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Opinião: O lulismo vai ao cinema
Eugênio Bucci
Começo por uma ressalva: o filme Lula, o Filho do Brasil, não é exatamente ruim. A cinebiografia do presidente da República, anunciada como a mais cara produção da história do cinema nacional, conta de modo envolvente a história que se propõe a contar. Emociona qualquer um que deixe uma abertura mínima para ser emocionado. É o que se pode chamar de um filme brasileiro tecnicamente bem feito.
Mas com que caráter? A resposta, por ser óbvia demais, não tem sido levada suficientemente a sério. Lula, o Filho do Brasil existe para promover a idolatria de um mito político – e ergue esse mito ao custo da destruição simbólica da política.
É claro que uma obra de entretenimento, mesmo quando diretamente baseada em fatos reais, como é o caso, pode muito bem virar as costas para a política. Pode optar por uma narrativa romanceada, mais açucarada, não importa. Há obras-primas melosas, inteiramente apolíticas, assim como há mediocridades acachapantes que se perderam na tentativa de retratar com fidelidade as tensões próprias do universo político.
“Lula, o Filho do Brasil” estreará em novembro
O aguardado filme “Lula, o Filho do Brasil”, que conta a história de parte da vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fará sua estreia no próximo dia 17 como o filme de abertura do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, informou hoje a organização do evento.
Dirigido por Fábio Barreto e estrelado por Rui Ricardo Diaz, Glória Pires, Cléo Pires, Juliana Baroni e Milhem Cortaz, “Lula, o Filho do Brasil” não participará da Mostra Competitiva do festival.
O filme conta a história de Lula desde seu nascimento, em 1945, no sertão de Pernambuco, até sua consagração como líder sindical, em 1980, no ABC paulista. Lula será representado por cinco atores diferentes: um bebê, duas crianças, um adolescente e, em sua versão adulta, por Rui Ricardo Diaz, que estreia no cinema.













