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:: ‘Lama’

Inema não acha indícios de lama de Mariana em Abrolhos

abrolhosUma análise realizada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) não encontrou indícios que comprovem que os sedimentos da barragem de Mariana, em Minas Gerais, atingiram as águas do Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia. A informação foi divulgada ao G1, na tarde desta quarta-feira (27), pelo secretário de Meio Ambiente do Estado (Sema), Eugênio Spengler.

O resultado coincide com o divulgado pelo laboratório independente contratado pela mineradora Samarco, que apontou não haver alteração do mar na região que estivesse relacionada ao rompimento da barragem de Fundão.
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Lama que vazou de barragem da Samarco pode ter chegado ao sul da Bahia, diz Ibama

Lama que atingiu Mariana. Foto: AFP

Lama que atingiu Mariana. Foto: AFP

A lama de rejeitos de minério que vazou da barragem da Samarco – cujos donos são a Vale a anglo-australiana BHP Billiton – em Mariana (MG) pode ter chegado ao sul da Bahia, inclusive à região do arquipélago de Abrolhos, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Abrolhos é um dos principais santuários brasileiros de flora e fauna marinhos.

Em novembro, a ministra do Meio Ambiente, tinha dito que não havia expectativa de que a lama chegasse a Abrolhos. O rompimento da barragem da Samarco ocorreu em 5 de novembro de 2015 e causou uma enxurrada de lama no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na região Central de Minas Gerais. A lama chegou ao mar pelo Rio Doce, depois de ter passado por municípios mineiros e do Espírito Santo.
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Lama de Mariana chega à foz do Rio Doce, no Espírito Santo

mariana 2A mancha alaranjada que vem avançando com a onda de rejeitos de minério lançada pelo rompimento de uma barragem em Mariana (MG) começou a invadir o mar do Espírito Santo ontem. Depois de percorrer mais de 500 quilômetros ao longo do Rio Doce, a massa de água alcançou a foz durante a tarde.

Hoje, deve ficar ainda mais turva. Inicialmente, a mancha alcançou o oceano pela barra norte da foz, como previram técnicos da Prefeitura de Linhares que sobrevoaram o distrito de Regência mais cedo. A abertura foi alargada com auxílio de retroescavadeiras durante a manhã.

Durante a tarde, muitos curiosos ocuparam o porto da vila na expectativa de testemunhar a alteração da paisagem. Vestidos de morte, dois manifestantes transitaram de barco em frente ao local e foram aplaudidos pelos curiosos. Um deles carregava uma foice em que estava escrito o nome da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton, responsável pela barragem que se rompeu no dia 5 deste mês, devastando o distrito de Bento Rodrigues. :: LEIA MAIS »

Recifes de Abrolhos ameaçados pela lama de Mariana

mapa-abrolhosO vilarejo de Regência, em Linhares (ES), jamais imaginou profecias tão violentas para o encontro do Rio Doce com o mar. Com o rompimento de barragens da Samarco em Mariana (MG), o temor de ambientalistas é que rejeitos de minério, ao chegarem à região, arrasem um dos mais importantes ecossistemas do Brasil: os recifes de corais de Abrolhos.

Acostumados com ações de proteção a golfinhos e tartarugas ameaçadas que vivem e se reproduzem apenas ali, eles passaram a última semana numa força-tarefa. O esforço é para reduzir possíveis impactos dos rejeitos nas mais de 500 espécies na área, entrada para o banco de Abrolhos.

Os recifes de corais — considerados “amazônias oceânicas” — estão bem mais próximos que o arquipélago, a 221 quilômetros do estuário. Não é possível dizer a que distância os resíduos serão levados, o que dependerá da posição de mar e vento. Segundo boletim do Serviço Geológico do Brasil no sábado, a chegada da água turva à barra está sendo reavaliada em razão de sua passagem por reservatórios de usinas hidrelétricas.
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