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Meirelles vê trajetória preocupante do desemprego
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, prevê que o desemprego no país no segundo semestre voltará aos patamares de 2007, movimento que considerou preocupante, e que a dívida pública brasileira encerrará 2009 em torno de 38 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
“A previsão para os índices de desemprego no segundo semestre vão levar a uma trajetória comparável a 2007. É preocupante, estamos retrocedendo dois anos”, disse ele a jornalistas em evento no Rio de Janeiro nesta terça-feira.
A taxa média de desemprego no Brasil medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 9,3 por cento em 2007. Em março deste ano, último dado disponível, a taxa chegou a 9 por cento, depois de atingir recorde de baixa, a 6,8 por cento, em dezembro do ano passado.
Meirelles, no entanto, minimizou o desempenho negativo quando comparado a outras economias que vêm sofrendo mais com a crise global. “Não podemos esquecer que há países que estão com nível de desemprego comparável com a década de 1940″, afirmou.
Juro para pessoa física é o menor em um ano, mostra pesquisa
A taxa média de juros cobrados no crédito à pessoa física recuou pelo terceiro mês seguido em abril, para 7,33% ao mês. Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), a taxa é a menor desde maio de 2008.
“Este fato pode ser atribuído tanto pela redução da taxa básica de juros (Selic) que foi reduzida novamente em abril/2009 bem como pela certeza que o mercado financeiro tem de que o Banco Central vai continuar reduzindo a Selic”, diz a entidade em nota.
De acordo com a pesquisa, as taxas de juros de todas as modalidades de crédito para a pessoa física tiveram queda na passagem de março para abril, exceto a do cartão de crédito, que ficou estável em 10,56% ao mês – maior patamar desde julho de 2000.
No cheque especial, a taxa foi reduzida de 7,75% ao mês para 7,66%, a menor desde dezembro de 2007. Para o crédito direto ao consumidor (CDC), a taxa passou de 2,92% para 2,88%, a menor da série histórica.
Dólar cai a R$ 2,13, menor nível em seis meses
A sensação de que o pior momento da crise ficou para trás renovou o ânimo dos negócios mundo afora nesta segunda-feira. As principais bolsas de valores ostentam ganhos expressivos, enquanto que o dólar se depreciou frente a seus principais pares, como o euro e a libra.
Aqui, a moeda norte-americana caiu ao menor patamar desde novembro de 2008, beneficiado também pela melhora no sentimento de aversão ao risco enviado por meio de sinais animadores vindos da China. Ao final dos negócios, o dólar fechou em baixa de 2,38%, vendido a R$ 2,13. O índice PMI do setor manufatureiro do gigante asiático subiu pelo 5º mês consecutivo e atingiu o maior nível desde abril de 2008, em mais um sinal da tendência de recuperação da economia chinesa, cujo crescimento poderá ficar entre 7% e 8% este ano.
Brasil tem déficit em conta corrente de US$ 1,645 bi em março
A conta corrente do balanço de pagamentos registrou em março déficit US$ 1,645 bilhão, segundo informou nesta quarta-feira, 22, o Banco Central. O resultado é pior do que as estimativas que variavam entre déficit de US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. O número do mês passado é, no entanto, inferior ao déficit de março de 2008, que somou US$ 4,343 bilhões.
Segundo o BC, o resultado da conta corrente do mês passado foi determinado pelo superávit de US$ 1,772 bilhão da balança comercial; déficit de US$ 3,674 bilhões na conta de serviços e rendas e transferências unilaterais, que registraram ingresso de US$ 258 milhões.
Entre janeiro e março de 2009, a conta corrente acumula déficit de US$ 5,020 bilhões e, em igual período do ano passado, o déficit somava US$ 10,260 bilhões. No período de 12 meses até março, a conta corrente acumula déficit de US$ 22,951 bilhões, ou o correspondente a 1,59% do PIB.













