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Grupo de Aécio vence Serra e passa a comandar PSDB
O ex-governador José Serra saiu derrotado na briga interna pelo comando do PSDB e pela liderança na fila de pré-candidatos da legenda ao Planalto em 2014, decididos em convenção realizada neste sábado, 28. No novo balanço de poder do partido, o grupo político do senador Aécio Neves (MG) obteve o comando de postos-chave na máquina partidária. Como prêmio de consolação, Serra vai presidir o Conselho Político do PSDB.
Depois de uma madrugada tensa de negociações, Serra recuou do desejo de presidir o Instituto Teotônio Vilela (ITV). Para minimizar danos e não aprofundar o racha partidário, os caciques do partido decidiram turbinar o Conselho, atribuindo-lhe funções práticas, como a edição de normas internas. Mas apesar de presidir o novo órgão, Serra não terá ali maioria. Do mesmo colegiado farão parte o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o próprio Aécio, e os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Marconi Perilo (GO).
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PSDB de Minas anuncia Aécio como pré-candidato ao Senado
O diretório estadual do PSDB em Minas Gerais aprovou nesta segunda-feira (15) a pré-candidatura do governador Aécio Neves ao Senado. No anúncio, publicado pelo blog do partido, a direção estadual diz que “o PSDB de Minas Gerais e os aliados do governador Aécio Neves estão totalmente comprometidos com o nome do governador de São Paulo, José Serra, como pré-candidato à Presidência da República”.
O comunicado dos tucanos diz que “o PSDB de Minas Gerais apresenta o nome do governador Aécio Neves como seu pré-candidato ao Senado da República, reconhecendo nele o nosso líder maior com autoridade para articular e fortalecer o projeto tucano para Minas Gerais e para o Brasil”.
Na mesma reunião, o partido também aprovou o nome do vice-governador do estado, Antônio Anastasia, como pré-candidato à sucessão de Aécio.
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Aécio Neves avança
CartaCapital
O governador de Minas Gerais anunciou sua desistência da disputa pela indicação do PSDB para a candidatura à presidência da República em 2010. Ao contrário do que parece, ele não recuou, mas avançou.
Aécio não suportava mais manter a pressão sobre o partido para que apressasse a definição do candidato tucano. Há meses expõe seu ponto de vista: acha que a oposição não deve cair no jogo do governo e transformar a eleição em um “plebiscito”, que chame o povo a votar contra ou a favor de Lula e sua candidata. Para ele, esse é o caminho da derrota, dada a popularidade gigantesca do presidente e o cenário favorável que se vislumbra para nossa economia no ano que se inicia.
Com esta avaliação, imaginava-se mais competitivo do que José Serra, apesar deste liderar as pesquisas de opinião hoje. Aécio, mineiro, simpático e agregador, acredita ser mais capaz de atrair novos aliados e fugir do confronto direto com o governo. Mas, para isso, precisava de tempo, para correr o País e agregar apoios, inclusive na base governista. Entendia que, assim, iria subir pouco a pouco nas intenções de voto, enquanto que Serra, dada sua identificação com os governos FHC e seu inexistente carisma, tendesse a estacionar ou até declinar nas pesquisas.
Sua tese conseguiu angariar muitos adeptos, sobretudo nas fileiras do DEM, principal aliado tucano. Mas não comoveu José Serra e a maioria da direção do PSDB. O governador paulista ficou irredutível o tempo todo, sem esboçar qualquer movimento nas sobrancelhas. Ao contrário do mineiro, lhe interessa uma campanha o mais curta possível.
Serra entende que quanto mais cedo ser oficializada sua candidatura, mais cedo colocará a cara para apanhar do governo. E, como todo mundo sabe, ele tem uma saída segura pela lateral, se ficar configurado um cenário de grande crescimento de Dilma nos próximos meses: a reeleição ao governo de São Paulo, para desespero de Geraldo Alckmin.
Com esta lógica, Serra pretendia esticar a corda da definição até março. Mas Aécio cansou e, surpreendendo a todos, nem esperou a troca de presentes de amigo secreto na sede do governo mineiro para anunciar sua “desistência”.
Agora, ele aguarda. Serra não oficializou, nem vai oficializar tão cedo sua candidatura e até saudou a decisão de Aécio. Mas, daqui pra frente, as pesquisas de opinião só terão seu nome pela oposição. O noticiário ficará mais atento aos seus passos. E o governo vai partir mais duro para o confronto.
Enquanto isso, o governador mineiro degustará seu peru de Natal com pão de queijo tranquilamente. Receberá inúmeros apelos para sair como vice de Serra, mas também muitos apelos caseiros para esquecer as eleições presidenciais e se dedicar a eleger seu sucessor em Minas e a estourar as urnas de tanto voto que receberá para o Senado.
Daí, se não ceder ao convite para sair de vice – opção que, até aqui, não cansa de rechaçar – fica no aguardo do desempenho de Serra. Se este se elege presidente, Aécio será o homem do governo no Congresso. Se Serra perde, Aécio será o homem da oposição no Congresso.
E se Serra desistir diante de um crescimento incontrolável de Dilma? Aécio será chamado para o “sacrifício” e sairá dele, na pior das hipóteses, como o tucano mais forte do Brasil. Pronto para novos voos, que sua juventude permite. Ou seja, em qualquer cenário, o futuro político do governador mineiro está garantido.
Mas ele emparedou o governador paulista.
Opinião: O jogo de Aécio Neves
Gaudêncio Torquato
Tancredo Neves era ás na arte de dizer um sim puxando as letras do não. Depois de entrevista a um repórter, pediu para ler o texto. Lá estava: “Não pretendo ser governador de Minas.” Pediu licença, pegou a caneta e emendou: “Não pretendo ser candidato a governador de Minas.”
Aécio Neves herdou a matreirice do avô. Anuncia, em nota, sua desistência do páreo presidencial de 2010. Antes que a leitura sugira fechamento de portas, é mais que oportuno o esclarecimento. Aécio, como a raposa Tancredo, quer dizer: “Quero ser presidente da República, mas reconheço que José Serra tem preferência. Cedo a vez para ele.”
O gesto do governador mineiro, bem pensado, terá implicações na frente política com vista à disputa do próximo ano. Ao deixar José Serra entre a cruz e a caldeirinha – o governador paulista é tolhido na alternativa de recuo -, Aécio contribui para acelerar o processo eleitoral, ajustar o foco do discurso dos contendores, definir as alianças eleitorais e clarear os horizontes, que até o momento se mostram nebulosos.
Aécio desiste de pré-candidatura à presidência pelo PSDB
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, anunciou na tarde desta quinta-feira, 17, a desistência de sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSDB, abrindo o caminho para a consolidação da candidatura do seu colega paulista, José Serra.
Acompanhado do presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, do secretário-geral, deputado Rodrigo de Castro e do vice-governador Antonio Anastasia, Aécio leu uma carta que foi entregue ao senador Sergio Guerra numa reunião realizada nesta manhã, em Belo Horizonte.
“Deixo a partir deste momento a condição de pré-candidato do PSDB à Presidência da República, mas não abandono minhas convicções e minha disposição para colaborar com meu esforço e minha lealdade para a construção das bandeiras da Social Democracia Brasileira”.
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Fraldas na prisão
Piauí

“Procedimento! Procedimento!”, grita a agente penitenciária para dentro da carceragem, enquanto destranca a porta e dá passagem para Andrea Neves, irmã e braço forte do presidenciável governador de Minas Gerais, Aécio Neves.
Comandante de fato da área de comunicação do governo mineiro, Andrea é a guardiã da imagem política do irmão. Por isso materializou-se na obra mais cintilante do serviço penitenciário do estado, que porta o nome politicamente correto de Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade.
Trata-se da primeira e única unidade prisional do país a se enquadrar no artigo 2º da resolução nº 3 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, cuja redação não poderia ser mais macarrônica: “Deve ser garantida a permanência de crianças no mínimo até um ano e seis meses para as(os) filhas(os) de mulheres encarceradas junto as suas mães.” Traduzindo: até os 18 meses de vida todo bebê deve ficar junto com a mãe presa.













