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Papa condena aborto e pede a bispos do Brasil que orientem politicamente fiéis
Em reunião em Roma na manhã desta quinta-feira, 28, o papa Bento XVI conclamou um grupo de bispos brasileiros a orientar politicamente fiéis católicos. Sem citar especificamente as eleições de domingo, o papa reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e recomendou a defesa de símbolos religiosos em ambientes públicos. “Quando projetos políticos contemplam aberta ou veladamente a descriminalização do aborto, os pastores devem lembrar os cidadãos o direito de usar o próprio voto para a promoção do bem comum”, disse.
Falando a bispos do Maranhão, Bento XVI reconheceu que a participação de padres em polêmicas podem ser conturbadas. “Ao defender a vida, não devemos temer a oposição ou a impopularidade”, continuou. O pontífice se posicionou também sobre o ensino religioso nas escolas públicas e, relembrando a história do País com forte presença católica e o monumento do Cristo Redentor, no Rio, orientou os sacerdotes que encampem a luta pelos símbolos religiosos. “A presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia de seu respeito”, concluiu.
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Presidente do Conselho Pontifício diz que Igreja é alvo de “inimigos”
O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, falou das denúncias de pedofilia que envolvem religiosos dizendo que a Igreja Católica têm inimigos assim como os tinha Jesus.
“A Igreja sempre teve inimigos, não só hoje mas também no passado, em todos os séculos, e assim será no futuro.
Nestes dias, nos quais não só o papa [Bento XVI] mas toda a Igreja e assim seus fieis é frontalmente atacada e denunciada por alguns influentes meios de comunicação, de um modo que ultrapassa qualquer lealdade e verdade, o sentimos de novo”, declarou o cardeal.
Em carta a católicos irlandeses, papa pede perdão por abusos sexuais
O papa Bento XVI afirma em carta pastoral enviada aos católicos da Irlanda que os bispos daquele país cometeram “graves erros de julgamento” no que diz respeito a casos de abuso sexual cometidos por religiosos e pediu ação decisiva, honestidade e transparência.
O pontífice pediu perdão às vítimas e anunciou uma investigação formal das dioceses e seminários envolvidos em escândalos sexuais. Nas últimas semanas, o Vaticano tem sido obrigado a lidar com uma série de acusações não só na Irlanda, mas também na Alemanha, Áustria e Holanda.
Papa ressalta importância de Igreja Católica na África
O papa Bento XVI pediu auxílio “espiritual e material” para manter a Igreja Católica na África, ao discursar durante a audiência geral de hoje, realizada na Praça São Pedro.
Diante de cerca de 20 mil pessoas, o Pontífice destacou que, “como sabem, a Igreja naquele continente, apesar das diversas dificuldades, cresce continuadamente”.
Segundo o Papa, a instituição católica na África “não somente propaga e aprofunda a fé em Cristo, mas também leva ajuda aos povos que ainda sofrem por causa da pobreza, dos conflitos ou da falta de acesso à educação e à saúde” e, por isso, não deve “faltar a nossa ajuda espiritual e material”.
Igreja Católia pode eleger um Papa negro, diz cardeal
O relator-geral da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, o cardeal ganês Peter Kodwo Appiah Turkson, disse hoje que não deve ser descartada a possibilidade da Igreja Católica eleger um Papa negro.
“Esta é uma experiência já feita na política, com a eleição de Obama (Barack, presidente dos Estados Unidos, ndr.), e pode ser feita também na Igreja Católica, que é universal e representa todos os continentes”, disse Turkson em uma coletiva de imprensa no Vaticano.
Destacando que “probabilidades existem” e que “não perturbaria ninguém”, o cardeal contou não acreditar “que esta possibilidade possa ser excluída, nem que faltem africanos à altura desta função”.
Dom Williamson pede perdão a vítimas do Holocausto e à Igreja
Dom Richard Williamson, um dos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X de quem o Papa retirou a excomunhão, pediu perdão nesta quinta-feira às vítimas do Holocausto e à Igreja pelas declarações em que havia negado a amplitude desse crime contra a humanidade.
Em uma declaração publicada ao regressar a Londres, após ter sido expulso pelo governo da Argentina, o prelado explica que «o Santo Padre e o meu Superior, bispo Bernard Fellay, solicitaram que eu reconsidere as observações que fiz na televisão sueca quatro meses atrás, pois suas consequências têm sido muito pesadas».
Segundo explica, «observando essas consequências, posso verdadeiramente dizer que lamento ter feito essas observações, e que se eu soubesse de antemão todo dano e dor que elas dariam origem, especialmente para a Igreja, mas também para os sobreviventes e parentes das vítimas da injustiça sob o Terceiro Reich, eu não as teria feito».
Vaticano é uma “realidade pacificamenteadquirida”, diz Papa
O papa Bento XVI disse neste sábado que o Estado do Vaticano, que festeja 80 anos de sua fundação, é uma “realidade pacificamente adquirida, apesar de nem sempre compreendida em suas razões de ser e em suas múltiplas tarefas às quais é convocado”. O Pontífice deu esta declaração durante uma audiência concedida aos participantes do simpósio de estudos sobre o Tratado de Latrão – acordos feitos pela Igreja Católica com o Estado italiano em 1929, durante o governo do ditador Benito Mussolini – e o 80º aniversário da fundação da Cidade do Vaticano.
“A Cidade do Vaticano é na verdade um ponto quase invisível nos mapas da geografia mundial, um Estado diminuto e inerme, carente de exércitos temíveis, aparentemente irrelevante nas grandes estratégias geopolíticas”, explicou Bento XVI. No entanto, ressaltou o Papa, “este local visível da absoluta independência do Vaticano foi o centro de irradiação de uma constante ação em favor da solidariedade e do bem comum”.
ANSA
Eutanásia é “ato indigno do homem”, diz Papa
O papa Bento XVI criticou fortemente neste domingo a prática da eutanásia, definindo-a como uma “falsa solução para o drama do sofrimento” e “um ato indigno do homem”. Durante o Angelus dominical, na praça São Pedro, o Pontífice voltou a condenar a chamada “morte doce”, e foi muito aplaudido pelos fiéis presentes.
As declarações coincidem com a polêmica que envolve o caso da italiana Eluana Englaro, que há 17 anos vive em coma irreversível e cujo pai conseguiu uma autorização da Justiça para interromper a alimentação e a hidratação que a mantém viva.
Papa diz que tem completa solidariedade com judeus
O papa Bento XVI disse hoje que sente uma “completa e indiscutível solidariedade” com os judeus. Apesar disso, revogou recentemente a excomunhão de um bispo que colocou em dúvida o genocídio nazista. Bento XVI porém advertiu que não tolerará qualquer negação dos crimes cometidos pelos nazistas.
A decisão do papa de revogar a excomunhão do bispo Richard Williamson, que negou que seis milhões de judeus tenham sido assassinados pelos nazistas em campos de concentração, causou grande indignação na comunidade judaica. O Vaticano já havia explicado que revogar a excomunhão de Williamson não significava que a Santa Sé compartilhe de seus pontos de vista.
Papa reabilita bispo que nega o Holocausto
O papa Bento 16 reabilitou neste sábado um bispo tradicionalista que nega o Holocausto, apesar de advertências de líderes judaicos de que isso causaria sérios prejuízos nas relações entre católicos e judeus e fomentaria o antissemitismo.
O Vaticano informou que o papa emitiu um decreto que remove a excomunhão de quatro bispos tradicionalistas que foram excluídos da Igreja Católica em 1988 por terem sido ordenados sem permissão da Santa Sé.














