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Polícia Federal apreende mais de R$ 170 mil após Operação Álea
Da redação
Às 18:12
Após ser cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, em diversas cidades do sudoeste da Bahia, a Polícia Federal apreendeu 65.788,40 em dinheiro, R$ 113.513,22 em cheques, 200 dólares, quinze veículos entre carros motos e caminhões, uma lancha, um jet ski e sete fazendas.
Além da apreensão de dinheiro e objetos, a Justiça Federal em Vitória da Conquista decretou o bloqueio de contas e quebra de sigilo bancário de diversas pessoas, após ser constatado lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
Os municípios visitados pela PF foram: Vitória da Conquista, Jequié, Itambé, Anagé e Barra do Choça.
Márcio Thomaz Bastos assume defesa da construtora Camargo Corrêa
O advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do governo Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a defesa da construtora Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. A operação, deflagrada na quarta-feira (25), resultou na prisão de dez pessoas, sendo quatro executivos e duas secretárias da construtora.
Bastos atuará em conjunto com o advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, que já estava no caso. Ontem, a defesa da construtora ajuizou um pedido de habeas corpus para libertar os funcionários presos pela PF.
O ex-ministro, substituído em março de 2007 por Tarso Genro, afirma que não houve influência do Palácio do Planalto para que assumisse o caso. “Tenho amigos pessoais lá dentro [da Camargo Corrêa] e eles que me procuraram. Nada de Planalto. Tive com o presidente, mas só por cinco minutos, só para cumprimentá-lo no meio de uma reunião que ele estava tendo”, afirmou Bastos.
OAB tenta suspender ação da PF em construtora
Em 25 de março, quarta-feira, De Sanctis avaliou um pedido da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), secção de São Paulo, que pretendeu suspender ordem de apreensão “no que concerne aos pertences dos advogados”, no bojo da Operação Castelo de Areia, da PF. A OAB argumentou que, com a Lei 11.767, de 7 de agosto de 2008, escritório de advocacia passou a ser “inviolável”.
A OAB tentou impedir que a Polícia Federal entrasse numa sala do prédio da empresa Camargo Corrêa por considerar que lá seria um escritório de advocacia, quando na verdade era apenas a parte jurídica da empresa.
No cerne da disputa, uma interpretação dos limites da operação. O juiz indefere o pedido por entender que, na Camargo Corrêa, salas destinadas a advogados não se configuram, necessariamente, como escritório de advocacia.













