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Projeto cria orquestra de presidiários e transforma prisão venezuelana
Sons de uma orquestra ecoam no imenso pátio de concreto da penitenciária de Coro, no oeste da Venezuela.
Cercado por paredes e cercas altas, sob o olhar atento dos guardas na torre de observação e monitorado por câmeras de circuito fechado de TV, o pátio interno da prisão é um lugar desolado e pouco convidativo.
Mas a música é um indício de que nem tudo vai mal nesta penitenciária.
No auditório, mais de 300 prisioneiros se preparam para um concerto.
A metade estuda instrumentos como violino, tuba, contrabaixo ou saxofone, enquanto outros estudam canto coral.
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De volta à Venezuela, Chávez diz estar livre de “células malignas”
Após uma semana em Cuba, em tratamento contra o câncer, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que exames realizados na ilha apontam que não há presença de células cancerígenas em seu corpo, porém, admitiu que ainda há riscos de que outros órgãos sejam afetados pela doença.
Chávez retornou repentinamente ao país na noite deste sábado após finalizar a primeira etapa do tratamento com quimioterapia em um hospital em Havana.
“Regressei melhor do que fui”, disse Chávez, minutos depois de aterrissar no aeroporto internacional. O líder venezuelano desceu as escadas de acesso ao avião sem aparente dificuldades e sem auxílio de seus colaboradores. Ele foi recebido pelo vice-presidente Elias Jaua e por todo o gabinete de ministros.
SELEÇÃO BRASILEIRA NÃO É A MESMA…
Por Ubaldino Figueiredo
Antes da Copa do Mundo na África do Sul, a seleção brasileira de futebol era consideração a melhor do mundo, após a Copa, caiu para a quinta posição, e isso se deve à falta de um projeto para nosso futebol que possa chegar até a seleção do País.
Vimos ontem essa demonstração, ao amargarmos um empate contra a seleção da Venezuela, que não ostenta nenhuma expressão no cenário mundial.
Se o técnico quis primar por não tomar gol, faltou posicionamento, se quis tornar o time mais agressivo, faltou criatividade, e o mais importante: “agressividade”, faltou os gols ou o gol, pois em uma competição como esta, meio gol, já é uma vitória, então entendemos que a seleção tem que mudar para o jogo contra o Paraguai, adversário difícil de ser batido e além do mais vem com a pompa de ter sido a quarta melhor seleção da última Copa do Mundo.
Chávez contesta oposição e a desafia a convocar referendo para tirá-lo do poder
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reuniu a imprensa internacional nesta segunda-feira no Palácio de Miraflores para contestar a afirmação de que os partidos opositores ganharam a maioria dos votos nas eleições parlamentares deste domingo. Chávez ainda desafiou a oposição a convocar um referendo para revogar seu mandato como presidente.

Opinião: Basta ter olhos para ver
Sergio Fausto
Estive em Caracas antes do carnaval. Respira-se um clima pesado na Venezuela. A responsabilidade não é do El Niño, mas de Hugo Chávez. Seu governo se torna mais repressivo à medida que cresce a insatisfação social em consequência da inflação em alta, da desarticulação do sistema produtivo, do desmantelamento dos serviços públicos de saúde, do aumento da criminalidade, do racionamento de água e energia.
Resultado não de fenômenos climáticos ou das maquinações do “império”, mas da ineficiência, do voluntarismo e da arbitrariedade que caracterizam, cada vez mais, os dez anos de sua permanência no poder.
Chávez surgiu invocando a figura de Simon Bolívar. Hoje, para fins práticos, quem lhe serve de referência é Cuba. A construção do “socialismo do século 21″ passou a orientar o projeto chavista a partir das eleições parlamentares de 2005, quando as oposições desistiram da disputa e os partidos governistas conquistaram 100% das cadeiras da Assembleia Nacional, e do pleito presidencial de 2006, que deu a Chávez seu segundo mandato.
Opinião: O ingresso da Venezuela no Mercosul
Cristiane Helena de Paula Lima
No dia 15 de Dezembro de 2009, o Senado Federal brasileiro aprovou, após votação apertada, por trinta e cinco a vinte e sete votos, o ingresso da Venezuela no Mercosul. A adesão final ainda está sujeita à aprovação pelo Congresso do Paraguai, já que Argentina e Uruguai já manifestaram voto favorável.
O Protocolo de adesão da Venezuela ao bloco foi assinado em Caracas, em 04 de Julho de 2006. O projeto de Decreto Legislativo foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados em 17 de Dezembro de 2008 e seguiu para votação no Senado Federal Brasileiro.
Cercada de inúmeras polêmicas, o processo de votação foi suspenso por diversas vezes, e, apenas em 29 de outubro de 2009, a Comissão de Relações Exteriores do Senado votou a favor da adesão, mesmo após parecer desfavorável do Senador Tasso Jereissasti, que pontuava principalmente o descumprimento da cláusula democrática do Protocolo de Ushuaia pelo referido país, no que tange ao direito de liberdade de imprensa não só dos meios de comunicação, mas também dos seus cidadãos.
Chávez: Lula chega como Cristo anunciando a boa nova
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje que seu colega Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou ontem em Caracas “como Cristo anunciando a boa nova.” Ele se referia ao fato de Lula ter chegado à capital venezuelana com a informação de que a Comissão de Relações Exteriores do Senado havia aprovado o protocolo de ingresso da Venezuela no Mercosul.
Em 2007, Chávez chamou os senadores brasileiros de “papagaios de Washington” por terem aprovado moção pedindo a reabertura da RCTV, de Caracas, que encerrara suas atividades por não ter o governo venezuelano renovado sua concessão.
Esta tarde, Chávez insistiu na afirmação de que a Venezuela é um país onde há “plena democracia” e “plena liberdade de expressão”. “Que ninguém acredite nesses pontos sobre o ditador Chávez e sobre a perseguição a jornalistas”, afirmou. “Em Honduras, sim, há ditadura e fecharam canais (de televisão e rádio). Aqui, não. Vocês podem dizer o que queiram.”
Brasil coloca 1° lugar como principal meta
A inesperada derrota por 2 a 1 diante da Bolívia acabou com uma série de marcas da Seleção Brasileira, que não perdia há 19 jogos e havia vencido os últimos 11 confrontos na atual temporada. Apesar disso, os jogadores e o técnico Dunga não mostraram abatimento após o tropeço nos 3.600m de La Paz.
Eles entenderam o resultado como normal em razão da altitude e da dificuldade de atuar no Estádio Hernando Siles. Mas o resultado somado à vitória do Paraguai por 4 a 2 sobre a Venezuela ameaçou a liderança da Seleção nas Eliminatórias.
As duas equipes dividem a ponta com 33 pontos, mas o Brasil tem melhor saldo de gols (22 a 10) e quer consolidar a primeira colocação na última rodada.
“O jogo com a Bolívia valeu pelos jogadores que tiveram oportunidade de defender a Seleção. Mas agora é pensar na Venezuela e tentar terminar as Eliminatórias em 1°”, afirmou o goleiro Júlio César.
Opinião: Autoritarismo Eleitoral
Lourdes Sola
Nos últimos anos vários governos latino-americanos eleitos democraticamente têm recorrido a fórmulas antidemocráticas com o objetivo de controlar a arena política e, assim, minimizar a concorrência eleitoral preexistente. Buscam livrar-se de um dos atributos da democracia eleitoral que lhes garantiram o acesso ao poder.
É justamente esse impulso regressivo que chama a atenção como uma das características dos experimentos de “governo popular” em curso na Venezuela, na Bolívia, no Equador e na Nicarágua. Insisto: uma das marcas. Pois esse caráter regressivo se combina com o componente popular, inaugurando uma lógica e uma dinâmica política novas, das quais as noções de “populismo” ou “neopopulismo” não dão conta.
Ao cientista social cumpre observar o fenômeno novo sem se esquivar da tarefa de nomeá-lo adequadamente, recorrendo a uma inovação conceitual, se necessário. Pode ser útil para refletir sobre as fórmulas de terapia preventiva mais adequadas. Esses governos governam sob a égide de duas contradições que convém analisar melhor, pois delas derivam sua força e suas fraquezas.
Honduras é a segunda Colômbia de Chávez
Demétrio Magnoli
Honduras, em si mesma, não tem importância econômica e perdeu uma efêmera relevância estratégica desde o encerramento da Revolução Sandinista, na Nicarágua, há duas décadas. Mas no pequeno país se joga a sorte do projeto de expansão da “revolução bolivariana” de Hugo Chávez.
No Parque Central de Tegucigalpa ergue-se a estátua equestre de Francisco Morazán, herói nacional hondurenho e líder da República da América Central, o Estado de inspiração bolivariana que unificou, entre 1823 e 1840, quase todo o istmo centro-americano.
O Morazán histórico era um liberal e tinha nos EUA o modelo para sua República federalista. Contudo Eduardo Galeano e Gabriel García Márquez, artesãos de uma mitologia latino-americanista, incorporaram-no a um panteão lendário de personagens anti-imperialistas. Chávez, por sua vez, enxergou na Honduras de Manuel Zelaya a oportunidade para restaurar a República da América Central como uma das peças de seu almejado bloco antiamericano.
Venezuela e Brasil planejam criar fundo bilionário, diz Chávez
Venezuela e Brasil estão planejando criar um fundo conjunto avaliado em bilhões de dólares, afirmou o presidente venezuelano, Hugo Chávez.
O líder esquerdista não deu detalhes. A Venezuela já possui fundos de investimento em infra-estrutura com outros países, incluindo China e Equador.
Hugo Chávez teria oferecido ao BNDES colocar suas reservas de petróleo como garantia ao financiamento de exportações de bens e serviços de empresas brasileiras. Segundo o jornal Folha de S.Paulo deste domingo, o volume total poderia chegar a 4,3 bilhões de dólares. A proposta deve estar na agenda do encontro entre Lula e Chávez, na terça-feira.
Reuters
Para ‘Economist’, Brasil deveria denunciar ‘autoritarismo’ da Venezuela
A revista britânica The Economist, em um editorial publicado na edição desta semana, cobra uma nova postura do governo brasileiro em relação a Cuba e Venezuela, de denúncia dos que “usam o antiamericanismo como um pretexto para o autoritarismo”.
Fazendo um balanço da Cúpula das Américas e das novas políticas do presidente americano, Barack Obama, para a América Latina, a revista afirma que os Estados Unidos estão tentando convencer a região de que são “uma força para o bem”.
Tom do discurso sobre Cuba divide Brasil e Venezuela em cúpula
Os governos de Brasil e Venezuela deverão chegar a Trinidad e Tobago com discursos diferentes em relação à questão cubana, tema que promete dominar a 5ª Cúpula das Américas, que começa nesta sexta-feira.
Se por um lado os dois países defendem o fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba, existem diferenças de opinião sobre como apresentar a demanda durante o encontro.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, quer que as discussões sobre Cuba sejam o principal tema do encontro. Chávez pediu, inclusive, que a questão seja incluída na declaração final da cúpula.
Wagner visita Hugo Chávez na Venezuela
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recebeu nesta segunda-feira no palácio presidencial de Miraflores o governador da Bahia, Jacques Wagner, com quem abriu a possibilidade de cooperação nas áreas de turismo, alfabetização, saúde e petroquímica.
“Falamos de turismo, estamos trabalhando na área da alfabetização, cooperação na luta contra a dengue e para a possível construção de uma petroquímica na Bahia”, com a ajuda da venezuelana Pequiven e da brasileira Brasquen, disse Wagner ao deixar o encontro.
Chávez e Wagner também conversaram sobre a possibilidade de estabelecer vôos diretos entre Caracas e as cidades de Salvador e Recife, indicou o governador. “É um sonho, que acredito que servirá para aproximar os dois povos”, afirmou.
Imprensa denuncia repressão na Venezuela
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, sigla em espanhol), crítica do presidente venezuelano, Hugo Chávez, apresentou neste sábado um informe no qual faz novas denúncias contra o governo da Venezuela no tratamento aos jornalistas.
A Comissão de Liberdade de Imprensa da entidade, que reúne empresários da imprensa norte-americana, demonstrou a mesma preocupação dos meios de comunicação privados do país, a maioria de oposição ao presidente Chávez.
O relatório, estruturado sob responsabilidade de David Natera Febres, presidente do denominado ‘Bloco da Imprensa Venezuelana’ e diretor do ‘El Correo’ de Caroní, aponta, como nos anos anteriores, ameaças, censura, mortes, impunidades e fechamento dos meios de comunicação do país.
Emenda é aprovada e Hugo Chávez poderá disputar terceiro mandato
A emenda constitucional que propõe a reeleição ilimitada do presidente e demais cargos públicos na Venezuela foi aprovada com 54,36% dos votos no referendo realizado neste domingo na Venezuela, abrindo caminho para que o presidente Hugo Chávez possa disputar um terceiro mandato.
A oposição conseguiu 45,63% dos votos, segundo um primeiro boletim oficial divulgado pela presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena. A abstenção foi de 32,95%. “Queremos felicitar o povo da Venezuela por seu comportamento cívico e democrático no dia de hoje. Foi um dia extraordinário”, felicitou Lucena.
“Abrimos de par em par as portas do futuro. A Venezuela não volverá ao passado da indignidade. Foi uma grande vitória! Aqui está o povo de Simón Bolívar levantando as bandeiras da dignidade! Vitória, vitória, vitória popular!”, afirmou Chávez para uma multidão diante do palácio presidencial de Miraflores em Caracas.
Com a modificação de cinco artigos da Constituição de 1999 aprovada, ficam eliminados os limites de mandatos existentes para o presidente e todos os cargos majoritários. A Carta Magna limitava a no máximo dois mandatos presidenciais consecutivos, o que significa que Chávez deve abandonar o poder ao fim de 2012.













