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Paciente do SUS tem à disposição quatro vezes menos médicos que usuários da rede privada
O Sistema Único de Saúde (SUS) tem quatro vezes menos médicos que a rede privada. Para cada mil usuários de planos de saúde, existem 7,6 postos de trabalho ocupados por médicos, enquanto no SUS a taxa cai para 1,95 posto preenchido para cada mil pacientes da rede pública.
No Brasil, os usuários de planos de saúde dispõem de 3,9 vezes mais médicos que os pacientes da rede pública, considerando a população atendida pelo SUS de quase 145 milhões de brasileiros e a atendida pelas operadoras, superior a 46 milhões de clientes. Os dados são da pesquisa Demografia Médica no Brasil, divulgada hoje (30) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
O número de médicos na rede particular fica acima da média nacional no Centro-Oeste, Nordeste e Sul – 10,3, 9,6 e 9,5 para mil usuários, respectivamente. No entanto, somente a Região Sudeste tem razão de médicos superior à taxa nacional na rede pública. Todas as outras regiões estão abaixo da média nacional nesse quesito.
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Cerca de 100 mil médicos do SUS devem suspender atendimento em 21 estados amanhã
Médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) devem suspender amanhã (25) por um período de 24 horas o atendimento eletivo em 18 estados brasileiros – Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe.
No Piauí, a paralisação chegará a 72 horas. Em Santa Catarina e em São Paulo, algumas unidades de saúde devem suspender o atendimento por algumas horas. No Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul, no Paraná, no Rio de Janeiro, no Tocantins e em Roraima, estão previstas apenas manifestações e atos públicos.
O movimento, coordenado pela Associação Médica Brasileira (AMB), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), tem o objetivo de protestar contra a baixa remuneração e as más condições de trabalho no SUS. A estimativa é que 100 mil profissionais de saúde deixem de trabalhar amanhã.
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Médicos param em protesto contra planos
Os médicos baianos irão suspender nesta quinta-feira, 7, o atendimento ambulatorial de todos os planos e operadoras de saúde. Somente as unidades de emergência irão manter o funcionamento normal, de acordo com a Associação Baiana de Medicina (ABM) e o Sindicato dos Médicos (Sindimédicos), que aposta em adesão maciça da categoria ao protesto que vai durar 24h.
Eles querem melhorar os honorários, acabar com a interferência das empresas na autonomia da categoria e mais participação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na regulação entre os planos e os prestadores de serviço.
Sesab convoca médicos do concurso de 2009
O serviço de saúde do estado ganhará, nos próximos dias, um reforço de 507 médicos para o atendimento à população. É que o Tribunal de Justiça da Bahia autorizou a posse imediata de 85% dos profissionais aprovados no último concurso público da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), realizado no início de 2009.
A determinação da desembargadora Sara Brito, datada do dia 1° de julho, sai depois de intensa mobilização do Sindicato dos Médicos (Sindmed) em conjunto com as demais entidades representativas da categoria (ABM e Cremeb). Esse número estimado em 507 médicos abarca a parcela dos concursados que foram aprovados independentemente do critério de títulos definido na seleção. A posse será do contingente classificado como incontroversos.
O concurso foi suspenso em outubro do ano passado, devido a uma ação movida pelo Ministério Público estadual, que questionou o critério de peso utilizado na prova de títulos. A maioria dos candidatos, entretanto, foi aprovada independentemente do critério de seleção e estava em situação incontroversa, sendo injustificável o adiamento da nomeação. Cabe agora à Sesab a integração imediata destes médicos aos hospitais de todo o estado.
iBahia
Opinião: Quem matou Isabella Nardoni?
Fábio Tofic Simantob
Quando o caso Isabella parecia não ser mais capaz de preencher pauta de jornal, Luciana Gimenez conseguiu dias atrás fazer o caso ressurgir das cinzas. O gancho usado pela equipe da apresentadora foi o lançamento do livro “Quem matou Isabella Nardoni”, escrito por um médico gaúcho, que inocenta o pai e a madrasta de qualquer participação na morte da menina.
Com dois peritos no auditório e um experiente promotor de Justiça, a apresentadora simulou um julgamento; só que no banco dos réus não estava o casal, mas sim o médico que escreveu o livro. O julgamento se deu à revelia do médico durante a maior parte do tempo. A tônica da acusação contra o escritor girou sobretudo em torno do motivo que o teria levado a escrever a obra polêmica. Oportunista! Insinuava a apresentadora. Abutre! —gritava, exasperado, o promotor convidado.
Vez por outra, Luciana Gimenez aproveitava para dividir com o público um pouco do seu vasto conhecimento jurídico: “Obra literária sobre caso criminal! Isto só pode ser feito depois do julgamento!” Lá pelas tantas alguém se lembrou de que talvez seria uma boa idéia telefonar para o médico e ouvir a versão dele. Santa ilusão. Ele mal começou a falar e foi metralhado aos berros pelo fogo acusatório que vinha dos convidados presentes no auditório.
Missão da FAB salva vidas na Amazônia
No oitavo mês de gravidez, a dona de casa Maria das Graças de Freitas, de 24 anos, não tinha passado por um simples exame de ultrassom até a chegada de uma missão médica da Força Aérea Brasileira (FAB) a Tapauá, no sudoeste do Amazonas, a 1.127 km de Manaus.
Bastou o uso do equipamento inexistente na cidade para que a ginecologista tenente Fabíola Marques percebesse que o feto apresentava um derrame de coração e poderia morrer a qualquer momento, estendendo o risco à mãe. Um aparato de urgência foi acionado para que a mulher, levada de avião a Manaus, fosse submetida a uma cirurgia com possibilidade de sobrevivência para mãe e filho.
Vítima do descaso do poder público, a população pobre dos confins da Amazônia depende da própria sorte – e de eventuais missões de ajuda como a da FAB – para sobreviver. Há falta de médicos, hospitais e transporte, e ausência total de saneamento básico, como água tratada, coleta de lixo e rede de esgotos.













