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EUA tentam melhorar relação militar com a China e evitar “erros de cálculo”
O Exército dos Estados Unidos precisa melhorar o diálogo com a China para evitar “equívocos e erros de cálculo”, dada a expansão militar sem precedentes do país asiático, que alimenta incertezas na região, afirmaram importantes autoridades americanas nesta quarta-feira, durante uma reunião anual de ministros de Defesa na Coreia do Sul.
O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, falando dias antes de receber uma importante autoridade militar chinesa em Washington, disse que o governo americano faria “o possível para expandir o relacionamento de nossas Forças Armadas com as Forças Armadas da China”.
“É de nosso interesse no longo prazo desenvolver um diálogo com os chineses no qual compartilhamos nossos pontos de vista sobre propósitos militares e fornecemos uma transparência maior”, disse Gates a jornalistas durante viagem à Coreia do Sul. “É importante termos esse tipo de diálogo para evitar equívocos e erros de cálculo.”
China comemora 60 anos de comunismo com parada de 200 mil
A China deu início nesta quinta-feira às comemorações de 60 anos de fundação da República Popular, estabelecida em 1949 pelo partido comunista sob a liderança de Mao Tsé-tung. Uma grande parada militar e civil marcou a abertura das celebrações.
O evento, que durou 3 horas, contou com mais de 200 mil soldados e civis marchando em formações, numa demonstração do poderio militar e disciplina popular chinesa. O desfile, que ocorreu na Praça da Paz Celestial, começou às 10 horas da manhã no horário local e foi até o meio-dia.
Após saudar as tropas, o presidente Hu Jintao fez um discurso elogiando a vitória comunista em 1949 e o estabelecimento da República Popular sob a liderança de Mao Tsé-tung. Ladeado por outras autoridades do partido como o ex-presidente Jiang Zemin e o premier Wen Jiabao, Hu disse que “só o comunismo pode salvar a China”.
Cardeal defende liberdade religiosa na China
O bispo emérito de Hong Kong, cardeal Joseph Zen, afirmou em uma entrevista à agência AsiaNews que agora “não é momento para a Santa Sé e a Igreja chinesa aceitarem algum compromisso com Pequim”, e sim para colocar em prática os ensinamentos da carta que o papa Bento XVI enviou aos católicos chineses em 2007 e defender a liberdade religiosa.
“Agora chegamos a um ponto que não é mais possível aceitar um compromisso, como era feito antes. É hora de começar uma nova fase, e é a carta do Papa aos católicos chineses que deve marcar este novo início”, defendeu o cardeal, que atualmente leciona em seminários do país.
Em sua 1a cúpula, Bric busca firmar posição no mundo
Os líderes dos principais países emergentes –Brasil, Rússia, Índia e China, os chamados Bric– se reunirão na semana que vem em sua primeira cúpula formal, buscando ter uma posição de mais destaque no cenário mundial.
Líderes das nações do Bric vão discutir formas de remodelar o sistema financeiro mundial, depois da pior crise econômica em décadas. Na agenda também poderão entrar ideias sobre uma nova moeda de troca para diminuir a dependência do dólar norte-americano.
“A boa notícia é que os países ricos estão em crise e as nações emergentes estão dando uma imensa contribuição para salvar a economia e, consequentemente, salvar os países ricos”, disse à Reuters na quarta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Hong Kong ainda resiste à censura, 20 anos após confrontos em Pequim
Passados 20 anos dos protestos da Praça da Paz Celestial em Pequim, Hong Kong se esforça para não ceder à censura pró-comunista. A ilha ao sul da China, que é ex-colônia britânica e passou ao comando de Pequim em 1997, abriga ainda hoje as vozes e movimentos críticos ao Partido Comunista, embora enfrente cada vez mais censura.
Hong Kong é o único lugar da China onde o aniversário de 20 anos dos confrontos da Praça da Paz Celestial está sendo marcado e abertamente discutido. O governo, porém, barrou a entrada de dissidentes que vinham à Região de Administração Especial participar dos eventos de lembrança à data.
Governo proíbe chineses de lembrarem massacre de 1989
Passados vinte anos, a ferida aberta pela violenta repressão às manifestações do dia 4 de junho de 1989 na China ainda não cicatrizou, mas o regime comunista continua mantendo com mão de ferro o timão de uma das maiores potências mundiais, proibindo que os chineses sequer se lembrem do que aconteceu na Praça da Paz Celestial (Tiananmen).
A imagem do homem que sozinho bloqueia a passagem de uma coluna de tanques na avenida Chang, por exemplo, se torna emblemática em todo o mundo, mas a verdade é que a maior parte dos chineses jamais a viu: a foto é proibida no país. Em todos os continentes, de Sydney a Londres passando por Paris, Washington e Hong Kong, cerimônias serão realizadas para marcar a trágica data.
Na China, porém, na melhor das hipóteses o silêncio sepulcral estabelecido pelo regime será quebrado aqui e acolá por atos pequenos e isolados, já que os dissidentes são constantemente vigiados – quando não são mandados para “respirar o ar das montanhas”.
Alguns vestirão branco, a cor do luto chinês, como pedem as lideranças opositoras no exílio. O PCC “teme enormemente que a sociedade se ampare na comemoração e acuse os ‘herdeiros dos carniceiros de Tiananmen’”, estima o sinólogo Jean-Philippe Béja.
Chineses testam com sucesso anticoncepcional para homens
Pesquisadores na China acreditam ter desenvolvido um tratamento anticoncepcional para homens que é eficaz, reversível e sem efeitos colaterais sérios a curto prazo.
Os cientistas realizaram testes com mais de mil homens com idades entre 20 e 45 anos e que tiveram pelo menos um filho nos dois anos anteriores ao experimento. Suas parceiras tinham idades entre 18 e 38 anos, sem problemas reprodutivos.
No tratamento, os homens receberam por dois anos e meio uma injeção de um líquido contendo o hormônio testosterona que provocou a suspensão temporária da produção de espermatozoides. Durante os testes, apenas um em cada cem voluntários engravidou a parceira. Seis meses após a interrupção do tratamento, o número de espermatozoides dos participantes voltou ao nível normal.
China desbanca EUA e se torna o principal parceiro comercial do Brasil
A China desbancou 80 anos de liderança dos Estados Unidos e passou a ser o principal parceiro comercial do Brasil em abril. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), nos últimos quatro meses a corrente de comércio (soma das importações e as exportações) entre o Brasil e o país asiático cresceu 13,9%, em relação ao mesmo período do ano passado. Para os EUA, no entanto, houve queda de 20,5%.
Em abril, as exportações para a China somaram US$ 2,231 bilhões, alta de 76,4% sobre o mesmo mês de 2008, e as importações ficaram em US$ 1,0 bilhão, totalizando uma corrente de comércio de US$ 3,2 bilhões. Já os Estados Unidos compraram do Brasil US$ 1,340 bilhão e venderam US$ 1,477 bilhão para cá, somando US$ 2,8 bilhões.
Opinião: R.P. da China chega aos 60 anos com prosperidade econômica e social
No dia 15 de Agosto de 1945, a rendição incondicional das forças japonesas, na Segunda Guerra Mundial, anunciada por uma declaração do imperador Hirohito, terminou com sua ocupação de parte do território chinês, que já durara mais de 10 anos e infringira graves sofrimentos aos cidadãos da República da China, com milhões de mortes.
A derrota japonesa encontrou na China um país devastado, não apenas pela ocupação brutal pelo Japão, mas pelas conseqüências não menos dramáticas de mais de 100 anos de colonialismo ocidental praticado notadamente pelo Reino Unido, pela França, pela Alemanha e pelos EUA (Estados Unidos da América).
YouTube é liberado na China após 4 dias de bloqueio
O portal de vídeos YouTube voltou a estar acessível na China, após quatro dias de bloqueio, segundo comprovaram hoje internautas em Pequim e em Xangai.
O governo chinês nunca reconheceu ter censurado o portal, mas, durante esta semana, a imprensa oficial e o porta-voz de Assuntos Exteriores lançaram duras críticas contra um vídeo colocado no YouTube mostrando supostas agressões da Polícia chinesa contra tibetanos, nas revoltas em Lhasa do ano passado.
O porta-voz do Ministério de Exteriores, Qin Gang, reagiu duramente a este vídeo, afirmando que o círculo próximo ao dalai-lama “aprendeu técnicas de propaganda de alguns meios de comunicação ocidentais”, e afirmou esta mesma semana que o regime comunista “não tem medo da internet”.
‘O Capital’ de Karl Marx será tema de musical na China
A principal obra do pensamento do filósofo alemão Karl Marx, O Capital, vai ser transformada em musical na China, com estreia prevista para o ano que vem. O estudo político-econômico sobre o capitalismo deverá se transformar em uma colorida narrativa ambientada em uma empresa onde os operários estão insatisfeitos com as condições de trabalho.
Na trama, eles descobrem que estão sendo explorados por um chefe inescrupuloso que só pensa em lucros e se revoltam. Os trabalhadores decidem agir, mas não conseguem chegar a um acordo. Alguns empregados se amotinam, outros tentam barganhar coletivamente, e um terceiro grupo resolve continuar trabalhando.
Moral socialista













