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Teste do pezinho: 14% das crianças baianas não realizam exame
Catorze porcento das crianças recém-nascidas na Bahia não realizam o teste do pezinho, essencial para o diagnóstico precoce e tratamento da anemia falciforme, de acordo com pesquisa sobre a evolução da doença na Bahia, realizada pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e divulgada nesta segunda-feira, 7.
O levantamento foi apresentado um dia após o Dia Nacional do Teste do Pezinho e está sendo divulgado em comemoração aos 100 anos de descoberta da doença.
Para a coordenadora do Núcleo de Pesquisa da APAE, Tatiana Amorim, a identificação da doença com mais rapidez permite amenizar os sintomas que o portador pode sofrer e evitar crises que necessitem de transfusão de sangue. “As crianças que não fazem o teste estão mais suscetíveis às infecções, anemias agudas, pneumonia”, explica a pediatra.
17% dos recém-nascidos no estado não fazem o teste do pezinho
Um alerta na área da saúde. Mesmo sendo de graça, o teste do pezinho deixa de ser feito em 17% dos recém-nascidos da Bahia. O teste deve ser feito em todos os recém-nascidos, entre o terceiro e o sétimo dia de vida.
‘A gente pode detectar fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e aminoacidopatias. Essas doenças, exceto a anemia falciforme, podem levar ao retardo mental’, explica Maria Inês, coordenadora do centro de diagnóstico.
O Laboratório da Apae, em Salvador, é o serviço de referência do Ministério da Saúde para diagnosticar doenças através do teste, que é feito de graça pelo SUS. Na capital, os postos de saúde também oferecem o teste de graça. Na rede particular, o teste do pezinho pode ainda detectar pelo menos mais 20 tipos de doença. Nesse caso, o exame é pago.













