Eliane Cantanhêde
Certa tarde, há alguns anos, dois carros andavam em sentido contrário numa estrada poeirenta, derraparam numa curva ao mesmo tempo e bateram de frente no meio da pista. Os dois motoristas, que quase não se machucaram, gritavam um com o outro, ameaçando trocar socos e sabe-se lá mais o quê. Uma amiga minha, dessas duronas, saiu enfezada de um terceiro carro, deu uma bronca num motorista, deu uma bronca no outro e mandou todo mundo pra casa. Cada um que arcasse com o seu prejuízo. Resolvida a questão, ela entrou no seu carro e foi-se embora.
Toda vez que vejo o ministro Nelson Jobim (Defesa) metido numa confusão no governo, me lembro dessa história. Jobim é como aquela minha amiga durona: não quer saber de lero-lero, quer saber de solução.
Tem caos aéreo e ninguém se entende? Ele vai lá, troca todo mundo e a coisa anda. Tarso Genro dá uma das suas e os milicos ficam em pé de guerra? Jobim vai lá, dá um tranco e todo mundo se aquieta. A área econômica ameaça cortar o aumento dos soldos, e oficiais de todas as Forças se arrepiam? Jobim acerta tudo com Lula e pacifica a turma.
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Opinião
FAB, Lula, Nelson Jobim
IstoÉ

Jobim e Saito
Um compromisso delicado aguarda o presidente Lula na volta de suas férias, nos próximos dias.
Da praia do Guarujá, no litoral paulista, onde passou a semana passada, ele convocou para uma reunião o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, e o brigadeiro Dirceu Tondolo Nolo, responsável pela Copac, comissão que coordena o programa FX-2, que resultará na bilionária compra de 36 jatos de combate para a Força Aérea Brasileira (FAB).
Lula e Jobim querem saber como um relatório indicando o caça Gripen NG, da empresa sueca Saab, como o favorito dos militares para vencer a concorrência – disputada também pelo francês Rafale, da Dassault, e o americano F-18 Super Hornet, da Boeing – vazou para a imprensa no início da semana passada, constrangendo o presidente e o ministro e acirrando uma crise entre eles e os comandos das Forças Armadas.
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Revistas
Brasil, compra de caças, FAB
A Força Aérea brasileira informou neste sábado que foram encontrados dois corpos e destroços do Airbus da companhia aérea Air France, que fazia o voo 447 e que desapareceu no Oceano Atlântico na noite de domingo levando 228 pessoas do Rio de Janeiro para Paris.
Os restos foram retirados da água a cerca de 900 quilômetros a nordeste de Fernando de Noronha no início da manhã deste sábado, segundo o vice-chefe de Comunicação Social da Aeronáutica, coronel Jorge Amaral.
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Notícias
acidente de avião, Air France, FAB
Aeronaves A-29 e o avião-radar E-99, da Força Aérea Brasileira (FAB), interceptaram, deram um tiro de aviso o obrigaram o pouso de um avião monomotor carregado com cocaína em uma pista de terra próxima a Izidrolândia (RO) na quarta-feira.
Após o pouso, a Polícia Militar, em coordenação com a Polícia Federal, apreendeu 176 kg de pasta base de cocaína. A aeronave suspeita, originária da Bolívia, voava a uma altitude de 500 m e foi identificada como tráfego irregular pela aeronave-radar.
Segundo a FAB, após ser interceptado pela aeronave da Aeronáutica, o piloto não prestou informações sobre identificação ou trajetória que pretendia seguir. Além disso, fez manobra em direção à fronteira com a Bolívia.
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Notícias
avião-radar E-99, cocaína, FAB
Um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou nesta quinta-feira (04) os primeiros destroços encontrados na área em que o Airbus A330, da companhia aérea Air France, teria caído após desaparecer na madrugada da última segunda-feira (1º), quando se dirigia para Paris, na França.
Os oficiais encontraram, no meio do Oceano Atlântico, um suporte usado em aviões para acomodação de cargas (pallet) de 2,5 metros quadrados, além de duas bóias.
“Faremos uma avaliação para confirmar se o que foi encontrado pertence ao Airbus antes de disponibilizarmos qualquer imagem do que foi recolhido”, afirmou o diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Ramon Borges Cardoso.
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Notícias
acidente aereo, Air France, FAB
Aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) encontraram na madrugada desta quarta-feira novos destroços do jato da Air France que desapareceu no Atlântico com 228 pessoas a bordo, após a confirmação de que a aeronave caiu no mar durante o trajeto Rio-Paris.
“Uma aeronave R-99 da Força Aérea Brasileira (FAB) identificou às 03h40 (horário de Brasília), mais quatro pontos de destroços, 90 quilômetros ao sul da região inicialmente coberta pelas aeronaves da FAB”, afirmou a FAB.
A tripulação a bordo do R-99 observou vários objetos espalhados numa área circular de 5 km de raio, entre eles um objeto de 7m de diâmetro e outros 10 objetos, sendo alguns metálicos, além de uma mancha de óleo com extensão de 20 km. De acordo com a FAB, outras cinco aeronaves militares — três Hércules, um P-3 dos EUA e um Falcon francês — decolaram de Natal com destino à área de buscas para percorrer os pontos identificados.
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Notícias
acidente aereo, Air France, FAB
O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou nesta terça-feira (2) que as buscas concentradas no Oceano Atlântico pelos destroços e possíveis vítimas da queda do Airbus 330-200 vão prosseguir durante toda a noite. O avião desapareceu após decolar do Rio de Janeiro no domingo (31) em direção a Paris, com 228 pessoas a bordo.
As buscas prosseguirão durante esta noite, inicialmente com o avião R-99 e, durante a madrugada, com as três aeronaves C-130 Hércules, de forma que no decorrer do dia de amanhã toda a área de busca seja coberta pelos observadores da aeronave”, destaca trecho da nota divulgada pela Aeronáutica.
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Notícias
acidente de avião, Air France, FAB
A Aeronáutica confirmou nesta terça-feira, 2, que encontrou destroços de um avião a 650 quilômetros a noroeste de Fernando de Noronha na rota do voo 447. Os vestígios podem ser do Airbus da Air France. “Foram avistados materiais em pontos distantes a cerca de 160 quilômetros entre eles: uma poltrona do avião, pequenos pedaços brancos, uma boia laranja e vestígios de óleo e querosene”, afirmou o coronel da Aeronáutica Jorge Amaral, da Força Aérea Brasileira (FAB).
Amaral informou que às 22h35 da última segunda a FAB fez varreduras com uso de radar em área sobre o Oceano Atlântico, a 1.200 quilômetros de Natal, onde teriam sido vistos pontos luminosos, segundo a tripulação de um avião da TAM. Retornos de radar, a partir dessas buscas, teriam detectado materiais metálicos e não metálicos flutuando na região, que seriam destroços de um avião.
Às 5h25, foram vistos os materiais: poltrona de avião, boia e manchas de óleo e querosene no mar. “Não podemos confirmar juridicamente, falando que é a aeronave da air France. Porque é necessário que se tire da água uma peça com número de série e identificação para que seja da aeronave da Air France”, afirmou Amaral.
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Notícias
acidente de avião, AIR FR, FAB
No Destacamento de Controle de Espaço Aéreo de Fernando de Noronha, os militares não estão autorizados a repassar informações sobre as buscas ao avião da Air France, que fazia o voo AF 447 e desapareceu na noite de domingo (31), após decolar do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
Jornalistas vindos de todo o estado de Pernambuco já chegaram à ilha, mas o aeroporto local ainda não está preparado para receber todos os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e dados oficiais são repassados apenas pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica em Brasília.
Nesta segunda-feira (1º), por volta de 13h30, o avião patrulha P-95 da FAB pousou na ilha para reabastecer e seguiu para as operações de busca do Airbus A330 da Air France. Ainda não há previsão de chegada de outras aeronaves. De acordo com militares, a pista de pouso funciona até o pôr-do-sol, mas pode ser liberada a qualquer momento se solicitados novos pousos pela FAB.
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FAB, Fernando de Noronha
No oitavo mês de gravidez, a dona de casa Maria das Graças de Freitas, de 24 anos, não tinha passado por um simples exame de ultrassom até a chegada de uma missão médica da Força Aérea Brasileira (FAB) a Tapauá, no sudoeste do Amazonas, a 1.127 km de Manaus.
Bastou o uso do equipamento inexistente na cidade para que a ginecologista tenente Fabíola Marques percebesse que o feto apresentava um derrame de coração e poderia morrer a qualquer momento, estendendo o risco à mãe. Um aparato de urgência foi acionado para que a mulher, levada de avião a Manaus, fosse submetida a uma cirurgia com possibilidade de sobrevivência para mãe e filho.
Vítima do descaso do poder público, a população pobre dos confins da Amazônia depende da própria sorte – e de eventuais missões de ajuda como a da FAB – para sobreviver. Há falta de médicos, hospitais e transporte, e ausência total de saneamento básico, como água tratada, coleta de lixo e rede de esgotos.
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Notícias
Amazonas, FAB, médicos
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