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Chávez aparece careca após quimioterapia contra câncer
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apareceu careca nesta segunda-feira, na cerimônia de juramento dos novos ministros de seu gabinete, transmitida pela televisão venezuelana.
O mandatário fez a aparição pública com cabelos raspados depois de passar por sessões de quimioterapia, como parte do tratamento que realizada contra o câncer.
Ao mostrar uma foto de quando ele tinha pouco mais de um ano de idade, Chávez brincou e disse estar “rejuvenescendo”. “Agora estamos vendo os efeitos do tratamento… a quimioterapia é um tratamento que ataca de forma genérica todo o corpo e o fato da queda de cabelo é normal”, explicou Chávez. “É o meu new look. How are you?”, brincou o presidente.
Mais cedo nesta segunda, em uma entrevista por telefone com o canal estatal VTV, Chávez explicou que decidiu raspar a cabeça porque o cabelo estava caindo.
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De volta à Venezuela, Chávez diz estar livre de “células malignas”
Após uma semana em Cuba, em tratamento contra o câncer, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que exames realizados na ilha apontam que não há presença de células cancerígenas em seu corpo, porém, admitiu que ainda há riscos de que outros órgãos sejam afetados pela doença.
Chávez retornou repentinamente ao país na noite deste sábado após finalizar a primeira etapa do tratamento com quimioterapia em um hospital em Havana.
“Regressei melhor do que fui”, disse Chávez, minutos depois de aterrissar no aeroporto internacional. O líder venezuelano desceu as escadas de acesso ao avião sem aparente dificuldades e sem auxílio de seus colaboradores. Ele foi recebido pelo vice-presidente Elias Jaua e por todo o gabinete de ministros.
Opinião: Basta ter olhos para ver
Sergio Fausto
Estive em Caracas antes do carnaval. Respira-se um clima pesado na Venezuela. A responsabilidade não é do El Niño, mas de Hugo Chávez. Seu governo se torna mais repressivo à medida que cresce a insatisfação social em consequência da inflação em alta, da desarticulação do sistema produtivo, do desmantelamento dos serviços públicos de saúde, do aumento da criminalidade, do racionamento de água e energia.
Resultado não de fenômenos climáticos ou das maquinações do “império”, mas da ineficiência, do voluntarismo e da arbitrariedade que caracterizam, cada vez mais, os dez anos de sua permanência no poder.
Chávez surgiu invocando a figura de Simon Bolívar. Hoje, para fins práticos, quem lhe serve de referência é Cuba. A construção do “socialismo do século 21″ passou a orientar o projeto chavista a partir das eleições parlamentares de 2005, quando as oposições desistiram da disputa e os partidos governistas conquistaram 100% das cadeiras da Assembleia Nacional, e do pleito presidencial de 2006, que deu a Chávez seu segundo mandato.
Opinião: Democracia totalitária
Denis Lerrer Rosenfield
Hugo Chávez persegue opositores, fecha canais de televisão e estações de rádio, legisla por decretos, vende armas às Farc, não respeita a soberania da Colômbia, submete o Poder Judiciário, obriga seus militares a jurarem “pátria, socialismo ou morte”, relativiza e mesmo abole o direito de propriedade e nada, entretanto, ocorre com ele.
Nenhuma manifestação da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Assembleia das Nações Unidas, da diplomacia brasileira, etc. É como se não houvesse nenhum atentado à democracia. Ao contrário, sustentam que a democracia está sendo seguida naquele país. Nenhum país pede que seus embaixadores se retirem nem há corte de ajuda e/ou relações bilaterais. O déspota Chávez torna-se um “democrata”.
Enquanto isso, em Honduras, as instituições do país, por intermédio do Supremo Tribunal, do Congresso, das Forças Armadas, com apoio explícito da Igreja Católica, dos meios de comunicação e da sociedade civil em geral, destituíram um presidente que seguia o caminho de Chávez.
Honduras é a segunda Colômbia de Chávez
Demétrio Magnoli
Honduras, em si mesma, não tem importância econômica e perdeu uma efêmera relevância estratégica desde o encerramento da Revolução Sandinista, na Nicarágua, há duas décadas. Mas no pequeno país se joga a sorte do projeto de expansão da “revolução bolivariana” de Hugo Chávez.
No Parque Central de Tegucigalpa ergue-se a estátua equestre de Francisco Morazán, herói nacional hondurenho e líder da República da América Central, o Estado de inspiração bolivariana que unificou, entre 1823 e 1840, quase todo o istmo centro-americano.
O Morazán histórico era um liberal e tinha nos EUA o modelo para sua República federalista. Contudo Eduardo Galeano e Gabriel García Márquez, artesãos de uma mitologia latino-americanista, incorporaram-no a um panteão lendário de personagens anti-imperialistas. Chávez, por sua vez, enxergou na Honduras de Manuel Zelaya a oportunidade para restaurar a República da América Central como uma das peças de seu almejado bloco antiamericano.
Venezuela e Brasil planejam criar fundo bilionário, diz Chávez
Venezuela e Brasil estão planejando criar um fundo conjunto avaliado em bilhões de dólares, afirmou o presidente venezuelano, Hugo Chávez.
O líder esquerdista não deu detalhes. A Venezuela já possui fundos de investimento em infra-estrutura com outros países, incluindo China e Equador.
Hugo Chávez teria oferecido ao BNDES colocar suas reservas de petróleo como garantia ao financiamento de exportações de bens e serviços de empresas brasileiras. Segundo o jornal Folha de S.Paulo deste domingo, o volume total poderia chegar a 4,3 bilhões de dólares. A proposta deve estar na agenda do encontro entre Lula e Chávez, na terça-feira.
Reuters
Chávez é o “demônioo preferido” dos ricos, diz Eduardo Galeano
Para o escritor uruguaio Eduardo Galeano, o processo de mudanças pelo qual passa atualmente a América Latina ainda não foi compreendido pelos países ricos.
Galeano, que é autor do clássico “As veias abertas da América Latina”, livro escolhido por Hugo Chávez para presentear o norte-americano Barack Obama durante a 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, disse que o presidente da Venezuela foi eleito pelo mundo desenvolvido como o “seu demônio preferido”.
As nações ricas, disse ele, “consideram-se no direito de nos ensinar, pensam ter o direito de nos eleger como seus demônios preferidos”.
Wagner visita Hugo Chávez na Venezuela
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recebeu nesta segunda-feira no palácio presidencial de Miraflores o governador da Bahia, Jacques Wagner, com quem abriu a possibilidade de cooperação nas áreas de turismo, alfabetização, saúde e petroquímica.
“Falamos de turismo, estamos trabalhando na área da alfabetização, cooperação na luta contra a dengue e para a possível construção de uma petroquímica na Bahia”, com a ajuda da venezuelana Pequiven e da brasileira Brasquen, disse Wagner ao deixar o encontro.
Chávez e Wagner também conversaram sobre a possibilidade de estabelecer vôos diretos entre Caracas e as cidades de Salvador e Recife, indicou o governador. “É um sonho, que acredito que servirá para aproximar os dois povos”, afirmou.
Imprensa denuncia repressão na Venezuela
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, sigla em espanhol), crítica do presidente venezuelano, Hugo Chávez, apresentou neste sábado um informe no qual faz novas denúncias contra o governo da Venezuela no tratamento aos jornalistas.
A Comissão de Liberdade de Imprensa da entidade, que reúne empresários da imprensa norte-americana, demonstrou a mesma preocupação dos meios de comunicação privados do país, a maioria de oposição ao presidente Chávez.
O relatório, estruturado sob responsabilidade de David Natera Febres, presidente do denominado ‘Bloco da Imprensa Venezuelana’ e diretor do ‘El Correo’ de Caroní, aponta, como nos anos anteriores, ameaças, censura, mortes, impunidades e fechamento dos meios de comunicação do país.













