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Opinião: O desafio das drogas
Fernando Henrique Cardoso
Um dos temas mais difíceis do mundo contemporâneo é o que fazer com o uso de drogas. Existem algumas comprovações bem estabelecidas sobre a questão. Se é verdade que sempre houve consumo de diferentes tipos de drogas em culturas muito diversas – embora não em todas -, não menos verdade é que ele no geral se deu em âmbito restrito e socialmente regulamentado, principalmente em cerimônias rituais.
Não é esse o caso contemporâneo: o uso de drogas se disseminou em vários níveis da sociedade, com motivações hedonísticas; no mais das vezes, sem aprovação social, embora, dependendo da droga, haja certa leniência quanto aos usuários.
Sabe-se também que todas as drogas são nocivas à saúde, mesmo as lícitas, como o álcool e o tabaco. E que algumas são mais nocivas do que outras, como a heroína e o crack. A discussão sobre se o consumo de drogas mais fracas induz ao de outras mais fortes é questão médica sobre a qual não há consenso.
Crack, a droga que consome o País
O vaivém de pessoas pelas ruas confunde quem chega a Guayaramerín, na fronteira do Brasil com a Bolívia. No porto, às margens do Rio Mamoré, o movimento de passageiros é intenso.
Filas são formadas à espera de uma vaga para voltar a Guajará-Mirim, em Rondônia, onde outro tanto de pessoas aguarda a vez de embarcar para o país vizinho. Os barcos lotados, o calor intenso e o perigo na travessia não impedem que mais de mil brasileiros cruzem diariamente a divisa para ir às compras.
A muamba é o comércio que pode ser visto. Mas ali há outro, oculto e ainda mais lucrativo. A região Norte é uma das rotas de entrada da pasta de cocaína, a substância que, refinada no Centro-Oeste e no Sudeste, dá origem ao crack.
A droga, antes vista apenas nos centros urbanos, invade o interior do país. Chega de Norte a Sul, onde as autoridades já tratam o tema como epidemia, um problema grave de saúde pública.
A mais recente tragédia brasileira é uma pedra comprada por R$ 5 e consumida por ricos e pobres. Para revelar as histórias que envolvem o crack — a pedra da morte — desde a entrada no país até o vício devastador, 10 repórteres do Correio, do Estado de Minas e do Diario de Pernambuco percorreram 6.792km.
Maconha é a droga mais usada por adolescentes, diz pesquisa
Um levantamento da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo mostra que a maconha é a droga mais usada por adolescentes de idades entre 12 e 18 anos – 67% dos usuários dizem ser a droga mais usada. Em segundo lugar, estão o crack e a cocaína, cada um com 11% da preferência dos jovens.
A pesquisa foi feita com 112 adolescentes atendidos de 2007 a 2009 pelo (Cratod) Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas, na capital paulista. Entre os jovens em tratamento, 2% experimentaram drogas aos sete anos.
Além da maconha, do crack e da cocaína, os jovens também citaram drogas como os inalantes, o álcool e o tabaco. Entre os adolescentes que participaram da pesquisa, 59% dos usuários de drogas têm entre 14 e 16 anos e 90% são do sexo masculino.
UOL
Mulheres são presas em Poções acusadas de tráfico de drogas
Duas mulheres foram presas na noite de quarta-feira (14) na cidade de Poções acusadas de tráfico de drogas. Elisangêla de Souza Silva foi presa na própria casa junto com Andressa Lima Fernandes. A polícia disse que o local é usado para comercializar drogas e chegou até a casa da acusada depois que dois usuários confessaram onde compraram a droga.
Na residência foram encontrados dois quilos de maconha prensada, 700g de crack, 30g de cocaína, uma balança de precisão, seis celulares, parte de um computador, cheques de usuários e uma lista de devedores que somava R$ 80 mil. As mulheres estão detidas na delegacia de Poções à diposição da Justiça. Segundo a polícia, Elisângela já tinha passagens por tráfico de drogas.
Correio*
Barra do Choça: Dois homens são presos com maconha e crack
Dois homens foram presos em flagrante por tráfico de drogas, por volta das 20h de quarta-feira (30), em Barra do Choça, com 100 pedras de crak, 72 papelotes de maconha e mais 100 gramas de maconha pronta para embalar, além de uma arma de fabricação artesanal.
De acordo com a polícia civil da região, os acusados tinham saído com a droga do município de Itapetinga, Rubenaldo Rodrigues Santos, 28 anos e Franklin Souza da Silva, 20 anos. Os dois estão presos na delegacia da cidade e ficarão a disposição da justiça.
Correio*
Deficiente físico é detido com droga colada em prótese, diz polícia
Um deficiente físico de 32 anos foi detido, na noite de segunda-feira (21), durante fiscalização em um ônibus, no porto da Polícia Rodoviária Federal, na altura do quilômetro 633 da BR-070, entre Várzea Grande e Cáceres (ambas em MT).
O coletivo seguia de Pontes e Lacerda (MT) para Cuiabá.
Ao conversar com um dos passageiros, que teve a perna direita amputada, os policiais desconfiaram e decidiram fazer uma revista pessoal. Inicialmente, ele disse que viajou para negociar uma motoniveladora com um boliviano.
De acordo com a PRF, na vistoria, foi encontrado um pacote com um quilo de pasta base de cocaína preso à prótese. A polícia diz que o rapaz levava também 300 gramas da droga na barriga.
Ele teria dito aos policiais que pegou a droga em Cáceres e seguiria até Goiânia.
G1
Jardel: “A cocaína destruiu o meu lar”
IstoÉ

Jardel fez muito sucesso no Grêmio
Este ano, o jornal A Bola, tradicional diário esportivo de Portugal, quis saber da imprensa especializada e dos leitores quem foi o melhor estrangeiro de todos os tempos a pisar nos campos lusos. O vencedor foi o centroavante Mário Jardel Almeida Ribeiro, o brasileiro Jardel, conhecido lá como Super Mário. Não pela estatura (1,88 metro), mas por ter anotado 186 gols em 186 jogos naquele país.
Jardel despontou para o futebol no Vasco da Gama, conquistou títulos no Grêmio e fez fama em Portugal, no Porto e no Sporting, principalmente. Lá, ganhou cinco troféus Bola de Prata de maior artilheiro do campeonato português e duas Chuteiras de Ouro (maior artilheiro da Europa). Era um fenômeno dentro da área, especialista em gols de cabeça. A Copa do Mundo parecia ser um caminho natural, mas ele foi preterido por Felipão, em 2002, quando o Brasil conquistou o penta. Ele, que na época já não conseguia vencer a dependência de álcool e cocaína, afundou de vez.













