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Bento XVI chega a Israel citando vítimas do Holocausto
O papa Bento XVI usou seu primeiro discurso em Israel para relembrar os 6 milhões de judeus mortos pelos nazistas e para tentar apagar a má impressão deixada pela reintegração de um bispo que negou o Holocausto. “Tragicamente, o povo judeu experimentou as terríveis circunstâncias das ideologias que negam a dignidade fundamental de cada pessoa humana”, disse ele no aeroporto Ben-Gurion, em Tel Aviv.
Em seguida, o papa defendeu a criação de um Estado palestino, contrariando a posição do governo direitista de Israel. “Terei a oportunidade de honrar a memória dos 6 milhões de judeus vítimas da Shoah, e de rezar para que a humanidade nunca mais testemunhe um crime de tal magnitude”, disse o papa, usando a palavra hebraica para o Holocausto. Depois do desembarque, um helicóptero militar levou o papa para Jerusalém.
Vaticano pede suspensão de ordenações da fraternidade São Pio X
A Santa Sé pediu para que a Fraternidade São Pio X suspenda as ordenações alemãs previstas para o próximo sábado, segundo informou nesta quarta-feira o superior-geral dos lefebvrianos, monsenhor Bernard Fellay.
Em uma nota publicada no site da instituição, Fellay explicou que o fato de renunciar às ordenações na Alemanha é visto como gesto de distensão, após a remissão da excomunhão de quatro bispos da Fraternidade, entre eles Richard Williamson, conhecido por negar a existência do Holocausto.
Dom Williamson pede perdão a vítimas do Holocausto e à Igreja
Dom Richard Williamson, um dos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X de quem o Papa retirou a excomunhão, pediu perdão nesta quinta-feira às vítimas do Holocausto e à Igreja pelas declarações em que havia negado a amplitude desse crime contra a humanidade.
Em uma declaração publicada ao regressar a Londres, após ter sido expulso pelo governo da Argentina, o prelado explica que «o Santo Padre e o meu Superior, bispo Bernard Fellay, solicitaram que eu reconsidere as observações que fiz na televisão sueca quatro meses atrás, pois suas consequências têm sido muito pesadas».
Segundo explica, «observando essas consequências, posso verdadeiramente dizer que lamento ter feito essas observações, e que se eu soubesse de antemão todo dano e dor que elas dariam origem, especialmente para a Igreja, mas também para os sobreviventes e parentes das vítimas da injustiça sob o Terceiro Reich, eu não as teria feito».
Argentina pede que bispo que negou Holocausto deixe país
O governo argentino pediu nesta quinta-feira que o bispo inglês Richard Williamson, que no ano passado deu uma entrevista colocando em dúvida a existência do Holocausto, se retire do país. Num comunicado oficial, o governo diz que o bispo, integrante de uma ala conservadora da Igreja Católica, deve “abandonar o país num prazo máximo de dez dias, sem possibilidade de adiamento, e se não o fizer será decretada sua expulsão do país”.
Williamson é bispo da Fraternidade Sacerdotal Pio 10 – fundada em 1969 pelo bispo francês dissidente Marcel Lefebvre -, e até este mês dirigia um seminário e realizava missas na localidade de La Reja, na província de Buenos Aires, onde trabalhava desde 2003.
Para justificar a decisão, o governo argentino argumenta que o bispo mentiu sobre o verdadeiro motivo de sua permanência no país ao ter declarado, quando entrou na Argentina, ser um empregado administrativo de uma Associação Civil e não um sacerdote e diretor de seminário.
“Cabe destacar que o bispo Williamson ganhou notoriedade pública por suas declarações antisemitas”, diz um comunicado oficial sobre a questão.
HOLOCAUSTO: Câmara de Gás era para Desinfetar, diz cardeal
Tem um ditado popular que diz o seguinte: “Se arrependimento matasse, aquele que concedeu o perdão estaria morto”. Não sei se o ditado se aplica aos papas, que, conforme se proclama, são infalíveis nas questões de fé porque iluminados. Em outras questões são como nós, comuns mortais. Ou seja, erram. Só que com grande repercussão.
O papa Bento XVI se não se arrependeu de ter levantado a excomunhão de quatro bispos lefebvrianos, da Fraternidade Pio X, já deve ter a certeza da precipitação. Ontem, um dos contemplados, don Floriano Abrahamowicz, disse que as câmaras de gás serviam para desinfetar. E a sua postura anticristã não parou aí. Sustentou que o número de 6,0 milhões de hebreus exterminados é meramente simbólico, pois, quando se fala em genocídio, sempre há exageros.
Papa reabilita bispo que nega o Holocausto
O papa Bento 16 reabilitou neste sábado um bispo tradicionalista que nega o Holocausto, apesar de advertências de líderes judaicos de que isso causaria sérios prejuízos nas relações entre católicos e judeus e fomentaria o antissemitismo.
O Vaticano informou que o papa emitiu um decreto que remove a excomunhão de quatro bispos tradicionalistas que foram excluídos da Igreja Católica em 1988 por terem sido ordenados sem permissão da Santa Sé.













