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Seca prejudica mais de 1 milhão de pessoas em 188 municípios em situação de emergência no Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul já está com 188 municípios em situação de emergência e mais de 1 milhão de pessoas prejudicadas pela longa estiagem que atinge o estado, de acordo com o último boletim da Defesa Civil. Além dos problemas causados para as lavouras de milho, soja e feijão, com grandes prejuízos para os produtores, a população também está sofrendo com o calor intenso, a baixa umidade do ar e a dificuldades de acesso a água potável.
O coordenador do Núcleo de Vigilância dos Eventos Ambientais Adversos à Saúde, Mauro Kotlhar, orienta a população, que ao buscar fontes alternativas de água para consumo, verifique a procedência. Caso essas fontes apresentem riscos de contaminação, as pessoas devem pedir às prefeituras o fornecimento de hipoclorito de sódio, usado para o tratamento de água, poços e cisternas.
“É importante que as pessoas adicionem a dosagem correta de hipoclorito de sódio e fervam a água antes do consumo, e que evitem o consumo de alimentos crus”, disse. O coordenador também recomenda que a higiene pessoal seja feita com água tratada, para evitar infecções.
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Paramirim: Comunidade rural sofre por falta de chuva na região
Há seis meses não chove na zona rural da comunidade de Paramirim, sudoeste baiano. Só as plantações mais resistentes é que tem sobrevivido à seca.
Nos pouco mais de cinco hectares da comunidade de Edson Neves, só nasce a palma, planta característica de regiões secas e que serve de alimento principalmente para os animais. Chuva ele não vê faz tempo. “Desde fevereiro é que não chove. A situação aqui para nós é precária”, completa Neves.
O agricultor tal acumula prejuízos e vive a incerteza do que plantar no futuro. “Se tivesse uma água para fazer um arredio seria favorável para gente”, explica.
Bahia tem 72 cidades em situação de emergência por conta da seca
A estiagem no semiárido baiano até esta sexta-feira (23) já fez 72 cidades decretarem estado de emergência, informa a Coordenaria Estadual de Defesa Civil (Cedec), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes). Nos últimos oito dias, dez cidades solicitaram ajuda emergencial para o estado, segundo o coordenador adjunto Paulo Sérgio Luz, do Cedec. A Bahia chega a ter média de mais de 200 cidades com situação de emergência todos os anos.
Atualmente, a Cedec aponta o entorno de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, formado por 27 cidades, como uma das regiões mais afetadas pela estiagem nesse período do ano. Porém, a região oeste também é preocupante, segundo a Cedec, devido aos 150 dias consecutivos sem chuva. “A baixa umidade do ar nesses locais também tem causado incêndios florestais”, indica o coordenador.
Seca em Vitória da Conquista compromete produção e acesso à água
Localizada a 509 km de Salvador, a cidade de Vitória da Conquista, na Bahia, sofre as consequências da estiagem que já dura seis meses. Com os reservatórios vazios, 22 mil pessoas (cerca de 7% da população local), pertencentes à zona rural do município, só têm acesso à água por meio de carros-pipas.
De acordo com informações desta quinta-feira (21/10) do jornal “A Tarde”, o combate à estiagem requer gastos de R$ 300 mil por mês, e a condição climática tem comprometido a produção agrícola.
O preço da saca de 60 kg do feijão carioquinha, por exemplo, saltou de R$ 130 para R$ 210. A alta de 61,5% também está relacionada à falta do grão nos estoques, que tem feito comerciantes buscar feijão em Guanambi, a 290 km, e até no estado de Goiás.
Municípios baianos decretam estado de emergência por conta da estiagem
Quarenta e um municípios decretaram situação de emergência por causa da estiagem, 23 no sudoeste da Bahia. Na região, mais de 500 mil pessoas estão sofrendo com a falta de água. Nossa equipe foi à zona rural de Brumado, um dos municípios mais atingidos.
No povoado do Jacaré pode-se ver os resultados da seca. Magros, os animais do povoado se alimentam da palma. A seca castiga o povoado desde o início do ano. Em 2009 choveu mais de 900 mm de água, já este ano, choveu pouco, apenas 300 mm.
O Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural sustentável de Brumado informou que medidas emergenciais estão sendo tomadas para amenizar o problema. De imediato, foram contratados carros-pipa para abastecer as casas da região.
iBahia
Floresta amazônica é mais resistente à seca do que se pensava, diz estudo
Um estudo encomendado pela agência espacial americana, Nasa, à universidade de Boston, nos Estados Unidos, concluiu que a Floresta Amazônica é bem mais resistente à seca do que indicavam estudos anteriores.
Para a pesquisa, publicada na última edição da revista especializada Geophysical Research Letters, cientistas analisaram dados obtidos por satélites da Nasa que mostram quão verde esteve a cobertura vegetal da Amazônia na última década.
“Não encontramos grandes diferenças nos níveis de verde dessas florestas entre anos de seca e anos normais, o que indica que essas florestas são muito mais tolerantes às secas do que se acreditava anteriormente”, disse Arindam Samanta, o pesquisador da universidade de Boston que coordenou o estudo.
Seca e fartura em Anagé
A seca está castigando a região de Anagé, no Sudoeste do estado, há mais de cinco meses. Moradores e animais sofrem com a falta de chuva. O início do período de estiagem deixa o agricultor João Sobrinho preocupado. “O sofrimento aqui é muito grande. A gente precisa se sacrificar bastante”.
Só que bem em frente às casas dessas pessoas, existe uma barragem de quase quarenta quilômetros quadrados. São 367 milhões de metros cúbicos de água. Tudo isso construído em pleno semi-árido. A Barragem de Anagé impressiona pela beleza e tamanho.













