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Produtora pode tirar CQC da Band
A confusão com Rafinha Bastos foi muito mais longe do que se podia imaginar no começo do mês passado, quando ele disse que “comeria” Wanessa e o filho que a cantora espera.
Além da praticamente certa saída do humorista da Band, o canal pode ficar sem todo o CQC – Custe o Que Custar.
De acordo com a colunista da Folha de S.Paulo Keila Jimenez, a argentina Cuatro Cabezas, dona do formato, não gostou da intervenção da Band, que afastou o humorista por conta da piada.
Afinal, ressalta Keila, “o CQC é um dos principais programa do canal, e é famoso justamente por conta da liberdade de expressão de seus polêmicos integrantes, marca registrada do formato em suas versões pelo mundo”.
Rafinha Bastos encoraja estupro, diz Conselho da Condição Feminina
O Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo, órgão institucional formado por representantes da sociedade e do poder público, divulgou nota de repúdio contra o humorista Rafinha Bastos, do programa “CQC”.
Na nota, o conselho critica as declarações sobre estupro feitas por Bastos em seu show de comédia stand-up reproduzidas na revista Rolling Stone e diz que sua piada encoraja os homens.
“Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus”, disse o humorista.
“A liberdade de expressão, direito previsto constitucionalmente, encontra limite quando em choque com outro direito, que é o da dignidade da pessoa humana, que está acima de qualquer outro”, diz a nota. “No caso, estamos a falar da dignidade da mulher, do direito assegurado internacional e nacionalmente de não ter sua imagem estereotipada, bem como ter o direito à escolha de com quem manter relação sexual.”
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Opinião: Boa educação não faz mal a ninguém
Julio César Cardoso*
Senhor Deputado Federal Nelson Trad (PMDB-MS), todos os parlamentares devem ser fiscalizados – em seus atos públicos – por qualquer cidadão ou entidade jornalística. O parlamentar tem o dever de dar satisfação de seus atos públicos à sociedade em geral. Negar ou dificultar essa satisfação é demonstrar incompatibilidade com o exercício parlamentar.
A participação do grupo humorístico CQC, no Congresso, entrevistando parlamentares que assinam PEC ou outros projetos, irresponsavelmente, sem conhecer o seu conteúdo, foi muito objetivo para o eleitor brasileiro conhecer melhor a falta de seriedade que norteia muitos parlamentares, que são pagos pelos contribuintes nacionais.
Causou-me surpresa, perplexidade e decepção o seu gesto de incivilidade para com a “pegadinha” do humorismo do CQC, ao demonstrar má educação e prepotência no emprego de violência e de xingamento chulo, conforme ficou demonstrado na gravação do CQC, que corre pela Internet.
Entrevista: Marcelo Tas “Meu guru é o Chacrinha”
IstoÉ
Ao longo de quase 30 anos de carreira, Marcelo Tristão Athayde de Souza construiu uma das histórias mais respeitáveis da televisão brasileira.
Criou o “Rá-Tim-Bum” e transformou a forma como as crianças brasileiras consomem televisão. E, desde março de 2008, é a força-motriz do “CQC”, programa jornalístico-humorístico produzido pela TV Bandeirantes.
Isto é – Como você descobriu a linguagem do vídeo?
Marcelo Tas – Foi nos anos 80, em uma noite muito enfumaçada no Lira Paulistana, teatro que existia em São Paulo. Havia algumas tevês ligadas no meio da festa – algo que eu nunca tinha visto. Perguntei que canal era aquele e ouvi a palavrinha mágica: “Isto é vídeo.” Foi ali que o bichinho me pegou. Achei esquisitíssimo e logo descobri quem eram os caras que tinham feito aquilo – os diretores de cinema e tevê Fernando Meirelles, Paulo Morelli, Tonico Mello e Renato Barbieri.
Isto é – E juntou-se a eles?
Marcelo Tas – Eu fazia teatro com o Antunes Filho, além de engenharia e comunicação na USP. O Fernando (Meirelles) queria fazer ficção, passou a ir aos ensaios da companhia e começamos a nos aproximar. Colocávamos a câmera no teto do estúdio, escrevíamos textos malucos e experimentávamos todo tipo de linguagem.
Deputado Mão Branca no programa CQC não foi “gatinho não”
Há aproximadamente um mês o programa Custe o Que Custar (CQC) da TV Bandeirantes entrevistou o deputado federal Edgar Mão-Branca (PV-BA). Perguntaram ao deputado o que significa o protecionismo. O forrozeiro respondeu que “é a mortalidade infantil que a gente está vencendo”. Ao final de outra pergunta, já constrangido, Mão Branca disse: “eu fui acidentado por um Aurélio”.
Assista o vídeo abaixo.













