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Opinião: O DEM acaba com Arruda ou Arruda acaba com o DEM
Janio Lopo
Vou lançar um slogan e adianto aos que tenham bom senso que podem aproveitá-lo. Seguinte: “Ou o Democratas acaba com José Roberto Arruda ou Arruda acaba com o Democratas”. Sei, naturalmente, da falta de graça da desgraça da minha sugestão. No entanto, há uma face inquestionável nela: Arruda é o próprio demo a azucrinar a vida do DEM.
Ele está contaminado, como a maioria da classe política brasileira, pelo vírus da corrupção. É o único que não mata, mas engorda. E como engorda. Arruda é aparentemente franzino, porém há uma explicação lógica para seu atual porte não necessariamente atlético: ele, o governador do Distrito Federal, perdeu toneladas de peso à medida que distribuiu dinheiro público para uma corja de criminosos imunda que nem ele interessada em manter o físico inchado com milhares de notas de cinquenta e cem reais em todas as partes da roupa, inclusive nas partes íntimas – cuecas, calcinhas, sutiãs, absorventes, cueiros e o cacete.
Opinião: Do novo panetone à pizza de sempre?
José Nêumanne
A citação, en passant, do publicitário mineiro Marcos Valério no escândalo protagonizado pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), revela mais um elo deste caso com dois outros similares, ocorridos no passado: o “mensalão” federal petista e a origem de tudo, em Minas Gerais, sob patrocínio tucano.
O elo chama atenção porque o pântano distrital dividiu o destaque no noticiário com a aceitação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da abertura de inquérito contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB), acusado de se beneficiar do esquema mineiro. Desde que Roberto Jefferson, então governista e presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), acusou o ex-chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu, de comandar a compra de apoio (tudo pela “governabilidade”) do Congresso com verbas públicas, empréstimos bancários fajutos e dinheiro de empresas que têm negócios com o governo, esta é a terceira vez que a maracutaia vem a lume.
O esquema está descrito em detalhes e com graça em Nervos de Aço, de autoria do ex-deputado, uma das poucas vítimas da própria delação. Mas o livro sumiu das prateleiras, tendo restado na memória variável do público, informado praticamente a cada mês de um novo escândalo, apenas um engano: sua denominação.













