‘Revistas’
Um manual para ajudar o homem a cuidar da saúde de maneira correta
Época
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) lança no próximo sábado, dia 7, um manual de urologia que explica as principais doenças e alerta a população para tratamentos ligados à área que não têm qualquer respaldo científico.
O Manual de Boas Práticas Urológicas, que terá uma tiragem de 500 mil exemplares, será apresentado no 32º Congresso Brasileiro de Urologia que acontece em Goiânia, entre os dias 7 e 11 de novembro.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, José Carlos de Almeida, um dos autores do livreto, o manual tem como objetivo principal apresentar a especialidade para a população.
“A sociedade em geral não sabe o que um urologista faz e qual a abrangência dessa especialidade”, diz .
Elaborado com uma linguagem educativa, o material deve ajudar o paciente a identificar os sintomas das doenças mais comuns do universo urológico, como pedras do rim, incontinência urinária e o câncer de próstata.
A estranha ascensão de Marcola
Solange Azevedo – IstoÉ
A história do autoproclamado Primeiro Comando da Capital (PCC) – facção que domina os presídios paulistas e ordena crimes nas ruas – já foi contada centenas de vezes em reportagens e livros.
Uma informação valiosa sobre as sucessivas disputas internas da quadrilha, no entanto, até agora havia passado despercebida e estava condenada a empoeirar nos escaninhos da Justiça: foi Ana Maria Olivatto, ex-mulher e advogada de Marcos Willians Herbas Camacho – o poderoso “Marcola” -, quem forneceu o número do celular de César Augusto Roriz Silva, um dos fundadores do PCC, para a polícia grampear.
Conhecido como “Cesinha”, ele e outros importantes na hierarquia bandida tinham sido levados para cadeias fora de São Paulo. O ano era 2002. E o governo paulista acreditava que, com os líderes distantes, a facção morreria. Um engano. Espalhados pelo País, eles se associaram aos criminosos locais. Por telefone, continuaram comandando o PCC.
O príncipe do PAC
IstoÉ
Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Sil va foi ao Rio de Janeiro, em maio, para entregar 56 unidades habitacionais a moradores do morro do Alemão, na zona norte da cidade, um jovem perfumado garantiu à comitiva presidencial que até setembro de 2010 entregaria todas as obras prometidas pelo governo na comunidade: mais de mil apartamentos e um teleférico.
O autor da promessa é Fernando Cavendish Soares, dono da Delta Construções, que toca as obras do Alemão, no valor de R$ 623 milhões.
A data que ele escolheu para entregar os apartamentos é estratégica: um mês antes das eleições. Em retribuição, o empresário ganhou um lugar na foto oficial, logo atrás do prefeito do Rio, Eduardo Paes. Cavendish é hoje o homem que mais recebe dinheiro da União em contratos de obras civis.
Guerrilha virtual
Veja
As eleições de 2010 contarão com um campo de batalha novo que pode tanto ajudar a esclarecer como confundir os eleitores e acirrar ainda mais a disputa entre os candidatos: a guerrilha virtual.
Na Bahia, um vídeo de cerca de dois minutos azedou de vez as relações pouco amistosas entre o governador Jaques Wagner e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, prováveis adversários na disputa estadual do ano que vem. Intitulado Quero Morar na Propaganda do Governo da Bahia, o filme se transformou em hit na internet. Postado há apenas duas semanas, já foi visto por mais de 40 000 pessoas.
É uma bem-humorada e aparentemente ingênua crítica à propaganda oficial do governo da Bahia. “Quero morar na propaganda do governo da Bahia / Lá é tudo maravilha / Tão diferente do que vejo no meu dia a dia”, repete o refrão de um samba, enquanto imagens supostamente reais do dia a dia se contrapõem à versão edulcorada da propaganda oficial exibida na televisão. O vídeo foi postado anonimamente, impedindo que seus autores possam ser identificados e punidos, eventualmente, por antecipar a disputa eleitoral.
Crematório transforma cinzas em esculturas
Época
O Dia de Finados, no dia 2 de novembro, será diferente para dez famílias de Curitiba. Em vez de missa, como de costume, os familiares dos mortos terão uma experiência diferente: o Crematório Vaticano vai apresentar às famílias onze obras de artes feitas com as cinzas de seus parentes.
Segundo a diretoria do Crematório, a intenção do projeto é aproximar as pessoas de seus entes queridos.
“Percebemos que muitas pessoas não querem se desfazer das cinzas totalmente. Querem ter algo por perto. Então por que não ter uma obra de arte em vez de uma urna com as cinzas?”, diz Mylena Cooper, diretora do local.
As obras – esculturas e telas – foram feitas por sete artistas plásticos que tiveram o cuidado de adequar a criação ao gosto de cada morto. O artista João Moro, por exemplo, prepara uma tela com motivo sacro. O escultor Tony Reis produz três esculturas de cunho religioso e fundamentadas nos amores e desejos dos “donos” das cinzas.
E o presente chegou
CartaCapital
Em outubro de 2008, o clima da festa de premiação das Empresas Mais Admiradas no Brasil era de perplexidade e aturdimento. Há poucas semanas, ruíra o muro do neoliberalismo. O fantasma de 1929 assombrava.
Só uma voz otimista se fez ouvir, a de Lula. No discurso de encerramento do evento, o presidente comemorou o crescimento de 5% previsto para 2008 e exortou os empresários a apostarem no País. Foi o ensaio do termo “marolinha”, que tanto debate provocaria no primeiro semestre.
Marolinha talvez não tenha sido, como lembrou Mino Carta, diretor de redação de CartaCapital, mas o Brasil mostrou uma capacidade inédita de se destacar em meio a uma crise que se espalhou por todo o globo. Em mais uma noite de festa das mais admiradas, realizada na segunda-feira 19, em São Paulo, ficou claro que o empresariado nacional superou a apreensão.
De quem é o TCU?
IstoÉ
Na terça-feira 20 o Tribunal de Contas da União (TCU) viveu um dia de festa. Entre fileiras de pomposos Dragões da Independência, um tapete vermelho foi estendido para receber o mais novo ministro do tribunal, José Múcio (PTB).
Concorrida como poucas, sua posse foi prestigiada por governadores de todos os matizes políticos, ministros de Estado e lideranças da base aliada e da oposição.
O clima de cordialidade que marcou o evento não conseguiu, no entanto, disfarçar a guerra que vem sendo travada pelo controle do órgão responsável por fiscalizar as contas públicas. Setores do governo acusam o tribunal, em que a maioria dos ministros militou na oposição, de politizar a sua atuação.
Ministério da Saúde e CNBB vão trabalhar juntos no combate à aids
Época
O Ministério da Saúde e a CNBB anunciaram nesta quinta-feira (22) uma parceria para o combate do contágio do vírus da aids.
A ideia principal do projeto é usar os agentes pastorais para conscientizar a população da importância do diagnóstico precoce da doença. Inicialmente, a ação vai acontecer em cinco capitais: Manaus, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e João Pessoa.
De acordo com o diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Eduardo Luiz Barbosa, os agentes pastorais terão o papel de multiplicadores de informação. “A Igreja Católica tem uma grande capacidade de alcançar, não só os fiéis, mas também toda a comunidade em torno das igrejas e paróquias”, diz.
Segundo ele, os agentes já estão capacitados para informar a população sobre como fazer o teste e onde buscar tratamento. A Pastoral da Aids, por exemplo, está presente em 142 das 272 dioceses do Brasil e possui 13 mil agentes envolvidos no trabalho de acompanhamento das pessoas com HIV e seus familiares. Na Pastoral da Criança são 260 mil agentes e na da Saúde 80 mil.
Os “Judas” da caravana da ministra
Veja
No evangelho político do presidente Lula, se Judas Iscariotes, o apóstolo traidor, fosse brasileiro, Jesus Cristo teria de fazer com ele uma aliança tática para governar. A analogia é estranha, mas deriva de uma receita testada nos últimos anos pelo próprio presidente.
Para garantir uma maioria folgada no Congresso, Lula lançou-se nos braços dos fariseus históricos da política brasileira. Dá-lhes cargos, verbas e visibilidade. Em troca, recebe apoio e proteção.
Apesar dos escândalos que fraternidades assim estão fadadas a produzir – e já produziram aos borbotões –, os altíssimos índices de popularidade do governo sustentam a convicção oficial de que esse é o caminho certo, o modelo mais apropriado para viabilizar ambiciosos projetos de poder.
Os ministros na malha fina
IstoÉ

Guido Mantega Ministro da Fazenda
Depois de ameaçados com o atraso da restituição do Imposto de Renda, os contribuintes comemoraram na última semana o recuo do governo, que decidiu honrar o calendário de pagamento.
Além do alívio, descobriram que o Leão hoje faz vítimas até no mais alto escalão do Executivo. Quase um terço dos ministros está enfrentando dor de cabeça com a Receita Federal. Eles caíram na malha fina, da mesma forma que cerca de 1,5 milhão de brasileiros, que cometeram erros ao preencher o formulário do IR.
Há centenas de motivos para declarações do Imposto de Renda serem glosadas, desde um simples erro de digitação até uma sonegação monstruosa. Mas o certo é que as garras do Fisco alcançaram ministros, entre eles, o da Fazenda, Guido Mantega, ao qual a Receita é subordinada. “Cair na malha fina não é nenhum pecado. O ministro pode cair, o presidente da República, seja lá quem for”, alega Mantega.
Bin Laden batia nos filhos e gostava de plantar girassóis, diz livro
Época
O livro Growing up Bin Laden traz novidades sobre a vida deste que é o terrorista mais procurando do mundo.
Escrito pela primeira mulher de Osama bin Laden, Najwa, e Omar, o quarto filho do casal, a obra será publicada em breve no Reino Unido e teve parte de seu conteúdo antecipado pela edição deste sábado do jornal britânico The Daily Telegraph.
De acordo com a publicação, Bin Laden batia nos filhos e gostava de carros rápidos, plantar girassóis e acompanhar a programação da emissora britânica BBC.
Najwa se casou aos 15 anos com Bin Laden, que é seu primo e na época tinha 17. O casal teve sete filhos, entre eles Omar, e quatro filhas. Ao longo dos anos, o terrorista se casou mais cinco vezes. As esposas viviam em casas estilo espartano na Arábia Saudita.
Mas, depois que ele se exilou no Sudão, elas se mudaram para o país, onde, segundo o livro, são impedidas de usar qualquer aparelho que use eletricidade.
Um brinde à felicidade
Veja
Os benefícios do consumo moderado de álcool para a saúde do coração, o controle do stress e, enfim, para uma vida mais longeva vêm sendo repetidos à exaustão desde a década de 70.
À lista das benesses oferecidas por alguns goles de vinho no almoço ou uma dose de uísque depois de um dia exaustivo de trabalho, pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega acabam de incluir um novo item: a incidência de depressão é menor entre homens e mulheres que bebem com parcimônia.
Publicado na revista científica Addiction, o trabalho avaliou os hábitos alcoólicos de 38 000 pessoas durante duas semanas.
Em seguida, fez-se o cruzamento dessas informações com a incidência de sintomas depressivos naquele mesmo grupo de pessoas.
A conclusão foi que a probabilidade de alguém que nunca bebe nada sofrer de depressão é 50% maior do que a de alguém que bebe com moderação.
Laranjas. E abacaxis
CartaCapital
A invasão da fazenda da Cutrale por integrantes do MST e a destruição de milhares de pés de laranja, em rede nacional, não poderiam ter ocorrido em pior hora para os sem-terra.
Os aliados da base governista haviam conseguido deter a criação da CPI para investigar o repasse de verbas públicas ao movimento, mas a ação na fazenda em Borebi, interior de São Paulo, teve o poder de inverter o jogo. Os ruralistas voltaram ao ataque e recolheram as assinaturas necessárias para instalar a comissão de inquérito.
Não só. Com apoio do PT e do governo, os ruralistas conquistaram, na quarta-feira 14, o comando da comissão que vai reformar o Código Florestal Brasileiro. A comissão vai analisar ao menos seis projetos de lei, entre eles a proposta de um novo Código Ambiental, com regras mais flexíveis e menos controle do Estado sobre a legislação.
Fraldas na prisão
Piauí

“Procedimento! Procedimento!”, grita a agente penitenciária para dentro da carceragem, enquanto destranca a porta e dá passagem para Andrea Neves, irmã e braço forte do presidenciável governador de Minas Gerais, Aécio Neves.
Comandante de fato da área de comunicação do governo mineiro, Andrea é a guardiã da imagem política do irmão. Por isso materializou-se na obra mais cintilante do serviço penitenciário do estado, que porta o nome politicamente correto de Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade.
Trata-se da primeira e única unidade prisional do país a se enquadrar no artigo 2º da resolução nº 3 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, cuja redação não poderia ser mais macarrônica: “Deve ser garantida a permanência de crianças no mínimo até um ano e seis meses para as(os) filhas(os) de mulheres encarceradas junto as suas mães.” Traduzindo: até os 18 meses de vida todo bebê deve ficar junto com a mãe presa.
Nações ricas negociam o fim do Tratado de Quioto
Época
A ideia de extinguir o Tratado de Quioto – proposta pela Austrália e apoiada pelo Japão e pelos EUA – marcou o término da última reunião mundial para definir estratégias de enfrentamento das mudanças climáticas, nesta quinta-feira, em Bancoc, na Tailândia.
A reunião foi coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e contou com a participação de representantes de 190 países. A justificativa para a proposta de acabar com o Tratado é que ele não foi eficaz como instrumento de combate às mudanças climáticas. O Acordo de Quioto prevê que as nações ricas reduzam suas emissões de gases que aquecem o planeta em 5%, até 2012, mas nunca contou com o apoio de grandes poluidores, como os EUA.
Outro problema é que ao invés de reduzir as emissões, muitas das nações signatárias do Tratado as aumentaram nos quatro anos de existência. A Austrália propõe que um novo acordo seja estabelecido para substituir o de Kyoto.
Após fraude no Enem, estudantes estão de volta às ruas
IstoÉ
Quando arquitetaram o roubo da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os fraudadores jamais poderiam imaginar que estavam detonando uma bomba política.
A primeira consequência foi a desmoralização de um dos principais alicerces do projeto educacional do governo federal, causando um prejuízo de cerca de R$ 35 milhões, que provocou críticas da oposição.
A segunda reflete a indignação dos 4,1 milhões de inscritos no exame: o surgimento da Nova Organização Voluntária Estudantil (Nove), um movimento autointitulado apartidário, pacifista e ativo que, a despeito de seus adjetivos, ganha importância por ser um contraponto às tradicionais União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).













