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	<title>TRIBUNA DA CONQUISTA &#187; Revistas</title>
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	<description>De Vitória da Conquista para a Bahia, o Brasil e o Mundo</description>
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		<title>PRF apreende mercadorias em Vitória da Conquista</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 16:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da redação</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vitória da conquista]]></category>

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		<description><![CDATA[A Polícia Rodoviária Federal (PRF) trecho de Vitória da Conquista apreendeu no último sábado, KM da BR 116, 3.489 produtos eletrônicos transportados em um ônibus da empresa Itapemirim como encomenda de São Paulo para Petrolina, município de Pernambuco. Segundo os patrulheiros as mercadorias estavam em duas caixas e com notas fiscais, entretanto as notas informavam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Rodoviária Federal (PRF) trecho de Vitória da Conquista apreendeu no último sábado, KM  da BR 116, 3.489 produtos eletrônicos transportados em um ônibus da empresa Itapemirim como encomenda de São Paulo para Petrolina, município de Pernambuco. Segundo os patrulheiros as mercadorias estavam em duas caixas e com notas fiscais, entretanto as notas informavam material diferente do que era transportado.</p>
<div id="tweetbutton21874" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.tribunadaconquista.com.br%2Fv1%2F2010%2F12%2F06%2Fprf-apreende-mercadorias-em-vitoria-da-conquista%2F&amp;via=tribunavca&amp;text=PRF%20apreende%20mercadorias%20em%20Vit%C3%B3ria%20da%20Conquista&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.tribunadaconquista.com.br%2Fv1%2F2010%2F12%2F06%2Fprf-apreende-mercadorias-em-vitoria-da-conquista%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.tribunadaconquista.com.br/v1/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Guerra na tevê</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 14:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revistas]]></category>
		<category><![CDATA[candidatos]]></category>
		<category><![CDATA[propaganda eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[tempo de televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi dada a largada para a guerra na televisão entre os candidatos à Presidência da República. Desde a semana passada, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) já definem suas agendas de olho na aparição em blocos diários do “Jornal Nacional”, da Rede Globo. Porém, o que mais tem mobilizado as equipes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hct3kMvnSGc/SOVkdc13pnI/AAAAAAAAHME/o4iRoS_4tmw/s400/www.audienciadetv.blogspot.com+AUDIENCIA+DE+TV++%C3%9ALTIMAS+NOTICIAS+PRA+VC.jpg" alt="" width="360" height="195" />Foi dada a largada para a guerra na televisão entre os candidatos à Presidência da República. Desde a semana passada, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) já definem suas agendas de olho na aparição em blocos diários do “Jornal Nacional”, da Rede Globo.</p>
<p>Porém, o que mais tem mobilizado as equipes de comunicação dos aspirantes ao Planalto são as filmagens para o horário eleitoral gratuito, que começará no dia 17 e se estenderá pelos 45 dias seguintes. Entre um compromisso e outro, os candidatos dedicam boa parte dos dias da semana para a gravação das inserções.</p>
<p>No total, são quase 200 pessoas envolvidas na superprodução de 550 minutos de tevê, que consumirá cerca de R$ 130 milhões, o de 20% a 30% do orçamento previsto por cada campanha.</p>
<p><span id="more-18795"></span>Sob a batuta do publicitário Luiz Gonzalez, o tucano Serra, que terá direito a sete minutos e 23 segundos em cada bloco diário do programa eleitoral, será o primeiro a se apresentar. De acordo com os estrategistas da campanha do PSDB, Serra tentará passar aos eleitores a imagem do “mais preparado” para administrar o País.</p>
<p>“Não seremos ofensivos contra os adversários e mostraremos propostas para os brasileiros”, disse o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra. A campanha do “pode mais” mostrará, por exemplo, o estado das rodovias federais e usará como contraponto as rodovias paulistas. Além da infraestrutura, terão grande peso nas inserções de Serra temas como segurança, educação de jovens, moradia e saúde.</p>
<p>No primeiro compromisso para a gravação do programa eleitoral da terça-feira 3, Serra visitou a favela de Heliópolis, na zona sul de São Paulo – maior aglomerado da capital paulista, com seus 120 mil moradores. Lá, os tucanos gravaram em uma escola técnica, conhecida entre os paulistas como Etec.</p>
<p>Aliás, quando abordar a questão da educação para jovens, o PSDB apresentará como solução “a construção das escolas técnicas”. Diferentemente das eleições anteriores, este ano a campanha tucana também dará muita atenção às peças diárias de até um minuto exibidas ao longo da programação normal dos canais de tevê. Para os tucanos, são esses comerciais que, de fato, fixam na cabeça do eleitor a mensagem da campanha.</p>
<p>Dilma será a quinta a aparecer na tevê, no dia 17, e terá tempo 35% superior ao de Serra – total de nove minutos e 58 segundos por bloco. Em sua estreia no horário gratuito, a candidata do governo manterá a linha adotada pelo marqueteiro João Santana nos últimos programas.</p>
<p>Caberá a Lula, como se fosse um âncora de telejornal, apresentá-la à população e fazer uma espécie de passagem de bastão. Haverá ainda exaustiva comparação das conquistas do governo Lula, Dilma à frente, com as mazelas do governo FH, que serão associadas a Serra. Porém, a imagem do presidente será utilizada com parcimônia para não ofuscar sua candidata.</p>
<p>A ideia é neutralizar a crítica de que Dilma não saberia andar com as próprias pernas. “Não podemos deixar nossa candidata ser ofuscada, por isso temos que ter a dosagem certa da aparição do presidente”, confirma o deputado José Guimarães (PT-CE), um dos integrantes da coordenação da campanha.</p>
<p>Até agora, a candidata de Lula já gastou R$ 2 milhões com o início da produção da propaganda na tevê. Nos últimos dias, a petista gravou cenas no Rio Grande do Sul e no Porto de Suape (PE).</p>
<p>Dona do menor tempo de tevê entre os principais candidatos e da estrutura de campanha mais modesta, Marina Silva, do PV, será a oitava a aparecer no primeiro dia do horário gratuito. Para que nada saia do script, a candidata verde vem sendo assessorada pela diretora de teatro Sandra Grasso e pela fonoaudióloga Lenny Kyrillos, responsáveis por orientar a postura e a entonação de voz.</p>
<p>Marina gravou cenas de comícios em Bauru, no interior de São Paulo, Natal, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Nos spots, o PV deverá privilegiar a biografia política de Marina e sua trajetória de vida. “O horário eleitoral é um elemento fundamental de formação de opinião. E vem sendo cada vez mais assistido pelos eleitores”, constata a cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).</p>
<div id="tweetbutton18795" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.tribunadaconquista.com.br%2Fv1%2F2010%2F08%2F08%2Fguerra-na-teve%2F&amp;via=tribunavca&amp;text=Guerra%20na%20tev%C3%AA&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.tribunadaconquista.com.br%2Fv1%2F2010%2F08%2F08%2Fguerra-na-teve%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.tribunadaconquista.com.br/v1/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Romário: &#8220;Se o Brasil perder, porrada no Dunga!&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 14:21:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Revistas]]></category>
		<category><![CDATA[deputado federal]]></category>
		<category><![CDATA[Dunga]]></category>
		<category><![CDATA[Romário]]></category>

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		<description><![CDATA[IstoÉ Aposentado dos gramados há dois anos, Romário, o artilheiro dos mil gols e grande responsável pela conquista da Copa de 1994, vai jogar agora no campo da política. Candidato a deputado federal do Rio de Janeiro pelo PSB, Romário Faria de Souza, 44 anos, quer provar que também é bom de voto. Pretende focar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>IstoÉ</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/entrevista/en_381586579374109.jpg" alt="" width="201" height="254" />Aposentado dos gramados há dois anos, Romário, o artilheiro dos mil gols e grande responsável pela conquista da Copa de 1994, vai jogar agora no campo da política.</p>
<p>Candidato a deputado federal do Rio de Janeiro pelo PSB, Romário Faria de Souza, 44 anos, quer provar que também é bom de voto. Pretende focar seu trabalho em projetos para jovens carentes e para crianças com necessidades especiais.</p>
<p><strong>Istoé &#8211;  que o levou a ingressar na política?</strong><br />
Romário &#8211; Fui convidado a entrar na política há oito anos, mas sempre me esquivei por achar que não é minha área. Sou um cara de comunidade – na minha época, a gente chamava de favela mesmo. Vim do Jacarezinho (favela carioca), passei necessidade.</p>
<p>Agora que definitivamente não jogo mais futebol, não quero ser treinador e ser dirigente do América não vai contra eu ser político. Cheguei à conclusão de que essa era a minha hora. O Brasil atravessa um momento legal para o esporte. A próxima Copa do Mundo será aqui e o Rio de Janeiro vai sediar a Olimpíada daqui a seis anos.</p>
<p>Então, acredito que, através do esporte, eu possa ajudar os mais jovens, principalmente os das comunidades. Tirar essas crianças desse mundo – vamos chamar de errado – que a gente vê. Cada dia cresce mais esse negócio de crack, muita droga. As crianças saindo do colégio para virar fogueteiro de tráfico. Através do esporte, quero mudar isso.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; Por que escolheu o PSB?</strong><br />
<span id="more-17497"></span>Romário &#8211; Acho o PSB um partido muito simpático. Tem essa coisa do social, já milita nisso, tem experiência nessa área. Passei para o presidente do partido (deputado federal Alexandre Cardoso) algumas vontades minhas, que seriam os meus objetivos, o que eu quero abraçar, as causas, e ele me apoiou 100%. Daí a escolha pelo PSB.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; Então você não é, ideologicamente, um socialista?</strong><br />
Romário &#8211; Essa coisa de ideologia vai muito de cada um, do momento. O meu momento, hoje, é o seguinte: é fazer coisas que tenho certeza que posso fazer, mas que, infelizmente, só posso fazer na política.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; Quais são as promessas do candidato Romário?</strong><br />
Romário &#8211; Sou pré-candidato, só posso oficializar a candidatura a partir de 26 de junho. O que posso dizer é o seguinte: se Deus quiser, se eleito, vou desenvolver projetos para crianças e jovens. Sei que existe muita coisa nessa área, mas vou tentar fazer mudanças, reajustes, porque tenho consciência do que posso ­realmente fazer. Como deputado federal, vou correr atrás disso. E outra situação: tenho uma filha com síndrome de Down, sei quanto é difícil para um pai acompanhar o tratamento desses filhos e quero ajudar as famílias de crianças portadoras de necessidades especiais. Um levantamento que fizemos mostrou que de 40% a 50% dos pais, principalmente de crianças que nascem em comunidades, não têm condição financeira de dar um tratamento adequado aos filhos especiais. Tenho obrigação de fazer algo. Isso não é promessa, é afirmação.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; Como pensa em transformar seus projetos em realidade?</strong><br />
Romário &#8211; A partir do momento que você entra na política com o objetivo de realmente querer modificar alguma coisa, de querer fazer algo em benefício do povo, tenho certeza que consegue. São duas plataformas (crianças carentes e especiais) que, acho, todo mundo quer. Eu acredito que lá dentro do Congresso existam algumas pessoas que fazem bons trabalhos nesses campos. E, se for honestamente, eu vou ser mais um e vou tentar melhorar mais.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; E a Copa? O que acha da Seleção Brasileira?</strong><br />
Romário &#8211; Como torcedor, só podemos torcer. Rezar bastante, cada qual na sua religião, para que o Brasil ganhe. Mas essa não é a Seleção ideal para mim. Gostaria  que tivesse o Ganso (meia do Santos), principalmente pelo fato de o Kaká não estar bem. Mas não podemos esquecer que o Ganso nunca vestiu a camisa da Seleção Brasileira e não sabemos como seria. Acho que o Adriano deixou fugir a oportunidade de disputar a Copa. Acredito que se ele não tivesse feito algumas coisas, principalmente fora de campo, poderia ir. Agora, só posso desejar ao Dunga boa sorte, que ele confie na sua ideia e vá até o final. Se ganhar, será mais um título. Se o Brasil perder, porrada no Dunga! (risos). Ele “tá ligado”. Não “tô” dizendo que é o Romário que vai dar porrada. É o Brasil.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; Dizem que você está quebrado financeiramente e que, por isso, resolveu ser candidato.</strong><br />
Romário &#8211; Tive alguns problemas em 2009 que não gostaria de ter passado. Tenho ações rolando contra o Vasco, Fluminense e Flamengo. Minha vida complicou. Mas, no final do ano passado, 90% das coisas se resolveram e, hoje, voltei a ter a vida que sempre tive. Vivo bem e dou qualidade de vida boa para minha esposa e meus filhos. E essa coisa de falar que o Romário está duro, que o Romário faz isso ou aquilo é porque eu sou um cara popular. Romário é assim: ou gostam ou não gostam. E a minha entrada na política não tem nada a ver com o fato de eu ter resolvido ou não meus problemas financeiros. É como se eu tivesse dando uma forra a essas pessoas que me veem como um exemplo, por eu ter saído de uma comunidade, ter passado por um monte de necessidades, ter conseguido  superar tudo isso e ser o Romário que todo mundo sabe quem é.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; Tem ídolos na política?</strong><br />
Romário &#8211; Não. No primeiro ano em que o Lula ganhou, nem tinha votado nele, mas depois votei e hoje vejo o Lula como um cara que temos que respeitar pela trajetória. É um cara que começou de baixo e hoje é um dos grandes presidentes modernos, respeitado no mundo todo. Eu acho que o Lula não é um ídolo dentro da política, mas um dos caras pelos quais eu tenho grande respeito, admiração e que me dá orgulho de ser brasileiro.<br />
<strong><br />
Istoé &#8211; Qual é o seu conceito sobre a classe política?</strong><br />
Romário &#8211; A política hoje mudou muito. Tenho acompanhado umas atitudes muito importantes de alguns órgãos como o Ministério Público ou a Polícia Federal, que denunciam e ajudam a fazer justiça e a limpar a política. Aquela ideia de que “eu faço o que eu quero e nunca vai dar em nada” acabou, tenho certeza. Então, acho que há uma política um pouco mais séria do que há alguns anos. O caso do Mensalão de Brasília é um exemplo. Políticos que caminham por esse lado errado vão ter o que teve o Arruda (José Roberto Arruda, ex-DEM, governador cassado do Distrito Federal). Com certeza, eu não quero estar metido com esses grupos e, no que depender de mim, ajudo para fazer com que esse tipo de político seja punido. Vocês vão ver o Romário atuante nessa área também.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; O sr. pretende, no Congresso, fazer algo pela classe dos jogadores?</strong><br />
Romário &#8211; O futebol é algo complicado no Brasil. Então, não vou dizer que vou resolver tudo. Mas vou tentar, vou sentar com as pessoas que conhecem leis, com dirigentes de clubes, advogados e tentar fazer mudanças. Por exemplo, uma coisa que eu acho que é muito negativa para o futebol brasileiro é jogador com 15, 16 anos ir embora para o Exterior. Existe alguma possibilidade de modificar isso? Se existir e eu puder ajudar para que isso mude e o jogador não saia prejudicado, e muito menos os clubes, vou participar dessa corrente. Mas vou logo adiantando que nunca a lei é boa para todo mundo.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; Como assim?</strong><br />
Romário &#8211; A Lei Pelé foi boa para alguns segmentos em determinados momentos. Quem menos manda no jogador hoje é o clube. Antigamente, os clubes eram carrascos dos jogadores. Mas não podemos esquecer que o clube é o formador do jogador, é o que faz a base, dá o necessário para o garoto se tornar um jogador. E acho que a lei não incentiva  o desenvolvimento de um trabalho sério na base. Se continuar assim, daqui a dez anos, poucos clubes vão sobreviver. Espero que a Lei Romário – que ainda não existe, mas que pode existir – seja boa para uns e não muito boa para outros.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; Como será sua campanha?</strong><br />
Romário &#8211; Mais do que nunca eu vou torcer para que a multidão esteja onde eu estiver. Sempre joguei em estádios cheios e sempre fui a muitos lugares em que as pessoas tinham curiosidade de conhecer o Romário. Espero que essa curiosidade aumente para ver o Romário político. Vou andar pelas ruas, ir às comunidades, aos municípios, ao metrô, etc. Vou vestir essa camisa. Segundo o partido, o candidato pode se eleger com 60 mil, 70 mil votos, mas o meu objetivo é passar de 90 mil. Eu estou amarradão em ser político. Estou até perdendo uns quilinhos para compensar a época da campanha, quando eu vou ganhar alguns. O coro vai cantar!!!<br />
<strong><br />
Istoé &#8211; Quer transformar os eleitores em “peixes”, como você chama os amigos?</strong><br />
Romário &#8211; Essa é mais uma prova de que eu não sou político: para mim, amigos são amigos, eleitores são eleitores. Os que votarem em mim e se tornarem meus amigos vão ser chamados de “peixe” também. Dentro da minha profissão, o maior título que conquistei foi o Mundial de 1994. As pessoas se lembram bem, eu cheguei e falei: vou trazer esse título para o Brasil. E trouxe. Então as pessoas sabem que eu sou um cara firme nos meus propósitos, sou de decisão e nessa minha nova luta na política não será diferente. As pessoas das classes A, B e C podem me ver como o cara que quer ajudar as classes D e E.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; Como é ser pai de uma criança com necessidade especial?</strong><br />
Romário &#8211; Uma vez papai do céu apontou para mim e falou: esse é o cara.  Esse é um dos motivos que me fazem reafirmar essa frase, porque só cai no colo de quem merece um anjinho desses, entendeu? No primeiro momento em que você tem a notícia, parece que cai o mundo na sua cabeça. Você se pergunta: caramba, eu mereço isso? Mas, depois de algumas horas ou minutos (engasga de emoção), é um anjo! A Ivy é uma coisa tão maravilhosa que, por ela, eu me sinto hoje na obrigação de lutar por centros de tratamento para crianças com necessidades especiais. Só os ignorantes imaginam que ter um filho Down é um castigo. Ela foi a grande bênção que tive na vida. E vou falar mais: trocaria o título de 1994 por ela. Quem não quer ser campeão do mundo? Mas eu trocaria por ela.</p>
<p><strong>Istoé &#8211; Quantos filhos você tem?</strong><br />
Romário &#8211; Só seis de três casamentos e uma pulada de cerca (risos).<br />
<strong><br />
Istoé &#8211; Pretende ter mais?</strong><br />
Romário &#8211; Na verdade, imaginei ter 11 filhos, mas as coisas foram complicando, as mulheres passando e cheguei à conclusão de que seis está bom. Fiz vasectomia há cinco anos. Mas posso reverter. Ou adotar, o que seria bem legal.</p>
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		<title>&#8220;Lost&#8221;: em um download perto de você</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 19:27:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revistas]]></category>
		<category><![CDATA[download]]></category>
		<category><![CDATA[Lost]]></category>

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		<description><![CDATA[Época Nesta semana, chega ao fim o programa que fez o telespectador desligar a TV, levantar do sofá e sentar em frente ao computador. Lost — exibido nos Estados Unidos pela ABC e no Brasil pelo AXN — é o décimo lugar no ranking de audiência da TV americana, mas é o programa que mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Época</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,41035627,00.jpg" alt="" width="360" height="222" />Nesta semana, chega ao fim o programa que fez o telespectador desligar a TV, levantar do sofá e sentar em frente ao computador. Lost — exibido nos Estados Unidos pela ABC e no Brasil pelo AXN — é o décimo lugar no ranking de audiência da TV americana, mas é o programa que mais repercute na internet.</p>
<p>Está à frente de sucessos históricos como o show de calouros American Idol, como mostrou o estudo divulgado terça-feira (18) pela empresa Networked Insights. Os motivos do sucesso incluem tanto as inovações em termos de narrativa como a janela de distribuição das empresas de TV, que chegavam a exibir a série com atraso de até um ano em relação aos EUA, o que fez parte do público migrar para a internet.</p>
<p><span id="more-17141"></span>“Vai ser impossível falar de televisão no século 21 sem mencionar Lost”, afirmou o ator Daniel Dae Kim, que interpreta o coreano Jin Kwon, em uma entrevista recente. É verdade. A série entrou para a história da cultura pop ocidental ao brincar com os limites da linguagem televisiva. A narrativa que aposta em várias linhas do tempo, o que já não é didático, ficou ainda mais confusa com viagens no tempo e realidades paralelas.</p>
<p>Sem mencionar os episódios, que só fazem sentido se o espectador tiver assistido aos anteriores. A história de um acidente aéreo em uma ilha do Pacífico mostra que é mais complicada do que parece. Quem abriu o caminho para Lost existir foi Twin Peaks, série criada nos anos 1990 pelo diretor David Lynch, que deixava o mistério de um assassinato no ar: Quem matou Laura Palmer? Twin Peaks durou duas temporadas e tinha um mistério. Lost durou seis e tem vários.</p>
<p>“A pirataria surge nas brechas da indústria. E não existe polícia no mundo capaz de combater isso. Se as empresas quiserem vencer a pirataria, devem competir com ela”, diz Ronaldo Lemos, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas. Não é à toa que o AXN vai exibir o final de Lost só com dois dias de atraso. Mas ainda falta para atingir a demanda por qualidade dos espectadores.</p>
<p>A TV em alta definição é uma realidade faz tempo no mundo dos downloads. As legendas feitas na internet saem mais rápido e são melhores que as feitas pelos canais. “A indústria precisa melhorar, já que a tendência é que o acesso à banda larga cresça”, afirma Ronaldo.</p>
<p>Os roteiristas de Lost criaram um novelo de fios. Agora precisam desatar o nó. Vão conseguir? Quem espera descobrir a solução para todos os mistérios deve se frustrar. “Alguém que assiste Star Wars fica se perguntando o que é ‘a Força’?”, perguntaram recentemente os Damon Lindelof e Cartol Cuse, produtores executivos da série.</p>
<p>Para os dois, alguns elementos da mitologia da série não precisam ser explicados. Eles argumentam que Lost, no fim das contas, é uma série sobre dramas pessoais e não de mistério. Difícil acreditar nisso depois do antepenúltimo episódio, do qual só saem cinco personagens do núcleo principal vivos.</p>
<p>É provável que a série se perca. Os poucos mistérios respondidos até agora usaram recursos narrativos água com açúcar. Jacob, um dos personagens mais enigmáticos, chama os losties, como são chamados pelos fãs, para perto de uma fogueira e explica uma das maiores perguntas da série: por que o grupo caiu naquela ilha? Mike Ryan, crítico da revista americana Vanity Fair, reclamou: “Sério que depois de passar fome, desidratação, sofrer ataques de urso polar e explodir uma bomba nuclear, tudo se resolve desse jeito simples?”<br />
<strong>Época</strong></p>
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		<title>Os candidatos boleiros</title>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2010 21:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revistas]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelinho Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Romário]]></category>

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		<description><![CDATA[Época Que time de futebol não gostaria de ter um trio de ataque formado por Marcelinho Carioca, Marques e Romário? Em 2011, eles poderão estar juntos, mas em outro piso: querem migrar dos gramados para os tapetes das Assembleias Legislativas e do Congresso Nacional. São os boleiros que vão disputar a eleição deste ano. Filiado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Época</strong></p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 325px"><img src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,40289187,00.jpg" alt="" width="315" height="500" /><p class="wp-caption-text">Marques do Atlético Mineiro</p></div>
<p>Que time de futebol não gostaria de ter um trio de ataque formado por Marcelinho Carioca, Marques e Romário?</p>
<p>Em 2011, eles poderão estar juntos, mas em outro piso: querem migrar dos gramados para os tapetes das Assembleias Legislativas e do Congresso Nacional. São os boleiros que vão disputar a eleição deste ano.</p>
<p>Filiado ao PSB desde setembro, Romário é pré-candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. Sua adesão ao partido socialista ocorreu um mês depois do leilão de sua cobertura na Barra da Tijuca, vendida para pagar dívidas com vizinhos.</p>
<p>Correligionários dizem que a entrada na política do ex-atacante do Vasco, do Flamengo e da Seleção Brasileira se deve a seus compromissos com a área social.</p>
<p>A principal bandeira de campanha será a atuação de Romário na Penha, bairro pobre da Zona Norte do Rio. Ali, ele já teria atendido mais de 2 mil crianças em cursos profissionalizantes e outras atividades.</p>
<p>A estratégia de campanha de Romário parece estranha para os padrões do marketing político nacional. Convidado para dar uma entrevista sobre sua candidatura, ele enviou a seguinte resposta por meio de seu assessor de imprensa: “Romário não vai dar entrevista porque ele não fala de política”.</p>
<p><span id="more-16590"></span>Provisória ou definitiva, essa decisão tira do candidato a oportunidade de expor suas propostas, mas também pode evitar gafes. Na primeira vez em que se aventurou a falar de política como pré-candidato, Romário fez um gol contra. Era o dia de sua apresentação no PSB. Quando chegou sua vez de falar, errou o nome do próprio partido. “A partir de agora sou filiado ao PSDB”, disse.</p>
<p>Notório rival de Romário dentro de campo, o ex-atacante Edmundo assinou ficha de filiação ao PP. Apesar da adesão a um partido, Edmundo nega qualquer intenção de concorrer nas eleições deste ano. “A filiação foi feita a pedido do Eurico (Miranda, ex-presidente do Vasco), mas não há possibilidade de eu disputar neste ano”, diz. A desistência temporária de Edmundo de entrar na carreira política teria sido resultado de uma campanha doméstica feita por sua mulher.</p>
<p>Outro boleiro disposto a virar parlamentar é Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, pré-candidato a deputado federal também pelo PSB. Sua inspiração é o vereador Gabriel Chalita, de São Paulo. “Quero trabalhar com educação. Admiro muito as ideias do Chalita”, diz. Marcelinho afirma que está estudando política “oito horas por dia” para não decepcionar os eleitores. “Não serei um aventureiro.” A candidatura de Marcelinho é exaltada no PSB. “É ano do centenário do Corinthians. A expectativa é que ele tenha 300 mil votos”, diz o deputado federal Márcio França, presidente do PSB em São Paulo.</p>
<p>Minas Gerais também tem seu candidato boleiro. Marques, um dos maiores ídolos da história do Atlético, quer disputar uma vaga de deputado estadual pelo PTB.“Pretendo retribuir tudo o que Belo Horizonte me deu. A política não é uma obsessão. É um compromisso meu para melhorar a vida do povo mineiro.” Marques amarga o banco de reservas desde a volta ao Atlético, no começo de 2009, e deseja encerrar a carreira no fim do ano. Assim como os colegas, ele repete o clássico discurso de defesa das criancinhas. “Quero tirar a meninada da rua. Estou cansado de ver político guardando o dinheiro do povo no sapato.” Instado a falar de temas como as reformas política ou tributária, Marques exibiu suas habilidades de driblador: “Eu sou a favor do mais carente. Se é bom para o mais carente, eu sou a favor”. Os fundamentos do futebol, às vezes, também podem ser aplicados na política.</p>
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		<title>A batalha pelo espólio de Raul</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 21:29:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revistas]]></category>
		<category><![CDATA[direitos autorais]]></category>
		<category><![CDATA[espólio]]></category>
		<category><![CDATA[Raul Seixas]]></category>

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		<description><![CDATA[Época Quando morreu, em 1989, Raul Seixas deixou uma coleção de 400 canções de sua autoria, dezenas de grandes sucessos (“Gita” e “Ouro de tolo”, entre outras) e um problema: a batalha pelo direito de sua herança e pelo controle de sua obra. Por direito, as únicas herdeiras são suas três filhas. Na semana passada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Época</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,40174660,00.jpg" alt="" width="390" height="210" />Quando morreu, em 1989, Raul Seixas deixou uma coleção de 400 canções de sua autoria, dezenas de grandes sucessos (“Gita” e “Ouro de tolo”, entre outras) e um problema: a batalha pelo direito de sua herança e pelo controle de sua obra.</p>
<p>Por direito, as únicas herdeiras são suas três filhas. Na semana passada, uma das cinco viúvas de Raul, Angela Maria de Affonso Costa, a Kika Seixas, conseguiu fazer avançar um processo contra as três herdeiras, inclusive sua filha Vivian, hoje com 28 anos.</p>
<p>Raul não tinha nenhum bem quando morreu (vivia de aluguel e nem carro tinha), mas Kika reivindica a condição de “meeira dos bens imateriais por ele deixados, como previsto em lei”. Em outras palavras, quer 50% sobre tudo o que a obra arrecada, sem contar os 16% da parte de Vivian – que foi citada no processo com seu consentimento.</p>
<p><span id="more-16407"></span>“Tudo que minha mãe quer (e eu concordo plenamente) é ser reconhecida e ressarcida pelos trabalhos feitos ao longo dos últimos 20 anos”, disse Vivian em e-mail. Ela afirma que sua mãe “tem divulgado a obra de Raul, realizando shows, lançando CDs e DVDs, livros, documentário, apoiando fã-clubes, abrindo processos vitoriosos contra gravadoras e editoras desde 1989”.</p>
<p>O processo foi aberto por Kika em 2002, mas só agora a Justiça conseguiu notificar as duas primeiras filhas de Raul, Simone Andrea O’Donoghue (com Edith Wisner) e Scarlet Vaquer Seixas (com Gloria Vaquer). Nascidas no Brasil, ambas moram desde pequenas nos Estados Unidos – provável motivo da demora na citação.</p>
<p>O processo corre em segredo de justiça. Por isso, os advogados de Simone e Scarlet não quiseram se manifestar. “Minha cliente vai contestar o pedido na próxima semana e confia em sua improcedência”, disse Renato Pacca, advogado de Scarlet.</p>
<p>Somente Vivian Seixas, única filha residente no Brasil, comentou o processo aberto pela mãe: “Minhas duas irmãs, Simone e Scarlet, são americanas, moram nos EUA desde criancinhas, não falam português, não conhecem nada do Brasil e não têm noção do trabalho que dá administrar a obra de um artista.</p>
<p>Nos últimos anos Kika tem sido acusada de inúmeras atitudes que não correspondem à realidade, o que tem dificultado o bom andamento do trabalho que ela e agora eu fazemos para que a obra do meu pai não caia nem na vulgaridade comercial nem no esquecimento. Para ela se defender de tais acusações e dar legitimidade jurídica ao pleito, a solução foi abrir um processo para regularizar as situações de fato”. A reportagem tentou entrar em contato com Kika, sem sucesso. Vivian disse que sua mãe não iria se pronunciar.</p>
<p>Kika viveu com Raul de 1979 a 1984, sem formalizar a união. Nesse período, o casal compôs 13 canções em parceria. Desde a morte do músico, Kika tomou a frente de todos os lançamentos em torno de Raul e vetou alguns trabalhos. O jornalista Edmundo Leite, que desde 2004 trabalha em uma biografia de Raul, já recebeu dois telegramas de Kika ameaçando processá-lo caso publique o livro (para o qual havia concedido entrevista).</p>
<p>O documentário O início, o fim e o meio, de Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel, previsto para estrear neste ano, teve orçamento de R$ 2,5 milhões. Kika, que assumiu a produção inicialmente, teve de renegociar o contrato com as herdeiras. Enquanto isso, Vivian, que é DJ, vai lançar um remix com as canções do pai.</p>
<p>Caso Kika ganhe a ação, estima-se que poderá receber cerca de R$ 1 milhão em direitos autorais acumulados desde 1989, fora as arrecadações, que poderão chegar a R$ 45 mil por trimestre.</p>
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		<title>Geddel Vieira Lima repassa quase 50% das verbas da Integração Nacional a prefeituras baianas</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 15:03:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revistas]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Geddel]]></category>
		<category><![CDATA[prefeituras baianas]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que assumiu o Ministério da Integração Nacional, no início do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Geddel Vieira Lima tem demonstrado um apreço raro por sua terra natal, a Bahia. No ano passado, no entanto, as fartas demonstrações de preocupação com seus conterrâneos fizeram com que Geddel se esquecesse de que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_1478427979837104.jpg" alt="" width="347" height="217" />Desde que assumiu o Ministério da Integração Nacional, no início do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Geddel Vieira Lima tem demonstrado um apreço raro por sua terra natal, a Bahia.</p>
<p>No ano passado, no entanto, as fartas demonstrações de preocupação com seus conterrâneos fizeram com que Geddel se esquecesse de que sua pasta deveria contemplar todos os municípios brasileiros de forma equânime na distribuição de recursos.</p>
<p>Dos R$ 555 milhões efetivamente transferidos aos municípios do País em 2009 pela Integração Nacional, 45,9% foram entregues diretamente às prefeituras da Bahia, em especial as comandadas pelo PMDB, o partido do ministro.</p>
<p><span id="more-15342"></span>Só Salvador, cidade onde Geddel nasceu e fez sua carreira política, ganhou R$ 113 milhões, quase 15 vezes mais  dinheiro  que todos os municípios do Estado de São Paulo receberam juntos do ministério em 2009.</p>
<p>Geddel é pré-candidato ao governo da Bahia, mas não atribuiu aos seus planos políticos a distribuição desigual. Para ele, a Bahia ganhou mais dinheiro porque os deputados baianos foram mais ativos na apresentação de emendas que seus colegas de outros Estados. “Eles sabem que aqui tem um ministro baiano”, disse.</p>
<p>Coincidências à parte, o fato é que Geddel passou 2009 bastante preocupado com as eleições deste ano. Além da atenção especial aos aliados baianos, o ministro também tratou de lembrar seus conterrâneos quem ele é e o que tem feito pelo Estado à frente da Integração Nacional.</p>
<p>Das menores às maiores cidades baianas Geddel tratou de promover sua imagem com outdoors, panfletos e adesivos. A Justiça Eleitoral, no entanto, não gostou dessa superexposição do ministro baiano e o condenou a pagar simbólicos R$ 5 mil por antecipação de campanha.</p>
<p>As provas de amor pela Bahia em forma de distribuição de recursos que Geddel deu no ano passado ficam muito explícitas quando os números do ministério são analisados com um pouco mais de atenção. Os 137 municípios baianos contemplados com verbas do ministério de Geddel receberam R$ 254 milhões no ano passado. Outros 619 municípios em todo o País, no entanto, ganharam pouco mais de R$ 300 milhões.</p>
<p>Outro dado mostra o privilégio da Bahia na hora de receber fundos do Erário: os convênios baianos garantem uma verba média por município de R$ 1,86 milhão, enquanto os municípios do restante do País recebem em  média R$ 485 mil. Quando o assunto é dinheiro para áreas de risco e prevenção de enchente, a Bahia de Geddel recebe 48% da verba nacional.</p>
<p>Angra dos Reis (RJ), onde mais de 70 pessoas morreram na virada do ano, não recebeu um centavo sequer do Ministério da Integração Nacional no ano passado. “Isso é um escárnio e significa malversação do dinheiro público”, acusa o economista Gil Castelo Branco, da ONG Contas Abertas, que fez um levantamento sobre o uso das verbas da Integração Nacional. Entre os 24 municípios baianos que receberam mais de R$ 1 milhão, 17 são do PMDB.</p>
<p>Além de Salvador, a cidade de Coronel João Sá, também de administração peemedebista, ganhou R$ 70 milhões. A distribuição de recursos para os correligionários tem um objetivo claro: engrossar o número de votos de Geddel nas próximas eleições. As dez prefeituras da Bahia que mais receberam verbas da pasta somam dois milhões de eleitores.</p>
<p>Geddel parece gostar mesmo é das prefeituras. Quanto à transferência de recursos para o Estado da Bahia, comandado pelo seu principal opositor e candidato à reeleição, o governador Jaques Vagner (PT), o ministro não demonstra o mesmo apreço. A Bahia ficou com apenas 1,6% dos recursos destinados aos Estados.<br />
<strong>IstoÉ</strong></p>
<div id="tweetbutton15342" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.tribunadaconquista.com.br%2Fv1%2F2010%2F03%2F14%2Fgeddel-vieira-lima-repassa-quase-50-das-verbas-da-integracao-nacional-a-prefeituras-baianas%2F&amp;via=tribunavca&amp;text=Geddel%20Vieira%20Lima%20repassa%20quase%2050%25%20das%20verbas%20da%20Integra%C3%A7%C3%A3o%20Nacional%20a%20prefeituras%20baianas&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwww.tribunadaconquista.com.br%2Fv1%2F2010%2F03%2F14%2Fgeddel-vieira-lima-repassa-quase-50-das-verbas-da-integracao-nacional-a-prefeituras-baianas%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://www.tribunadaconquista.com.br/v1/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Cárie também envolve fatores genéticos</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 14:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revistas]]></category>
		<category><![CDATA[Cárie]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[fatores genéticos]]></category>

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		<description><![CDATA[A dentista Renata Iani Werneck percebeu que os pacientes que tinham cárie seguiam um padrão da doença presente em quase todas as pessoas da família. Normalmente mãe, irmãos e avós tinham o mesmo problema, ou, ao contrário, famílias inteiras exibiam dentes limpos, protegidos das bactérias que atacam os dentes. Seus pacientes tinham hábitos regulares de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,37460481,00.jpg" alt="" width="300" height="200" />A dentista Renata Iani Werneck percebeu que os pacientes que tinham cárie seguiam um padrão da doença presente em quase todas as pessoas da família. Normalmente mãe, irmãos e avós tinham o mesmo problema, ou, ao contrário, famílias inteiras exibiam dentes limpos, protegidos das bactérias que atacam os dentes.</p>
<p>Seus pacientes tinham hábitos regulares de higiene oral e sua alimentação não era diferente de uma família média brasileira. Por que as cáries gostavam mais de uma família do que de outra? Foi essa pergunta que a levou a estudar a influência genética sobre as cáries em sua tese de doutorado, defendida no fim de fevereiro pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).</p>
<p>Por meio de um modelo matemático, a análise de segregação complexa, ela conseguiu provar que os genes têm, sim, a ver com as cáries. E que pessoas mais suscetíveis têm até nove vezes mais cáries do que as que possuem proteção. &#8220;Eu não consigo saber qual é o gene, mas posso dizer que ele existe, que foi detectado pela análise&#8221;, diz a doutora.</p>
<p><span id="more-15340"></span>Com isso, fica provado que se a sua mãe tem cárie, você tem 50% de chances de sofrer dessa doença também. Na família da própria Renata, mãe e irmã têm uma proteção bem forte, assim como ela, às cáries. Já seu pai, não.</p>
<p>A cárie é uma das três doenças crônicas mais comuns em consultórios dentários, junto com doença periodontal e maloclusão. Ainda hoje, ela afeta de 60 a 90% das crianças em idade escolar e a grande maioria dos adultos. Segundo Renata, duas variáveis ambientais contribuem para a predisposição da doenca: idade e gengivite. Quanto mais novo o paciente, mais proteção e, se ele não tem gengivite, dificilmente terá cárie.</p>
<p>A população escolhida para o estudo foi de 11 famílias estendidas (parentes entre si) da Colônia Santo Antonio do Prata, uma colônia de hansenianos fundada em 1920 no interior do Pará, que permanece isolada até hoje.</p>
<p>Trata-se de 451 indivíduos que têm os mesmos hábitos alimentares e de higiene oral, o que evita que as cáries se propaguem pelos fatores externos. Características como uma dieta rica cariogênicos, baixos padrões de higiene oral e ausência de flúor na água, substância conhecida por agir contra o desenvolvimento da cárie, fez da Colônia Prata uma população particularmente adequada para tal análise epidemiológica genética. &#8220;Sabe-se que a cárie sofre grande influência das variáveis ambientais.</p>
<p>Se a minha amostra tem muita força dessas variáveis, eu não consigo olhar para o efeito genético. Trabalhando com essa população, eu consegui controlar as variáveis antes da coleta dos dados&#8221;, diz. Segundo Renata, apenas 86 pessoas tinham hanseníase e esta doença não influencia na prevalência de cáries.</p>
<p>&#8220;Embora um componente genético para suscetibilidade à cárie já tenha sido demonstrado em pesquisas anteriores, a exata natureza e a extensão deste componente é ainda desconhecida&#8221;, diz ela.</p>
<p>A literatura científica mostrava apenas análises primárias, que apontaram para genes do sistema imunológico e do esmalte dentário como fator do desenvolvimento da cárie. Nenhum estudo havia observado essa relação sob uma análise complexa, como foi a de segregação complexa feita pela dentista. Agora que ela já sabe que existem genes relacionados à doença, irá colher DNA das pessoas que participaram da pesquisa e trabalhar todo o código genético para achar em quais regiões está essa característica. &#8220;Parece meio óbvio que a cárie esteja ligada a genes da dentição. Vamos trabalhar com o genoma humano inteiro&#8221;, afirma Renata.<br />
<strong>Época</strong></p>
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		<title>Beyoncé &#8211; Ela está no comando</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 21:03:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revistas]]></category>
		<category><![CDATA[Beyoncé]]></category>
		<category><![CDATA[cantora]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Época O que explica tamanho sucesso? Por que tanta gente a considera a maior estrela musical desta década? Só seu rebolado não seria capaz de mantê-la por tanto tempo no topo. Para avaliar Beyoncé, primeiro é preciso entender sua trajetória. Seu pai, Matthew Knowles, foi o primeiro a enxergar o talento bruto oculto na garota [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Época</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,35892310,00.jpg" alt="" width="360" height="222" />O que explica tamanho sucesso? Por que tanta gente a considera a maior estrela musical desta década? Só seu rebolado não seria capaz de mantê-la por tanto tempo no topo.</p>
<p>Para avaliar Beyoncé, primeiro é preciso entender sua trajetória. Seu pai, Matthew Knowles, foi o primeiro a enxergar o talento bruto oculto na garota tímida de 7 anos.</p>
<p>Não agiu com cobiça e agressividade, ao estilo de Joe Jackson, pai de Michael Jackson (1958-2009), que dava surras no futuro rei do pop para obrigá-lo a treinar, cantar, moldar-se ao grupo de irmãos. Matthew jamais bateu em sua filha mais velha nem a obrigou a trabalhar.</p>
<p><span id="more-14298"></span>Ao lado de sua mulher, Tina, ajudou Beyoncé a tomar coragem no início de sua formação. Com esse incentivo, ela se inscreveu no show de talentos de sua escola, a St. Mary, em Houston. A canção que escolheu para soltar a voz – precocemente potente – foi “Imagine”, de John Lennon. Foi ovacionada. E ganhou o concurso.</p>
<p>Era apenas o primeiro passo. Formou um grupo com outras cinco amigas que logo seria batizado como Destiny’s Child (Criança Predestinada). Em 1995, seu pai abandonou o emprego na Xerox para dedicar-se em tempo integral a empresariar o grupo. Com uma mistura de balanço negro e crítica à guerra entre os sexos, Destiny’s Child emendou sucessos.</p>
<p>Seu segundo álbum, The writing’s on the wall, de 1999, repleto de canções dançantes, vendeu mais de 7 milhões de discos. A primeira desilusão amorosa de Beyoncé teve impacto em sua vida pessoal e profissional. Amava um garoto que namorou dos 12 aos 19 anos, quando ele terminou com ela. Muitas das letras agressivas escritas por Beyoncé no início da carreira se justificam por essa desilusão.</p>
<p>Entre 2002 e 2004, em meio a rumores de disputas por espaço dentro do grupo, as meninas do Destiny’s Child fizeram uma pausa para tocar projetos solos. Beyoncé alavancou sua carreira com o álbum Dangerously in love (2003), alçado ao topo da Billboard. Foi nesse período que conheceu Jay-Z (leia o quadro) .</p>
<p>Em 2004, o grupo voltou a se reunir. Destiny fulfilled, quarto CD da banda, disparou mais hits, como “Lose my breath” e “Soldier”. Não era só a coreografia sexy das meninas que fazia sucesso. Enquanto outras “girl-bands” igualmente talentosas falavam de desilusão amorosa e da submissão feminina (basta lembrar All Saints com a balada “Never ever” ou Spice Girls com “Holler”), Beyoncé e sua turma afrontavam os homens. Em “Bills, bills, bills”, perguntam: “Você paga as minhas contas?”. Para em seguida responder: “Acho que não”.</p>
<p>Na carreira solo, Beyoncé manteve o hábito de acompanhar as músicas com coreografia, combustível para suas diatribes de mulher independente. Segura de si, faz um inédito contraponto à provocação exibicionista de seu corpo, como se dissesse: “Está vendo o que perdeu?”. Talvez para não chatear o pai, diz que assume uma persona toda vez que sobe ao palco: a da provocante (e provocadora) Sasha Fierce. Ela dá nome a seu mais recente álbum e a sua turnê.</p>
<p>Beyoncé encarna um novo tipo de “girl power”. Como no rap, Beyoncé usa o pop, o soul e o hip-hop para distribuir suas farpas feministas. Mas sem perder a feminilidade. Preconiza a insubmissão com danças sensuais. Quando conheceu Jay-Z, em 2002, encontrou nele um cúmplice libertário. “Crazy in love” (Louco no amor), sobre a igualdade entre os sexos, foi o êxito que cantaram juntos. Beyoncé tem hoje o sucesso que sua colega Britney Spears tinha há dez anos.</p>
<p>Britney chamou a atenção exibindo seus dotes físicos com um discurso pós-feminista, mas que, no fim das contas, beirava a neossubmissão. Beyoncé respondeu à duvidosa estética de Britney na canção “Lose my breath”, que estourou em 2004. A música tem melodia semelhante a “I’m a slave 4 U”, que Britney lançou em 2001.</p>
<p>A batida funkeada e as respirações ofegantes entre os versos são quase idênticas. No entanto, a mensagem que passam são opostas. Enquanto Britney se declara uma “escrava para você”, Beyoncé ameaça: “Estou começando a achar que sou boa demais para você. Todo esse papo, mas parece que você não consegue cumprir”.</p>
<p>Beyoncé assumiu uma modalidade erótica do feminismo. Ela adota clichês machistas – e os reverte contra os homens. É, ao mesmo tempo, mulher objeto, com sua provocação sensual, e sujeito da relação, com seus recados de independência. “É importante que as mulheres conheçam sua força”, disse, numa recente entrevista sobre o disco que originou a turnê.</p>
<p>“É desse poder que estou falando. Minha música é para as mulheres. Gosto dos rapazes, e canto muitas canções sobre homens no meu álbum. Quando você encontra um homem bom, fica com ele. Mas se só vê pela frente menininhos, então precisa lhes dar um corretivo. É o que eu faço.”</p>
<p>A atitude explica muita coisa, mas seria de pouca valia caso Beyoncé não transbordasse talento musical. Ela possui uma voz grave, potente e extensa, qualidades que fizeram os especialistas compará-la às maiores estrelas da música popular americana. Algumas delas – Aretha Franklin, Tina Turner, Whitney Houston e Etta James – são citadas por Beyoncé como influências.</p>
<p>Os críticos mais entusiasmados dizem que ela tem tudo para superar Madonna ou – heresia das heresias – Michael Jackson. “Ela é completa. Eu diria que Beyoncé é um Michael Jackson de saia”, diz Ivete Sangalo, a cantora de maior sucesso do Brasil, cuja empresa investiu nos shows de Beyoncé aqui.</p>
<p>Em 20 anos de carreira, Beyoncé emplacou nove sucessos na parada da Billboard (leia o quadro abaixo) e já ganhou 16 prêmios Grammy. Nessa escala de reconhecimento, só está lhe faltando um Oscar. Já foi elogiada por sua atuação em diversos filmes, entre eles Dreamgrils – em busca de um sonho (2006) e Cadillac Records (2008). Neste, interpretou a jovem Etta James, que, a certa altura, sofre uma overdose de heroína.</p>
<p>“Foi uma cena difícil porque eu nunca usei drogas”, disse Beyoncé. Ela espera surpreender com outro papel dramático, de Sharon, uma mulher traída no thriller Obsessiva, com estreia no Brasil prevista para julho. Eclética como ela só, diz que gostaria também de atuar como Bond girl.</p>
<p>Beyoncé também se caracteriza pelo que não faz. Ela nunca se autodenegriu como Britney Spears, nunca foi manchete de jornais pelas brigas com o namorado (como Rihanna), nunca se meteu em polêmicas (como Madonna). É impressionante como ela faz sucesso em todas as iniciativas – do casamento ao cinema, da dança à música.</p>
<p>Não é só o talento, inquestionável. Sobre Beyoncé, no mundo pop, aplica-se o mesmo segredo de sucesso do então candidato a presidente dos Estados Unidos Barack Obama. “Eu falo, e cada pessoa me interpreta do jeito que mais lhe convém.” Beyoncé parece cantar – para homens, mulheres, gays, adolescentes, negros, brancos – tudo o que eles querem ouvir.</p>
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		<title>Em busca de um candidato</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 20:19:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Da redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revistas]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[IstoÉ Desde 1989, era fácil para os movimentos sociais escolherem um candidato a presidente. O nome de Luiz Inácio Lula da Silva reunia todas as expectativas daqueles que defendem as bandeiras socialistas ou lutam por questões caras às minorias. Depois de dois mandatos, porém, o PT – pela primeira vez na história do País – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>IstoÉ</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_3401339941413355.jpg" alt="" width="338" height="212" />Desde 1989, era fácil para os movimentos sociais escolherem um candidato a presidente. O nome de Luiz Inácio Lula da Silva reunia todas as expectativas daqueles que defendem as bandeiras socialistas ou lutam por questões caras às minorias.</p>
<p>Depois de dois mandatos, porém, o PT – pela primeira vez na história do País – já não forma mais o consenso justamente entre aqueles que, há 30 anos, desenharam o mapa de seu DNA. Se algum dado pode mitigar  esse desgaste da legenda, lá vai: nemo PT nem qualquer outro partido. Os movimentos sociais iniciam a campanha de 2010 divididos.</p>
<p>Dirigentes de várias organizações ouvidos reclamam de falta de diálogo em torno de propostas para o País e do distanciamento dos candidatos ao Palácio do Planalto. “Muita gente está defendendo o voto nulo”, revela dom Tomás Balduíno, representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) – entidade que, desde sua origem, é quase um sinônimo de PT.</p>
<p><span id="more-14295"></span>Dom Tomás é avesso aos projetos do PSDB de José Serra, mas também não vê sentido em se alinhar à candidatura da ministra Dilma Rousseff. “A posição do pessoal é não votar na candidata do Lula, pois não há diferença com o governo do Fernando Henrique Cardoso”, diz.</p>
<p>Além da decepção por assistir Lula sustentar o que consideram o mesmo programa econômico “neoliberal” de FHC, os movimentos sociais têm pouca identificação com Dilma – coisa que com Lula ocorria de forma natural. No Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), muitos que sempre estiveram abraçados a Lula não têm nenhum diálogo com Dilma.</p>
<p>“Não conheço a Dilma pessoalmente”, diz Gilmar Mauro, um dos principais ideólogos do MST. “Nas reuniões com o Lula, ela nunca participava.” O coordenador nacional, João Pedro Stédile, deve participar da elaboração de uma pauta única de reivindicações dos movimentos sociais e das centrais para ser entregue aos candidatos.</p>
<p>Entre alguns militantes do MST, há muitos que votam em Marina Silva. O descontentamento na CPT, no MST e no Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) tem origem nas obras do PAC, principalmente nas hidrelétricas, que segundo eles expulsam ribeirinhos, índios e sem-terra.</p>
<p>A autorização para a construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu, por exemplo, foi comparada nos sites do MST e do MAB a “mais um presente” do governo Lula para as construtoras. O MST também reclama do pouco avanço da reforma agrária e da disseminação dos transgênicos. Nas centrais sindicais, o quadro é semelhante. No dia 27 de janeiro, Lula reuniu-se com a cúpula do PDT e ouviu reclamações.</p>
<p>“Dilma, você não é o Lula, você tem que se aproximar dos trabalhadores, você está distante dos trabalhadores, dos movimentos sociais”, pediu o deputado Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, que reúne 12 milhões de trabalhadores.</p>
<p>“Mas eu já fui à Força Sindical”, respondeu Dilma. “Pôxa, já faz mais de um ano.” A ministra fez um mea-culpa: “Eu estou longe do movimento social mesmo.” Ela prometeu que após o Carnaval vai visitar as centrais e as sedes dos movimentos sociais. Há dificuldade de unificar a Força porque o vice-presidente, Melquíades de Araújo, é ligado ao tucano Geraldo Alckmin e defende o apoio a Serra.</p>
<p>Na União Geral dos Trabalhadores, o presidente Ricardo Patah, que no passado chegou a ser vaiado entre os pares por apoiar Lula abertamente, agora prega uma consulta a todos os candidatos. “Vamos conversar com o Serra e a Dilma, em torno de um projeto de inclusão social e uma revolução na educação”, diz Patah. “Queremos discutir política de salário mínimo, terceirização e lucro de resultados.”</p>
<p>A única central que defende voto só em Dilma abertamente é a Central Única dos Trabalhadores (CUT), com sete milhões de filiados. “Sabemos quem não queremos de volta”, diz o presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos. Com a intenção de atrair seus tradicionais aliados, o governo abriu o saco de bondades.</p>
<p>O Incra fechou convênio com a Confederação de Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil, investigada por desvio de recursos públicos. O vencimento do convênio é só em 2012. O Ministério da Saúde presenteou o MST com uma participação no Grupo da Terra, para formular políticas para o campo. Detalhe: mesmo sem CNPJ, o MST está na portaria publicada em dezembro no “Diário Oficial da União”.</p>
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