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MASSA PERDE ESPERANÇAS DE CONQUISTAR TÍTULO
O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, desconsiderou as possibilidades da escuderia italiana continuar na briga pelo título na temporada 2009 de Fórmula 1, embora tenha afirmado que o resultado de hoje foi melhor que os anteriores.
“Mesmo se nós melhorarmos muito e ficarmos três ou quatro décimos na frente, eles ainda vão somar ponto. Então, esqueçam”, afirmou Massa se referindo à pontuação da equipe Brawn GP, líder da competição e que hoje venceu o GP da Espanha com o Jenson Button. Companheiro de Button, Rubens Barrichello, ficou na segunda posição.
Na corrida de hoje, com uma Ferrari renovada, Massa conseguiu ficar por algum tempo na terceira posição, resistindo aos avanços de Sebastian Vettel, da Red Bull. Porém, foi ultrapassado por Vettel e também por Fernando Alonso, da Renault, após ter diminuído o ritmo, medida ocasionada por um erro de cálculo na quantidade de combustível abastecido.
Ecclestone se surpreende por Ferrari ainda não ter contratado Vettel
Muitas especulações dão conta de que Fernando Alonso pode rumar para a Ferrari a partir de 2011, mas Bernie Ecclestone queria mesmo era ver Sebastian Vettel vestindo o macacão vermelho. Detentor dos direitos comerciais da F1, o chefe da FOM (Formula One Management) disse se surpreender com a distância entre a equipe italiana e o piloto alemão.
Dono de uma ascensão meteórica na F1, Vettel era test-driver da BMW Sauber quando estreou na categoria em 2007, substituindo provisoriamente Robert Kubica. No ano seguinte, foi liberado pelo time germânico para assinar com a Toro Rosso, onde conquistou sua primeira vitória. Nesta temporada, pela Red Bull, faturou mais uma prova e é o terceiro colocado no Mundial neste momento.
Presidente da Ferrari quer reação no GP da Malásia
O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, afirmou nesta terça-feira que espera uma reação da escuderia italiana no Grande Prêmio da Malásia, no próximo domingo, para apagar a imagem ruim deixada no GP da Austrália. “Em um circuito menos estranho do que o de Melbourne, como o da Malásia, espero ver os verdadeiros valores em campo”, disse o dirigente.
Os pilotos Felipe Massa e Kimi Raikkonen abandonaram a corrida em Melbourne e a escuderia deixou de pontuar na abertura do Mundial pela primeira vez desde 1992. “Acredito que o primeiro GP tenha sido muito pior do que esperávamos”, admitiu Montezemolo, que tentou mesmo assim explicar o péssimo momento da Ferrari.
“Não há dúvidas de que nos estamos pagando por um campeonato, o de 2008, que terminou na última curva do último giro do último GP”, ressaltou. “Nós, com a McLaren, tivemos que desenvolver o carro até o fim, enquanto os outros há muitos meses puderam trabalhar em um projeto completamente novo”, disse Montezemolo.
Fómula 1: Vitória em GP custa 135 milhões
Vencer um Grande Prêmio de Fórmula 1 custa em média 135 milhões de euros, afirma um estudo divulgado nesta terça-feira pela empresa italiana de pesquisa e consultoria StageUp. O valor apontado pela empresa é quatro vezes maior do que o limite de orçamento, decidido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que se tornará obrigatório a partir de 2010.
Segundo a análise da empresa bolonhesa, a equipe mais eficiente em termos de custos em 2008 foi a Ferrari, que gastou ‘módicos’ 41 milhões de euros por cada uma das oito vitórias obtidas. A inglesa McLaren, por sua vez, gastou 57,1 milhões de euros para cada triunfo de Lewis Hamilton, enquanto a Toro Rosso desembolsou 101,4 milhões por vitória no ano passado.
A BMW Sauber, do piloto polonês Robert Kubika, gastou 290 milhões de euros pela única vitória conquistada no Mundial de Fórmula 1 de 2008, que foi a primeira da equipe na categoria. Ainda segundo o estudo da empresa italiana, os 702 pontos disputados em 2008 custaram em média 3,5 milhões de euros cada.
Também neste quesito, a Ferrari se demonstrou mais eficiente, gastando em média 1,9 milhões por ponto, enquanto a BMW Sauber e a McLaren gastaram respectivamente 2,1 e 2,3 milhões. Entre as maiores decepções na última temporada em termos de custo-benefício, a equipe japonesa Honda gastou 22,5 milhões de euros por ponto conquistado na competição.
O estudo da StageUp mostra que os patrocinadores que mais contribuíram para a F-1 foram as empresas de telecomunicações, que gastaram até cerca de 180 milhões de euros.
ANSA













