‘Revistas’
Sanitário seco faz sucesso entre ambientalistas
Época
O vaso sanitário como o conhecemos pode estar com os dias contados. Se depender de um grupo de ecologistas que está fazendo barulho contra as privadas atuais, no futuro nenhuma gota de água será desperdiçada e, como bônus, todos terão fertilizante grátis para o jardim. Como? Simples.
Vá ao banheiro, faça o que precisa ser feito e, em vez de dar a descarga, carregue uma pá com serragem para despejar no fundo do vaso sanitário. Em condições ideais de umidade e temperatura, essa mistura vai se decompor e virar adubo dentro de um compartimento sob a própria privada.
“O único problema contra a compostagem humana é o preconceito”, diz o escritor e marceneiro americano Joseph Jenkins, de 57 anos, principal porta-voz do “sanitário seco”, também conhecido como “sanitário de compostagem” (o nome técnico da decomposição de matéria orgânica para a produção de adubo). Jenkins ficou conhecido como Mr. Humanure (trocadilho com human, “humano”, e manure, “excremento”).
Falta de sono pode levar a depressão
Veja
Adolescentes que dormem pouco estão mais suscetíveis a depressão e pensamentos suicidas. A observação é de um estudo do Centro Médico da Universidade de Columbia, em Nova York, publicado neste sábado na revista Sleep.
A pesquisa analisou 15.500 pacientes na faixa etária dos 12 aos 18 anos, na década de 90. A cada 15 pacientes, um estava deprimido.
Os estudiosos observaram que aqueles que iam dormir depois da meia-noite tinham 24% mais chance de ter depressão e estavam 20% mais propensos a desenvolver pensamentos suicidas do que os que iam se deitar antes das 22h.
Frutas na entrada, no prato, na bebida e até no café
Época
Por que as frutas secas só ganham atenção especial no fim do ano, se elas são vendidas durante o ano todo? E por que as frescas são usadas mais no verão do que em outras estações, se o Brasil oferece uma ampla variedade o ano inteiro?
Se você não sabe responder, a reportagem pode lhe servir de inspiração para criar, a partir das delícias aqui apresentadas, novas entradas, pratos principais, sobremesas, sucos, drinks e até cafés em sua casa em qualquer época do ano.
“Adoro usar frutas na minha cozinha. Eu gosto de misturar notas no mesmo prato, essa coisa de vir um sabor, depois outro. O contraste fica mais rico, equilibra o picante e o salgado e aguça o paladar”, explica a chef Flávia Mariotto, da Mercearia do Conde, em São Paulo.
Dilma Como Ela É
IstoÉ
Cansada de seguir as recomendações dos gurus do marketing para que se mostre uma pessoa mais simpática e afável, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT a presidente, decidiu aparecer para o público como ela mesma.
O primeiro passo foi tirar a peruca, depois de sete meses. Ela usava o acessório desde maio, quando o cabelo começou a cair por causa da quimioterapia para o tratamento de um câncer linfático. Em solenidade no Itamaraty na segunda-feira 21, Dilma estreou, em público, seus cabelos naturais, de fios curtos e castanho-escuro.
O novo visual é também um gesto de afirmação da forte personalidade da ex-guerrilheira. Em conversas com assessores nos últimos dias, a ministra decidiu que não se deixará mais moldar pelos mandamentos do marketing político. “Cansei de tentar ser outra pessoa. Vou ser quem eu sou”, disse ela.
Entrevista: Marcelo Tas “Meu guru é o Chacrinha”
IstoÉ
Ao longo de quase 30 anos de carreira, Marcelo Tristão Athayde de Souza construiu uma das histórias mais respeitáveis da televisão brasileira.
Criou o “Rá-Tim-Bum” e transformou a forma como as crianças brasileiras consomem televisão. E, desde março de 2008, é a força-motriz do “CQC”, programa jornalístico-humorístico produzido pela TV Bandeirantes.
Isto é – Como você descobriu a linguagem do vídeo?
Marcelo Tas – Foi nos anos 80, em uma noite muito enfumaçada no Lira Paulistana, teatro que existia em São Paulo. Havia algumas tevês ligadas no meio da festa – algo que eu nunca tinha visto. Perguntei que canal era aquele e ouvi a palavrinha mágica: “Isto é vídeo.” Foi ali que o bichinho me pegou. Achei esquisitíssimo e logo descobri quem eram os caras que tinham feito aquilo – os diretores de cinema e tevê Fernando Meirelles, Paulo Morelli, Tonico Mello e Renato Barbieri.
Isto é – E juntou-se a eles?
Marcelo Tas – Eu fazia teatro com o Antunes Filho, além de engenharia e comunicação na USP. O Fernando (Meirelles) queria fazer ficção, passou a ir aos ensaios da companhia e começamos a nos aproximar. Colocávamos a câmera no teto do estúdio, escrevíamos textos malucos e experimentávamos todo tipo de linguagem.
Público do cinema nacional aumenta cerca de 80 % em 2009
Época

Se eu fosse você 2
De acordo com estimativas do Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro, o público dos filmes brasileiros cresceu cerca de 80% em relação a 2008 . Esses dados apresentam o resultado parcial da bilheteria. Os números finais, com o consolidado de todo o ano, serão divulgados na segunda quinzena de janeiro.
Segundo a entidade, até o mês de novembro, cerca de 102 milhões de pessoas passaram pelos cinemas em 2009, gerando uma renda bruta de R$ 877 milhões.
Os filmes nacionais tiveram um público de 15.670.000 contra 8.821.000 de 2008, representando 15% do público total. Em relação à bilheteria, os filmes nacionais foram responsáveis por 14,7% da renda bruta com R$ 129,3 milhões. Em relação aos estrangeiros, 86,3 milhões de espectadores prestigiaram os lançamentos de 2009, gerando uma renda bruta de R$ 747,7 milhões.
Os ricos têm grana, os pobres, pressa
CartaCapital
Os mais de 5 mil jornalistas reunidos em Copenhague fazem o jogo previsível de amplificar vazamentos de informação em busca de manchetes.
É muito difícil, neste momento, saber o que os países realmente querem e o que estão levando apenas como moeda de troca nas negociações.
Em reuniões fechadas, pequenos grupos de diplomatas trabalham para construir propostas que agradem às nações desenvolvidas, que terão de pagar a conta, e os pobres, que já estão lidando com os impactos mais extremos das mudanças climáticas.
Além dos números financeiros, há outro que circula pelos corredores: 360 milhões de seres humanos vão morrer nas áreas de maior risco, caso a temperatura do planeta aumente apenas 2 graus, em média.
A pulseirinha do sexo
Época
São pulseiras comuns, que qualquer garota usaria para ir ao colégio, feitas de silicone, em cores vibrantes e de aparência inocente.
Mas nos últimos dias passaram a deixar muitos pais preocupados com rumores sobre seu verdadeiro significado.
Segundo um modismo que surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil recentemente, arrebentar a pulseira de determinada cor obrigaria o portador da pulseira a se submeter ao ato correspondente àquela cor. Pulseira amarela, por exemplo, equivaleria a um abraço. Pulseira preta, a sexo.
Um terço dos brasileiros com ensino superior não são plenamente alfabetizados
Época
Se você consegue ler e interpretar um texto como este, você faz parte de uma elite no Brasil: o seleto grupo dos plenamente alfabetizados.
Segundo a pesquisa Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgada pelo Ibope nesta semana, apenas 25% da população brasileira se enquadra nesta categoria – e o número não deve crescer tão cedo.
Realizada desde 2001, a pesquisa avalia a capacidade de leitura de textos e aplicação de operações matemáticas básicas de brasileiros entre 15 e 64 anos. Neste ano, foram entrevistadas 2.000 pessoas em regiões rurais e urbanas de todo o país.
Qual o tamanho de Ciro?
IstoÉ
Nas pesquisas mais recentes de intenção de voto para a sucessão do presidente Lula, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) continua bem cotado. Isolado, seu nome só fica atrás do do governador José Serra e da ministra Dilma Rousseff.
Mas, na simulação do Instituto Sensus em que Ciro aparece como candidato em um cenário em que o candidato do PSDB é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, seu desempenho é ainda melhor.
De acordo com a pesquisa, neste momento, Ciro chegaria na dianteira no primeiro turno, bem à frente da dobradinha Dilma-Michel Temer.
Portanto, a crer nas pesquisas, o apoio e a companhia de Ciro podem ser valiosos na eleição de 2010.
Para o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, Ciro vale quanto pesa e a razão é simples: “Ciro tem um grande currículo. Foi duas vezes governador do Ceará, ministro da Fazenda, ministro da Integração Social e duas vezes candidato a presidente da República.”
Exercícios físicos não compensam danos causados pelo álcool, diz estudo
Época
O exercício físico pode ser uma boa alternativa para ajudar a curar uma ressaca, mas ele não é capaz de deter os danos causados pela bebida ao longo dos anos. Essa é a conclusão de uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde da Inglaterra.
O estudo – feito com 2.421 adultos – mostrou que quase 60% dos bebedores da Inglaterra praticam exercícios regularmente. A pesquisa também constatou que uma em cada cinco pessoas bebe mais que o dobro da quantidade diária recomendada (para as mulheres, isso seria dois pequenos copos de vinho e, para os homens, três).
O objetivo do governo inglês é fazer uma campanha para conscientizar as pessoas de que, apesar da atividade física fazer você se sentir melhor, ela é incapaz de reduzir os danos causados pelo excesso do consumo de álcool.
Ser ou não ser candidato a presidente
IstoÉ
Nas duas últimas décadas o País respira democracia e, dentre outras coisas, a sucessão de eleições diretas ensinou aos brasileiros que muitas vezes os candidatos que partem para a disputa eleitoral com larga vantagem tendem a perder votos no meio do caminho.
Foi assim com Leonel Brizola em 1989, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em duas ocasiões e mais recentemente com Geraldo Alckmin e Marta Suplicy em São Paulo.
A considerar as últimas pesquisas de intenção de votos para a sucessão de Lula em 2010, o fenômeno parece se repetir. Segundo levantamento da CNT-Sensus, o governador paulista, José Serra (PSDB), précandidato a presidente desde 2006, contava com 46,5% das intenções de voto em dezembro do ano passado e, na última semana, esse índice despencou para 31,8%. “É evidente que as pesquisas tratavam de cenários diferentes, pois hoje temos candidaturas que ainda não se colocavam no fim do ano passado.
O Lampião tupinambá da Bahia
O riso é estridente, quase debochado. Enquanto ri, Rosivaldo Ferreira da Silva, de 35 anos, chacoalha todo o corpo, a fileira de dentes de boi que carrega no pescoço e o cocar de penas na cabeça.
A irreverência e a simpatia contrastam com a descrição feita pela Polícia Federal das ações e do caráter de Rosivaldo, ou Cacique Babau, como ele é conhecido no sul da Bahia. Sobre a mesa do delegado federal Cristiano Barbosa, a pasta intitulada Dossiê Cacique Babau dá a dimensão das façanhas atribuídas a Rosivaldo.
São ao menos dez inquéritos, em cerca de 500 páginas, que incluem acusações de sequestro, furto, invasão de propriedade privada, incêndio criminoso, porte ilegal de armas, ameaça, formação de quadrilha.
Babau é um dos líderes do grupo de 3 mil pessoas que se autointitulam tupinambás, os primeiros índios com quem Pedro Álvares Cabral travou contato ao desembarcar em terras brasileiras. Desde 2004, ele e seu bando já invadiram 20 fazendas na região da Serra do Padeiro, localizada entre os municípios baianos de Ilhéus, Buerarema e Una.
Maternidade atrás das grades
IstoÉ
O pequeno e calmo G*, de apenas 9 dias, nem abre os olhos durante o passeio no colo da mãe, Carla, numa manhã de sol em um pátio de paredes cor-de-rosa. Y, 12 dias, mama com vontade, enquanto Francislaine acaricia o cabelo macio da filha recémnascida.
Sorridente e esperta, M.L., 1 ano e 2 meses, faz gracinhas para Wagnéia, que, em troca, enche a menina de beijos e abraços. Doces cenas entre mulheres e seus bebês, que remetem a um dia tranquilo num parque ou numa praça ensolarada.
Mas, na verdade, elas estão num lugar onde ninguém gostaria de criar um filho: um presídio. Por sorte, são detentas do Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Inaugurada em janeiro, é a primeira unidade do País com condições dignas de receber presas com filhos de até 1 ano. Uma iniciativa que faz do Estado pioneiro de um movimento pela humanização dentro do sistema prisional brasileiro, abarrotado com cerca de 30 mil mulheres num total de 470 mil confinados.
O número de presas cresce 11% ao ano, enquanto o de homens aumenta a um ritmo de 4%. A expansão da população carcerária feminina trouxe o desafio evidente de lidar com cada vez mais detentas grávidas ou com filhos pequenos.
Com 47 mulheres acompanhadas de seus bebês, o Centro de Referência é livre de celas e grades nos seus quatro mil metros quadrados cercados por árvores. São alojamentos com até oito camas e oito berços, que permanecem de portas abertas, dando acesso à brinquedoteca, aos banheiros, à área para banho de sol, ao espaço com tevê. Nas paredes, fotos da família – inclusive de outros filhos – e desenhos de personagens infantis como decoração.
Peso e etnia influenciam comportamento sexual de garotas
Época
A etnia de uma adolescente e seu peso (real ou a percepção que ela tem dele) desempenham um importante papel em seu comportamento sexual, principalmente nas relações de risco.
É o que sugere um estudo da Universidade de Pittsburgh publicada na Pediatrics, segundo o site ScienceDaily. Das cerca de 7.200 garotas que responderam à pesquisa em 2005, metade disse nunca ter tido relações sexuais.
Das garotas sexualmente ativas, as com sobrepeso, ou que pensavam estar acima do peso, usavam menos camisinha do que as que tinham peso normal. As meninas abaixo do peso também eram menos propensas a usar preservativo.
O estudo também mostra que as origens étnicas influenciam a atividade sexual das meninas e seu grau de risco.
As de origem caucasiana que acreditavam estar abaixo do peso eram mais propensas a ter relações sexuais, tendo quatro ou mais parceiros.
O Brasil comemora duas décadas de eleição direta para presidente
IstoÉ

1989 De punhos cerrados, Collor travou uma batalha sem limites na eleição mais disputada da história
Seis dias após a queda do Muro de Berlim, os brasileiros também realizaram um sonho de democracia. Foi realizada no dia 15 de novembro de 1989 a primeira eleição direta para presidente da República desde 1960.
Esse direito, cassado pela ditadura militar em 1964, foi restaurado com muita luta. Milhões saíram às ruas em todo o País pelas Diretas-Já em 1985, confiando no desgaste do regime autoritário, mas viram o anseio ser derrotado no Congresso, que se dobrou à pressão dos militares.
Três anos depois, a Constituinte de 1988 restabeleceu o direito elementar. Em meio ao otimismo, acreditava-se que o exercício pleno da cidadania funcionaria como uma vara de condão mágica capaz de eliminar todas as mazelas da política nacional.













