‘Revistas’
‘Nunca acreditei no fracasso’ diz Protógenes
Carta Capital
No dia 7 de setembro, durante as comemorações do 187º aniversário de Independência do Brasil, o delegado Protógenes Queiroz vai se filiar a um partido político e se preparar para concorrer, em 2010, a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Em estado de graça desde a apresentação da nova denúncia contra o banqueiro Daniel Dantas, em 6 de julho, a dois dias do primeiro aniversário da Operação Satiagraha, Queiroz decidiu reforçar o número de viagens e palestras (mais de cem, em um ano) que faz País afora.
CartaCapital: O senhor foi afastado, primeiro, do comando da Operação Satiagraha, depois, das funções de delegado. Em algum momento, achou que aquele trabalho de investigação iria fracassar?
Protógenes Queiroz: Nunca acreditei que todo o esforço de investigação da Satiagraha, ao longo de quatro anos, fosse fracassar. Sempre acreditei na capacidade técnica dos meus companheiros da Polícia Federal, apesar de muitos lá dentro terem sofrido os mesmos problemas que sofri.
Palácio da discórdia
IstoÉ

Janelas empoeiradas, tapumes e uma cratera com sete metros de profundidade chamam a atenção de quem passa pelo Palácio do Planalto. O edifício símbolo do poder presidencial entrou em reforma há apenas um mês, mas a obra já virou alvo de ações judiciais devido a um pedido de crédito suplementar de R$ 118,2 milhões e ainda corre risco de ser paralisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Parte da construção – o estacionamento – foi embargada há uma semana pelo governo do Distrito Federal (GDF) sob a alegação de que o terreno é de propriedade pública. A empreiteira Porto Belo abriu um enorme buraco para construir uma garagem de dois pavimentos, com passagens subterrâneas. O risco de que a reforma descaracterize o conjunto urbanístico da capital, tombado pelo patrimônio histórico, levou o Ministério Público a instaurar um inquérito.
Gugu: ‘Eu não importava mais para o SBT’
Veja
Na segunda-feira, Gugu Liberato e Silvio Santos tiveram uma reunião de mais de duas horas no SBT. O objetivo do encontro – o primeiro entre ambos desde que Gugu concretizou sua transferência para a rival Record, há três semanas – era resolver um impasse.
Como o contrato com a emissora de Silvio só expiraria em março de 2010, Gugu seguia à frente do Domingo Legal – mas o clima de mal-estar no bastidor ficou insustentável. Na reunião, os dois concluíram que a melhor saída era antecipar o rompimento e deixar de lado as multas milionárias previstas contratualmente.
Agora livre de vez do SBT, Gugu tem sua estreia na Record anunciada para 9 de agosto. Nessa entrevista realizada na quarta-feira passada em seu novo camarim na Record, o apresentador fala pela primeira vez da saída do SBT, das expectativas no novo emprego – e até do segredo de seus cabelos loiros.
O senhor flertou várias vezes com a Record nos últimos anos, mas acabava sempre optando por continuar no SBT. Por que agora, enfim, resolveu mudar de emissora?
Por um conjunto de fatores. Havia, em primeiro lugar, a questão financeira. Eu já andava insatisfeito desde 2006, quando o Silvio impôs uma redução de meus ganhos pela metade (de até 4 milhões de reais mensais, os rendimentos de Gugu caíram para no máximo 2 milhões). Pelo sistema que ele instituiu, deixei de ser um funcionário contratado para ser sócio da emissora.
Políticos devem se render às redes sociais
Veja
Políticos de todo o mundo invadiram a internet depois do sucesso da estratégia de campanha de Barack Obama durante as eleições americanas de 2008, que utilizou redes sociais como Facebook, MySpace, YouTube, Flickr, AsianAve e Twitter – por onde o democrata, depois de eleito, anunciou o nome de seu vice, Joe Biden.
Chefes de estado e de governo como Nicolas Sarkozy (França), Angela Merkel (Alemanha), Silvio Berlusconi (Itália) foram alguns líderes que seguiram os passos do americano. No Brasil, o interesse da classe política pelo assunto já está sendo considerado a nova estratégia de marketing político para as eleições de 2010.
Saneamento básico: Retrato do Brasil Colonial
Carta Capital
A precariedade do saneamento básico brasileiro não se restringe às periferias metropolitanas e cidades pequenas e médias das regiões mais pobres e desestruturadas do território brasileiro, onde a situação beira a calamidade pública há décadas. Para ficar em um exemplo, o esgoto gerado anualmente pelo turismo intenso em Campos do Jordão, a estância paulista de inverno localizada na Serra da Mantiqueira, vai parar integralmente nos rios que cortam a cidade ou das proximidades, sem nenhum tipo de tratamento.
A situação do saneamento nessas cidades é resultado do crescimento econômico concentrador de renda e do desenvolvimento social perverso característicos do País. Os vergonhosos indicadores relativos à distribuição de água potável e, ainda pior, de coleta e tratamento de esgoto materializam a fracassada “modernização conservadora” nacional, conforme a definição do economista Celso Furtado.
Um problema eminentemente municipal – a falta de infraestrutura sanitária – cujos efeitos são muitas vezes regionais, já que a saúde de um rio reflete-se em toda a qualidade da bacia hidrográfica da qual faz parte.
A tecnologia ficou invisível
Época
Você acorda para trabalhar. No banheiro, o espelho indica seu peso, sua idade, o nível de colesterol e a pressão sanguínea informados por sensores implantados em seu corpo. Também mostra a série de exercícios físicos que você deve fazer para manter seu organismo saudável.
Na cozinha, sua mãe prepara o café. A geladeira apresenta os produtos cujo prazo de validade está chegando ao fim e envia para o mural digital da cozinha a lista de itens que devem ser comprados. O equipamento, com tela sensível ao toque e webcam integrada, também exibe fotos de seus amigos e parentes. É o aniversário de seu tio que mora no exterior. Você grava um vídeo desejando felicidades. Com a ponta do dedo, arrasta o arquivo até a foto do aniversariante. Pronto, a mensagem é enviada para o e-mail de seu tio.
Já no carro, você se dá conta de que esqueceu o endereço da reunião marcada para esta manhã. Com um comando de voz, seus e-mails aparecem no display do carro. Ao selecionar o endereço com o toque do dedo, o GPS indica o melhor caminho a seguir. Coisa de filme? Em alguns anos, sua rotina poderá ser assim.
A guerra das tevês
IstoÉ
Há três meses, o apresentador Gugu Liberato, 50 anos, resolveu ceder às investidas da Rede Record. Marcou um almoço no restaurante The Waves, em um hotel em Alphaville, na Grande São Paulo, com os executivos da emissora. Começava, oficialmente ali, um namoro que contou com outro encontro em sua casa, vários telefonemas e um jantar com a presença do bispo Honorilton Gonçalves, vicepresidente artístico da Record, que na ocasião fez uma proposta por escrito a Gugu.
Após 36 anos no SBT, por contrato, Silvio Santos teria a possibilidade de cobrir a oferta. Mas o sinal verde para partir veio do próprio patrão: “Gugu, não vou impedi-lo de ir porque você não vai ganhar esse dinheiro todo em lugar nenhum. Vai!” Na quinta-feira 25 à tarde, o apresentador assinou com a Rede Record. Terá um programa de auditório de quatro horas de duração aos domingos, que deverá ir ao ar entre 18h e meia-noite.
Entrevista: Britto Jr. vive seus dias de Pedro Bial
Apresentador de reality show não disputa prêmios milionários, mas concorre a críticas. Foi assim com o global Pedro Bial, nas primeiras edições do Big Brother Brasil, e está sendo assim com o também jornalista Britto Jr., da TV Record, que desde 1º de junho comanda A Fazenda – atração que confina celebridades em um sítio em Itu, interior de São Paulo.
A resposta do público ainda está aquém das expectativas e do investimento da Record (30 milhões de reais) em A Fazenda. Mas a liderança por 27 minutos na Grande São Paulo, no último domingo, com picos de 23 pontos no Ibope, começa a animar a emissora a realizar uma segunda edição, ainda neste ano. Para Britto Jr., A Fazenda já merece nota oito. Confira a entrevista do apresentador a seguir.
As comparações com Pedro Bial o incomodam?
A comparação com o Pedro Bial é descabida, no sentido de que ele já faz há nove anos o Big Brother, e que, quando ele fez o primeiro, o segundo, o terceiro e, se eu não me engano, até o quarto, todo mundo falava mal dele. Só que, com o tempo, o Bial foi provando que estava certo, que o estilo estava correto, que a maneira como conduzia era correta. E ele, particularmente, também fez auto-análise, usou de autocrítica e foi ajustando o tom. É a mesma coisa que está acontecendo comigo.
Onde estão os éticos?
IstoÉ
A foto já estava encomendada. O grupo de nove senadores auto-intitulados “éticos” programou um almoço para a última terça-feira 16 no gabinete de Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Posariam diante dos holofotes como os responsáveis por tentar livrar a instituição do fosso profundo em que se encontra desde o início do ano, quando eclodiu o escândalo do pagamento de horas extras aos servidores em pleno recesso e o das diretorias fantasmas destinadas a acomodar afilhados políticos e garantir mordomias.
Mas tão logo vazou a notícia sobre o encontro nos corredores do Senado, o celular de Jereissati não parou mais de tocar. “Vai ter reunião dos éticos? Também quero ir”, repetiram mais de 15 senadores. “Eu fui convidado”, fez questão de dizer o senador Almeida Lima (PMDB-SE) e outros que eram questionados sobre o assunto em plenário.
Resultado: o almoço foi cancelado. Em vez de uma mesa farta, houve uma reunião austera, no dia seguinte, no gabinete de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). A pressão da maioria dos senadores descaracterizou o convescote dos “éticos.”
A Lei Seca está dando certo. Mas precisa melhorar
Época
Aprovada e sancionada sob muita polêmica em 2008, a lei 11.705, conhecida como Lei Seca, que estabeleceu limites mais rígidos para o ato de beber e dirigir, passou nos últimos dias por uma análise minuciosa.
Depois de um ano em vigor, completado neste sábado (20), todos querem saber: a lei deu certo? Pode ser aperfeiçoada? Como isso deve ser feito? Ao responder a essas questões, autoridades do governo e especialistas são unânimes em um ponto: o aumento da fiscalização deve ser o aspecto central do sucesso efetivo da Lei Seca.
“A lei teve bons resultados e produziu um debate importante, mas se ela for desmoralizada, será um retrocesso fenomenal”, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Marina presidente
Carta Capital
Cresce o movimento para que a senadora Marina Silva assuma sua candidatura à presidência da República em 2010. No site http://marinasilvapresidente.ning.com/, há mais de um mês no ar, 1.782 pessoas assumem como membros da campanha, dizendo;
“Este é um movimento apartidário e não-institucional para que Marina Silva seja Presidente do Brasil. Identificamos em Marina uma forte liderança política e ambientalista com capacidade para assumir a Presidência da República.
Apostamos na candidatura dessa mulher, brasileira e planetária, com potencial político e pedagógico para expressar a emergente – e emergencial – transição para a Democracia com Sustentabilidade. Marina tem força para concretizar as mudanças e transformações fundamentais que poucas lideranças políticas, hoje, teriam a capacidade de acessar para tornar realidade.”
Entrevista com Gilmar Mendes: “Sou alvo de um movimento organizado”
IstoÉ
Depois do polêmico bate-boca com o ministro Joaquim Barbosa em abril, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, recebeu o apoio de boa parte de seus colegas. Mas tem sido alvo de abaixo-assinados na internet e enfrenta protestos contra sua permanência à frente do STF, algo inédito na história do Judiciário. Na quarta-feira 3, ele foi vaiado por estudantes após audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Em entrevista à ISTOÉ, Gilmar afirmou que ficou no meio de um tiroteio ideológico, desde o momento em que concedeu dois habeas-corpus ao banqueiro Daniel Dantas. Para Gilmar, a maior exposição do STF torna as pessoas que o integram mais expostas, mais suscetíveis a eventuais ataques. Mas ressalta que a autoridade da mais alta corte do País “é inequívoca”.
ISTOÉ – Existe um descompasso, hoje, entre a opinião pública e o Poder Judiciário? Seria o caso de ouvir as ruas?
Gilmar Mendes - O embate que surge nesse tipo de colocação é saber se no combate à impunidade nós deveríamos fazer concessões no que diz respeito à observância dos direitos e garantias individuais. Entendo que a questão não está à disposição do julgador. A Constituição não deixa esse espaço. Combate à impunidade? Sim. Combate ao crime organizado? Sim. Mas dentro dos paradigmas do Estado de Direito.
O medo no oceano
IstoÉ
Vive no oceano escuro, entre montanhas submarinas escondidas a mais de quatro mil metros de profundidade, a meio caminho entre o Brasil e a África, a soma de todos os medos de quem viaja de avião.
Na noite do domingo 31 de maio, a calmaria encontrou a tempestade e, pela primeira vez em 73 anos, a máquina derrotou o homem nas nuvens do Atlântico Sul, acrescentando às curvas do desastre a dor de 228 famílias e um mistério que assombra quem precisa agora subir as escadas de um jato: por que o voo 447 da Air France, que saiu do Rio de Janeiro às 19h com destino a Paris, contrariou alguns dos principais paradigmas da aviação?
O fantasma do momento
Carta Capital
A duração e a profundidade da crise econômica mundial ainda divide os especialistas, mas o seu efeito sobre a confiança dos consumidores em todo o planeta é bastante nítido: o desemprego, que era apenas a quarta maior preocupação global há dois anos, atrás de violência, pobreza e corrupção, consolidou-se como o tema que mais atormenta a população.
Esta é a principal conclusão da quinta edição do Global@advisor, levantamento semestral realizado desde maio de 2007 pela Ipsos, empresa multinacional de pesquisa de origem francesa, para medir o nível de confiança de consumidores de 23 países ao redor do globo. O relatório com as conclusões do questionário aplicado pela internet a 23 mil pessoas, em abril de 2009, será divulgado mundialmente no sábado 6 de junho.
Copa de 2014 pode aumentar lucro dos clubes
Época

Maracanã pode ganhar nova estrutura
Um estudo realizado pela consultoria Casual Auditores e divulgado nesta sexta-feira (29) prevê que o futebol brasileiro sofrerá um grande impacto positivo com a realização da Copa do Mundo de 2014 no país, podendo gerar até R$ 330 milhões por rodada, em comparação com os atuais R$ 130 milhões.
O relatório tem como base a experiência da Alemanha após a Copa do Mundo de 2006. Além de benefícios em áreas como turismo e infra-estrutura, o país viu seu campeonato nacional, a Bundesliga, passar do quarto para o segundo lugar em geração de receitas entre os principais campeonatos europeus.
Os direitos de transmissão das partidas tiveram alta de 31%, enquanto o valor dos patrocínios subiu 48%. Já a renda gerada pelos estádios cresceu 85%, com destaque para os gastos extras dos torcedores nas arenas, que excluem os valores dos ingressos.
Falta de herdeiro natural evidencia “Lulodependência”
Veja
Sete anos depois de ter vencido pela primeira vez a corrida sucessória, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu produzir herdeiros políticos claros, que despontem com força nas pesquisas de intenção de voto para a corrida presidencial de 2010.
Até mesmo a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, independentemente da situação de sua saúde, ainda é uma incerteza eleitoral, já que nunca concorreu e aparece bem distante do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nas primeiras simulações feitas pelos institutos de pesquisas.
Na prática, após quase completar dois mandatos à frente do governo, o estilo centralizador e o carisma eleitoral de Lula acabaram transformando o próprio presidente no seu principal herdeiro político. Também contribui para essa situação o fato de o PT nunca ter lançado qualquer outro candidato à Presidência que não fosse Lula. E já se vão 20 anos nesse processo. Desde 1989, ele disputou cinco eleições presidenciais. Perdeu as três primeiras e ganhou as duas últimas.













