

OPINIÃO: MARITACAS DO CENTRO – OESTE

30, dezembro, 2009

A grande maioria das raposas políticas ancoradas na Capital da República, ao contrário dos pensadores e homens públicos, probos, épicos e homéricos, de primeira linha aqui residentes, só aparece para “defender” os problemas que afligem a nossa querida cidade, quando se aproximam das eleições ou seja, não passam de grandes oportunistas e/ou pára-quedistas sazonais.

Aliás, esses políticos estão para Brasília da mesma maneira que as maritacas do Rio Abaeté estão para os arrozais daquela região mineira: só aparecem para destruir e devorar. Durante a seca, as maritacas levantam vôo do Abaeté em busca de lavouras em outras regiões e isto representa um alívio para os agricultores daquela área e motivo de preocupação para os produtores de outras paragens do País.

Da mesma forma, quando arribam daqui, as raposas políticas peçonhentas, deixam em seus rastros uma sensação de alívio para os brasilienses, mas levam preocupação a outras comunidades. As maritacas da nossa política, infelizmente, estão de volta, se aproveitando da imundice que passa a nossa política, e vão pegar carona no horário eleitoral gratuito.

Leia mais…

Opinião , ,

Opinião: Lula e os enigmas do futuro

28, dezembro, 2009

Boris Fausto

Em meio a uma conversa despretensiosa, um amigo me pergunta: como você acredita que Lula e seu governo serão avaliados no futuro? Evitei dizer que assuntos do futuro se situam no campo das projeções dos cientistas políticos, enquanto os historiadores lidam com o passado. Preferi enfrentar a questão, embora a resposta seja difícil, na melhor das hipóteses.

Isso por duas razões principais, e a primeira é bastante óbvia. A carreira política do presidente Lula não está encerrada. Não só porque ele tem ainda um ano de mandato, às voltas com o triunfo, custe o que custar, da sua candidata a presidente. Depois, porque não se sabe quem vencerá as eleições, afora a possibilidade, ao menos hoje vista como muito possível, de que Lula volte a se candidatar, nas eleições de 2014.

A outra dificuldade da resposta é menos óbvia e tem que ver com a constatação de que não existe “um veredicto da história”. Essa dama caprichosa flutua ao sabor das diversas interpretações, umas superando as outras e vice-versa, ao longo do tempo.

Leia mais…

Opinião , ,

Páginas: Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 ...14 15 16 Próximo