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Mortalidade materna será discutida hoje em Vitória da Conquista
Repórter Diêgo Gomes
Às 07:59

Acontece até às 17h, no Cemae,o II Seminário de Sensibilização para a redução da mortalidade infantil. O evento é direcionado a gestores de saúde na cidade além de profissionais da área e visa discutir a mortalidade materna, considerada ou durante a gravidez ou até 42 dias da mulher ter dado a luz.
Já a programação terá mesas redondas e palestras para discutir temas relacionados ao assunto.
Números - Em 2009 ainda não houve óbitos de mulheres grávidas ou que tenham parido nos 42 dias após o parto. Porém, em 2008, quatro casos foram registrado na cidade.
Mortalidade materna na Bahia é 1.030% superior ao índice aceitável
De cada 100 mil mulheres grávidas na Bahia, 113 morrem durante a gestação ou até um ano após o parto vítimas de problemas obstétricos como hemorragias, consequências de abortos e descolamento de placenta. O índice é 1.030% superior ao considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que estipula o índice em 10 óbitos por cada 100 mil gestantes. Nesta quinta-feira, 28, Dia Mundial de Combate à Mortalidade Materna, estudiosos aproveitam para reafirmar que a melhoria da saúde pública é o melhor meio de reduzir esses números no Estado.
De acordo com dados da Secretária Estadual de Saúde (Sesab), 80% dos óbitos maternos são evitáveis, desde que sejam tomadas precauções como o acompanhamento pré-natal. Na Bahia, 12,6% das mortes são causadas por eclâmpsia (síndrome que leva a morte por hipertensão). Outros 10,5% são motivados por abortos e 10,5% por descolamento prévio de placenta.
A vice-coordenadora do Instituto Mulher Pela Assistência Integral à Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos (Imais), Lília Marinho, comenta que os dados sobre esse assunto são sempre subnotificados. “É o caso dos abortos. Pesquisas mostram que a primeira causa de morte materna na Bahia é o aborto. No entanto, no atestado de óbito muito vezes não é citado esse problema e a mulher aparece como vítima de infecção generalizada”, afirma.













