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Irã proíbe livros de Paulo Coelho
O escritor Paulo Coelho foi informado por seu editor no Irã, Arash Hejazi, que a publicação de seus livros foi proibida no país persa pelo Ministério da Cultura e das Diretrizes Islâmicas, segundo informações publicadas nos blog do autor.
Paulo Coelho disse contar com o governo brasileiro para resolver o caso, o que considerou como “um mal-entendido”. “Espero que o Itamaraty e a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, não se omitam em relação a essa medida arbitrária pois, caso contrário, estarão assinando embaixo”, disse o escritor ao Estado. “Não sei se a decisão passou pela cúpula do governo iraniano, ou seja, se foi apenas uma medida do Ministério da Cultura.”
Coelho conta que jamais, em seus livros, fez alguma ofensa ao islamismo. “Minha obra é publicada no Irã desde 1998, já vendeu milhares de exemplares e, em 2000, eu estive naquele país, sendo esperado por aproximadamente 5 mil pessoas no aeroporto”, disse ele.
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Sobe para ao menos 77 número de mortos em queda de avião no Irã
Pelo menos 77 pessoas morreram na queda na noite deste domingo (09) de um avião da companhia nacional iraniana IranAir no noroeste do país, aparentemente por causa do temporal de neve e vento que castiga a região, confirmou nesta segunda-feira (10) a rádio oficial.
Segundo a fonte, no acidente sobreviveram 30 passageiros, que foram levados para hospitais, alguns com ferimentos extremamente graves, por isso não se descarta que o número de vítimas fatais possa aumentar.
A princípio, a agência semi-oficial de notícias local “Fars” tinha assegurado que no aparelho, um Boeing 727, viajavam 105 pessoas e que pelo menos meia centena delas tinham conseguido salvar a vida.
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Irã inaugura sua primeira usina nuclear
O Irã iniciou neste sábado operações na primeira usina nuclear do país ao carregar o reator de Bushehr com combustível fornecido pela Rússia. Espera-se que a usina no sul do país comece a produzir energia elétrica dentro de um a três meses.
A Rússia fornece o combustível nuclear da usina e retira o material utilizado. Especialistas dizem que esta medida praticamente elimina a possibilidade de combustível ser desviado para a produção de armamentos.
O Irã foi recentemente alvo de uma quarta rodada de sanções da ONU por causa de seu programa de enriquecimento de urânio que é apontado por muito países como indício da meta do país de produzir armas nucleares embora o governo iraniano insista que o objetivo é apenas a produção de energia.
BBCBrasil
Irã promete anunciar novos avanços no programa nuclear
O Irã revelará “em um futuro próximo” novos avanços em seu programa nuclear, afirmou o diretor da agência de energia atômica do país, Ali Akbar Salehi. Em declarações divulgadas neste sábado, 12, pelo diário local Resalat, Salehi não deu muitos detalhes sobre o progresso, que segundo ele “está relacionado com a produção de combustível para o reator de pesquisa”.
O anúncio chega poucos dias depois de o Conselho de Segurança da ONU aprovar uma nova resolução de sanções ao Irã pelas suspeitas de que seu programa nuclear tenha fins bélicos. Apesar disso, o Irã se mostrou desafiante e indicou que prosseguirá com o programa de enriquecimento de urânio a 20%, iniciado em fevereiro passado mesmo com as advertências internacionais.
‘Ocidente se meteu em um lamaçal’
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Adesão da China a sanções contra Irã pode isolar Brasil
A posição brasileira de rejeitar novas sanções contra o Irã poderá ser posta em xeque caso a China decida apoiar as medidas, dizem analistas ouvidos pela BBC Brasil.
“Se a China concordar com novas sanções, isso vai mostrar que as grandes potências mundiais estão preocupadas com a questão nuclear do Irã”, diz Mauricio Cárdenas, diretor da Iniciativa para a América Latina do Instituto Brookings, de Washington.
“E ignorar esse fato não é a direção correta a ser tomada por um país que deseja ser uma potência global”, afirma. A questão nuclear iraniana deverá estar no centro dos debates a partir desta segunda-feira, quando representantes de 47 países, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participarão da Cúpula sobre Segurança Nuclear organizada pelo governo americano em Washington.
O Brasil, o Irã e as armas nucleares
José Goldemberg
Atribui-se a John F. Kennedy, um dos grandes presidentes dos Estados Unidos, a declaração de que “governar é escolher entre opções com base em informações incompletas e cujas consequências são muito difíceis de prever”.
O que está acontecendo com o nosso presidente da República é que ele tem envolvido o Brasil, de forma crescente, em problemas delicados da política internacional, como a proliferação nuclear, e corre o sério risco de fazer as opções erradas, comprometendo a posição do País no futuro. Especificamente no caso do Irã, o Brasil envolveu-se num jogo perigoso, que, na prática, encoraja os iranianos a enriquecer urânio em níveis elevados, mantendo aberta a possibilidade de construir armas nucleares, o que conturbará ainda mais a já complicada situação do Oriente Médio.
O que motiva o presidente é provavelmente a ideia de que o Brasil tem também a capacidade de enriquecer urânio e, caso sanções ? ou outras ações ainda mais sérias ? venham a ser impostas ao Irã, elas poderão no futuro ser aplicadas também ao Brasil.
Emissário dos EUA busca apoio do Brasil para sanções contra Irã

William Burns chega ao Brasil nesta sexta-feira
O subsecretário de Estado para Assuntos Políticos dos Estados Unidos chega ao Brasil nesta sexta-feira para discutir sanções contra o Irã.
Num esforço diplomático do governo de Barack Obama em reunir aliados para pressionar o Irã a por um fim ao seu programa de enriquecimento de urânio, William Burns estará em Brasília cinco dias antes da chegada da secretária de Estado, Hillary Clinton, que tem encontro marcado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na próxima quarta-feira.
O governo americano confirmou que Burns e Clinton tentarão convencer o governo brasileiro a mudar sua posição quanto à aprovação de sanções contra o país islâmico no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Burns deve se encontrar com o ministro Amorim.
Brasil e Irã compartilham visão nuclear, diz chanceler iraniano
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, disse nesta segunda-feira que o Brasil e o Irã compartilham da mesma visão sobre o uso da energia nuclear. “Os dois países têm uma postura comum a respeito das atividades nucleares pacíficas e insistem em seus direitos”, disse Mottaki em Teerã.
O chanceler fez as declarações a menos de um mês da visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. De acordo com Mottaki, a visita, prevista para 23 de novembro, vai marcar uma virada positiva nas relações entre os dois países.
“As relações entre Irã e Brasil terão um salto qualitativo no futuro (…) Durante a visita do presidente, serão abordadas questões importantes para ambas as regiões e o mundo.”
Irã vai enriquecer urânio mesmo em desacordo com potências, diz organização
O Irã enriquecerá urânio sozinho para abastecer o reator de pesquisas de Teerã se nenhum acordo de fornecimento for fechado com um outro país, afirmou neste sábado o porta-voz da OIEA (Organização Iraniana de Energia Atômica), Ali Shirzadian.
“Escreveremos uma carta para anunciar à AIEA [Agência Internacional de Energia Atômica] que o Irã agirá por seus próprios meios para proporcionar ao reator de Teerã o combustível necessário”, disse Shirzadian à agência de notícias Isna.
Shirzadian deu uma entrevista à agência falando sobre o que os iranianos fariam se não houvesse acordo internacional acerca do urânio enriquecido.
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Irã nega que Ahmadinejad cancelou viagem ao Brasil por pressões
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Hassan Qashghavi, negou nesta segunda-feira que a visita que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, planejava realizar ao Brasil tenha sido cancelada devido a pressões.
“A viagem não foi suspensa pela parte brasileira, como foi dito. Foi o Irã que cancelou a visita devido às ocupações do presidente”, ressaltou Qashghavi, durante sua entrevista coletiva semanal, repetindo o argumento de Teerã.
Ahmadinejad deveria realizar em 4 de maio passado uma viagem latino-americana, que o levaria primeiro ao Brasil e depois à Venezuela. Na época, a razão alegada por Teerã foi a de que o presidente estaria ocupado com compromissos ligados ao pleito de 12 de junho, quando tentará a reeleição.
Presidente do Irã cancela viagem à América Latina
O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, cancelou hoje a viagem que faria nos próximos dias ao Brasil, Venezuela e Equador, segundo informou a agência local Irna.
Ele deveria chegar nesta quarta-feira ao Brasil, acompanhado de uma delegação composta por 110 pessoas e, em seguida, ir ao Equador e à Venezuela, a fim de verificar os acordos energéticos e econômicos firmados com os governos locais.
No entanto, a visita que o presidente fará amanhã à Síria, onde se reunirá com seu homólogo Bashar al Assad, não sofreu alterações.
Embaixador do Irã vê afinidades políticas entre Lula e Ahmadinejad
O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, disse que existem “afinidades políticas” entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e que essas semelhanças “justificam a aproximação” entre os dois países.
“Essas semelhanças se encontram, por exemplo, na ideia de justiça social, no combate à pobreza e na luta contra políticas colonizadoras modernas”, disse o embaixador à BBC Brasil.
Ainda de acordo com Shaterzadeh, os dois presidentes têm ideias semelhantes no sentido de criar “uma nova ordem mundial”.
Visita de líder iraniano ao Brasil causa “desconforto” com Israel
O Itamaraty trava com Israel uma discreta e polida queda de braço em torno da visita do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, que virá a Brasília na próxima quarta-feira com uma comitiva de 130 integrantes — entre ministros, funcionários e empresários.
Depois de a chancelaria ter chamado o embaixador brasileiro, Pedro Motta, para manifestar seu desconforto pela decisão brasileira de receber Ahmadinejad, ontem o presidente do Parlamento enviou cartas aos presidentes da Câmara e do Senado para reforçar as objeções à aproximação do Brasil com um governante que nega o Holocausto e fala em “riscar Israel do mapa”.













