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PMs em greve bloqueiam saída de viaturas em quartel de Vitória da Conquista
Os policiais militares que estão em greve em Vitória da Conquista fizeram uma manifestação no começo da tarde deste sábado (04), em frente à Companhia Independente de Policiamento Especializado (CAESG) da cidade, a cerca de 509km de Salvador. Por volta das 12h, os PM’s foram para frente do comando da Caesg para impedir que a especializada continue realizando o policiamento no município. De acordo com informações, o comandante da Caesg, Coronel Braga, determinou que sua tropa saísse do quartel, mas os grevistas impediram.
Como os manifestantes não retrocederam ao mandado e colocaram seus veículos na frente do quartel interrompendo a saída das viaturas, o Coronel retirou a arma e ameaçou lançar bombas de gás no grupo de manifestantes. Os policiais da Caesg estão aquartelados e até o momento um ônibus está atravessado na frente do quartel para impedir que as viaturas saiam para trabalha
Correio*
Policiais Militares até quando serão desvalorizados?
Reginaldo de Souza Silva*
O desrespeito ao cidadão trabalhador militar traz à tona neste país uma realidade de insatisfação e discordância no interior dos quartéis. Diuturnamente, policiais militares que deveriam garantir a segurança de seus cidadãos e autoridades não são respeitados e valorizados. A questão dos soldos baixos para soldados e policiais é histórica no Brasil. Da mesma forma o é o despreparo da categoria e a corrupção ali dentro.
Há algum tempo, as associações representativas de oficiais e praças das Policias Militares dos Estados, a exemplo da Bahia, vem alertando a sociedade sobre o clima de insatisfação generalizada que permeia toda a Corporação, sobretudo no desrespeito aos direitos deste profissional, materializados na PEC 300, a qual Governadores não tem dado a devida importância.
Na Bahia, a categoria reivindica o cumprimento da lei 7.145 de 1997, instituída há 14 anos cujos benefícios nunca foram pagos, a gratificação por atividade policial (chamada GAP 5), incorporação da gratificação ao salário, regulamentação do pagamento de auxílio acidente e adicionais de periculosidade e insalubridade.
Seis soldados da PM são presos após denúncia de policiais federais em Vitória da Conquista
Quatro soldados da Polícia Militar lotados na Companhia Independente de Policiamento Especial (Cipe-Sudoeste) e dois agente da 34ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), de Brumado, foram presos por volta das 22h desta quarta-feira (24) por uma determinação da Justiça Federal.
Os quatro PMs da Cipe fazem parte de uma equipe que faz o policiamento preventivo a assaltos a banco em algumas cidades do sudoeste baiano.
De acordo com um policial militar que preferiu não ser identificado, no dia 25 de outubro a Cipe recebeu uma denúncia de moradores do município de Ibicoara, localizado a 509 quilômetros de Salvador, sobre uma caminhonete da marca Mitsubishi, modelo L200. Dois homens armados dirigiam pela cidade a bordo desse veículo, fato que despertou a atenção dos moradores do local.
Mãe de santo acusa policiais militares de tortura em Ilhéus
É na terceira pessoa que a ialorixá Bernadete Souza Ferreira dos Santos, 42 anos, relata uma sessão de tortura que ela própria sofreu de policiais militares. “Pegaram Oxóssi, puxaram os cabelos, jogaram ele em cima de um formigueiro, pisaram no pescoço e disseram: ‘só assim para o demônio sair’”, denuncia, garantindo estar incorporada no momento das agressões.
Mãe de santo e coordenadora de educação do assentamento Dom Helder Câmara, em Ilhéus, Sul do estado, Bernardete diz que foi algemada e torturada após questionar a presença dos policiais militares numa área que pertence ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de responsabilidade da Polícia Federal (PF).
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Dois empresários e 9 PMs continuam presos por sonegação fiscal na Bahia
Os empresários Marco Alan Meireles e Edilson Ferreira continuam detidos no presídio regional Advogado Nilton Gonçalves, em Vitória da Conquista, nesta quinta-feira, 22. Eles são as únicas pessoas que seguem encarceradas por causa da ‘Operação Caracará’, de combate à sonegação fiscal, realizada há oito dias, no estado da Bahia, em ação conjunta da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria de Segurança Pública (SSP), Ministério Público (MP) e Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O esquema de sonegação teria desviado mais de R$ 1,6 bilhão dos cofres públicos no período de cinco anos.
Os sargentos Claudionor Silva e Orlando Vieira e os soldados Fabiano Meira, Júlio Nicolau Neto, Ricardo Santos, Isaias Ferreira, Etelmino Soares, Israel Rezende e Claudio Oliveira, igualmente alcançados pela operação em Vitória da Conquista, também continuam presos no Batalhão de Choque, em Salvador, sem previsão de liberdade provisória.
MP emite parecer contra soltura de PMs de Vitória da Conquista
Para os promotores de Justiça Beneval Santos Mutim e Guiomar Miranda Melo a concessão da liberdade aos policiais militares de Vitória da Conquista apontados como responsáveis pelo assassinato de Oséias Belas de Oliveira, em 28 de janeiro, representa risco à ordem pública.
Os promotores apresentaram pareceres à Justiça, opinando pelo indeferimento dos requerimentos formulados pelos policiais. Assim, os PMs Emerson Caires Novaes, Ronildo Vieira da Silva, Adailson Machado de Castro e Marcelo Carvalho Santos podem continuar presos mesmo após apresentarem pedidos de liberdade provisória e revogação da prisão preventiva decretada contra eles em maio.
Segundo nota do Ministério Público estadual, o alto grau de animosidade com que eles praticaram o crime demonstra a periculosidade deles, denotando que esses PMs podem criar obstáculos à aplicação da lei penal. No início desta semana, os soldados Cristiano Meira Santos, Dilsolan Meira Santos, Evandro Andrade Costa e Handerson Menezes Santos, que também estavam presos, foram soltos.
Parte dos PMs acusados de crimes em Vitória da Conquista voltam ao trabalho
Os quatro policiais acusados de envolvimento com a série de crimes ocorrida no início do ano em Vitória da Conquista – e que foram soltos esta semana do batalhão da PM, em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador – vão voltar ao trabalho, mas no setor administrativo.
Há quase seis meses, parentes das vítimas da onda de violência ainda esperam por explicações das autoridades. Onze pessoas morreram e três adolescentes continuam desaparecidos.
Os outros seis policiais militares acusados de envolvimento na onda de violência em Conquista continuam presos no batalhão da PM, em Lauro de Freitas. Quatro deles pediram à justiça a revogação da prisão preventiva, mas o Ministério Público já se manifestou contrário ao pedido, o que deve ser mantido pela justiça.
BATV
Conquista: decisão sobre prisões deve sair na segunda-feira
A decisão sobre o pedido de prisão dos policiais militares reconhecidos por testemunhas como envolvidos nos crimes de Vitória da Conquista deve ser emitida na segunda-feira. Isso porque o juiz titular da vara do júri da cidade, Reno Viana Soares, pediu que o Ministério Público Estadual (MPE) se manifeste sobre o pedido antes que ele tome sua decisão.
Um integrante da equipe que investiga as quatro mortes e três desaparecimentos ocorridas após a morte do policial militar Marcelo Márcio Lima Silva, 32 anos, garantiu que o MPE vai analisar o pedido de prisão apenas na segunda. A Polícia Civil de Conquista, ainda segundo a mesma fonte, pediu a prisão de apenas três dos quatro policiais reconhecidos.
Nove policiais militares são ouvidos nesta quarta-feira em Vitória da Conquista
Outros nove policiais militares que trabalhavam na noite dos crimes cometidos em Vitória da Conquista após o assassinato de um soldado da PM, em janeiro, vão ser interrogados, nesta quarta-feira, 24, totalizando 25 PMs ouvidos.
Eles são lotados no 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM/Vitória da Conquista) e na Companhia de Ações Especiais de Sudoeste e Gerais (Caesg). Os interrogatórios começaram por volta das 8h30 desta terça-feira, em duas unidades da Polícia Civil: na 1ª CP (delegacia), no Alto do Maron, e no Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), na localidade de Jurema.
Policiais militares começam a ser ouvidos em Vitória da Conquista
Os policiais militares que estavam de plantão no dia do assassinato do soldado da Polícia Militar, Marcelo Márcio Lima, na cidade de Vitória da Conquista (509 Km de Salvador), estão depondo, desde o início da manhã desta terça-feira, 23, na 1ª Companhia de Polícia. O tenente Dalto, do 9º Batalhão da Polícia Militar, foi um dos primeiros a chegar para ser interrogado. As testemunhas e vítimas que sobreviveram aos crimes também começaram a depor.
O processo criminal para investigar os crimes em série registrados na cidade foi instaurado após o assassinato do soldado no último dia 28 de janeiro. Uma força-tarefa foi constituída em Conquista pelo Ministério Público da Bahia para apurar os fatos. Após a morte do policial, diversos homicídios foram registrados no município, dentre eles a invasão de casas e agressões e sequestros de várias pessoas, sendo que 14 delas foram executadas e três jovens continuam desaparecidos.
ATarde
Policiais militares realizam assembleia para definir possível greve
Policiais militares se reúnem nesta quinta-feira, 23, em uma assembleia que servirá para definir se a categoria entra em greve por tempo indeterminado. De acordo com o coordenador-geral da Associação dos Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspra), Marcos Prisco, há dez dias a categoria entregou ao governo do Estado a pauta de reivindicações e até agora nenhuma resposta foi dada. A assembleia acontece no Ginásio dos Bancários, nos Aflitos, a partir das 9h.
Prisco afirma que existem quatro itens na pauta de reivindicações. O primeiro deles é a melhoria das condições de trabalho. “Queremos viaturas mais equipadas, coletes e melhorias nos módulos da PM”, comenta Prisco. Outra exigência é que a partir de 2010 seja pré-requisito que todos os soldados tenham nível superior e que os oficiais da academia da PM seja bacharéis em direito.













